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Hipismo aproveita Pan e garante
três vagas olímpicas
Por Laudiceia Machea
Algumas modalidades partiram para o Rio de Janeiro
levando na bagagem, junto com o sonho por medalhas,
a expectativa de carimbar o passaporte para as Olimpíadas.
Embora em alguns esportes as chances tenham sido praticamente
desperdiçadas, em outros os atletas brasileiros
se mostraram eficientes em aproveitar o fato de atuar
em casa para encurtar o caminho até Pequim-2008.
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Foto AFP
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| Pessoa conduz equipe dos saltos às Olimpíadas.
CCE e adestramento também fizeram sua parte. |
Maior sucesso neste quesito teve o hipismo. Depois
de classificar a equipe de saltos para Atenas-2004 com
o bronze em Santo Domingo-2003, os cavaleiros brasileiros
não só repetiram este feito – desta
vez com o ouro -, como ampliaram com as vagas no CCE
(conjunto completo de equitação) e no
adestramento.
Bastante prejudicado por imprevistos de última
hora, o adestramento contou com a experiência
do técnico sueco Eric Lette para garantir o bronze,
enquanto o CCE se apoiou em um planejamento de mais
de um ano para não desperdiçar a última
chance que tinha de ir aos Jogos Olímpicos. Superação
também da equipe que saltos que, a despeito de
todos os problemas durante a definição
da equipe, voltou ao lugar mais alto do pódio
e terá a chance de voltar ao quadro de medalhistas
nesta prova na Olimpíada.
Quem também soube facilitar sua trajetória
foram as equipes de handebol. Com o título conquistado
no Rio de Janeiro, o time masculino se livrou de um
complicado pré-olímpico, visto que não
conseguiu as vagas distribuídas no Mundial, em
janeiro. Já as garotas entram mais tranqüilas
no torneio que será disputado no final do ano.
O maior desperdício ocorreu no tiro esportivo.
Com 15 vagas em disputa, os brasileiros conseguiram
abocanhar apenas uma delas com Júlio Almeida
na pistola de ar. Ainda assim, graças à
classificação de Stenio Yamamoto durante
uma etapa da Copa do Mundo, o time brasileiro já
é maior que o de Atenas, quando apenas Rodrigo
Bastos compôs a delegação. Restam
agora as vagas que serão distribuídas
aos campeões das etapas da Copa do Mundo e no
Mundial.
Correndo por fora, mas com poucas chances, estavam
o nado sincronizado, pólo aquático e tênis
de mesa que concederam qualificação aos
campeões. Aos dois esportes da piscina, ainda
há chances de conquistar classificação
durante os Pré-olímpicos que serão
disputados em 2008, pois não tiveram êxito
no Rio. Aos mesa-tenistas também haverá
outras oportunidades de qualificação.
Tarefa difícil será a do triatlo. Também
sem conseguir o passaporte concedido aos vencedores,
os brasileiros terão que buscar vaga por meio
do ranking mundial ou no Mundial da modalidade, mas
dificilmente conseguirão mandar a Pequim-2008
uma equipe completa com seis integrantes, como foi em
Atenas. Fracassado também saiu o hóquei
sobre grama, que nem mesmo se classificou para os pré-olímpicos,
mas esse fracasso não surpreendeu.
Dos esportes individuais, o grande feito ficou nas
mãos de Yane Marques que com o ouro no feminino
no pentatlo moderno estará presente em Pequim-2008.
O Brasil ainda não desistiu da vaga masculina
e tentará consegui-la por meio do ranking mundial.
Portanto, o país levou apenas sete das 32 vagas
que tinha à disposição no Pan.
Pelo menos obteve um lugar a mais do que o atingido
em Santo Domingo, mas ainda bem longe de um "desempenho
notável".
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