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29/07/2007
Fotos Gazeta Press
Coletivos sustentam status de força nacional
Por Fernando Ferreira


Foto AFP
Handebol ganha fácil e acaba final em pancadaria contra os argentinos

O Pan do Rio de Janeiro foi fundamental para que o Brasil fortalecesse sua imagem de país de esportes coletivos. Se a atuação em casa deixou alguns resultados a desejar nas provas individuais, como os da vela, do remo e do squash, terminou por consagrar modalidades coletivas como o handebol, o futebol feminino, o vôlei, o hipismo e a ginástica rítmica.

No handebol, o país conseguiu manter com sobras a hegemonia continental. Enquanto as mulheres conquistaram o tricampeonato do Pan, os homens repetiram a vitória de 2003 na final contra a Argentina, mas desta vez com uma diferença maior, e faturaram a medalha de ouro pela segunda vez.

O treinador da equipe masculina já havia anunciado antecipadamente que deixaria o comando do time após o Pan, e cumpriu a promessa: pouco depois da final, Jordi Ribera confirmou que retornaria para a Espanha, onde treinará o Ademar León no segundo semestre em competições nacionais e continentais. Mesmo assim, deixou o Rio de Janeiro satisfeito com o que conseguiu ver em quadra.

"Quando assumi a seleção brasileira, toda a preparação foi focada nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, e agora estamos colhendo os frutos. A equipe jogou muito bem técnica e taticamente durante toda a competição. Na final, o nosso ataque funcionou muito bem e o (goleiro) Maik esteve muito bem durante todo o jogo, fez belas defesas e comandou a nossa defesa", afirmou o treinador.

Por outro lado, o handebol conseguiu o que o vôlei e o futebol deixaram escapar: as medalhas de ouro nas categorias masculina e feminina. Se a seleção feminina das quadras voltou a decepcionar em uma partida decisiva, perdendo a final contra as cubanas, o jovem time sub-17 da seleção masculina de futebol não conseguiu nem isso, caindo na primeira fase após uma goleada por 4 a 2 para o Equador.

Mesmo assim, o vôlei masculino e o futebol feminino deram a volta por cima, e com estilo de sobra. Sem perder um set sequer durante todo o Pan, o vôlei masculino conquistou o único título que ainda não havia sido levantado pela vitoriosa geração de Giba, Dante, André Heller e companhia. Seria também a vitória da geração de Ricardinho, mas o levantador foi cortado pouco antes do Pan por conta de uma discussão ainda mal-explicada com o técnico Bernardinho.

No futebol feminino, a eliminação do time do corintiano Lulinha foi remediado pelo bicampeonato do elenco encabeçado pela meia Marta. A melhor jogadora do mundo na última eleição da Fifa ajudou o Brasil a repetir no Maracanã o feito conquistado em Santo Domingo, há quatro anos. De quebra, o time ainda conseguiu vingar a derrota polêmica contra as norte-americanas na final das Olimpíadas de Atenas, em 2004.

Foto Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Três provas e três ouros para o conjunto da ginástica rítmica no pavilhão do Riocentro

Desta vez, as meninas fizeram ainda melhor do que há quatro anos e conquistaram o ouro com uma campanha irretocável: foram cinco jogos, cinco vitórias, 33 gols marcados (média de 6,6 por partida) e nenhum sofrido. Pelo caminho, a reverenciável equipe de Marta, Cristiane, Daniela Alves, Andréia e das veteranas Maycon, Pretinha e Kátia Cilene provou que a mistura de experiência e juventude fez bem à equipe, distribuindo goleadas: 4 a 0 no Uruguai, 5 a 0 na Jamaica, 10 a 0 no Equador, 7 a 0 no Canadá e 5 a 0 na final contra os EUA.

Vale lembrar também que o vôlei e o futebol conquistaram o sucesso também em outras "variáveis": nas quadras, o futsal superou algumas apresentações abaixo da média no começo da campanha e confirmou o favoritismo, vencendo o ouro na final contra a Argentina na estréia da modalidade em Jogos Pan-americanos. Nas areias, o vôlei de praia comemorou medalhas de ouro tanto entre os homens, Ricardo e Emanuel, quanto entre as mulheres, com Larissa e Juliana. No hipismo, um capítulo à parte na história de sucessos do Brasil, As três equipes (adestramento, CCE e saltos) foram ao pódio e ainda obtiveram as vagas nas Olimpíadas de Pequim-2008.

Na ginástica rítmica, o Brasil também ratificou a condição de potência continental, conquistando o tricampeonato por equipes na apresentação geral e faturando duas medalhas de ouro nas apresentações de aparelhos por equipes. Por fim, a jovem revelação Ana Paula Scheffer ainda conquistou o bronze na apresentação individual do arco e coroou a apresentação no Rio de Janeiro, igualando Santo Domingo-2003, foi o melhor desempenho da modalidade em Pan-americanos.

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