Coletivos sustentam
status de força nacional
Por Fernando Ferreira
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Foto AFP
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| Handebol ganha fácil e acaba final em
pancadaria contra os argentinos |
O Pan do Rio de Janeiro foi fundamental para que
o Brasil fortalecesse sua imagem de país de
esportes coletivos. Se a atuação em
casa deixou alguns resultados a desejar nas provas
individuais, como os da vela, do remo e do squash,
terminou por consagrar modalidades coletivas como
o handebol, o futebol feminino, o vôlei, o hipismo
e a ginástica rítmica.
No handebol, o país conseguiu manter com sobras
a hegemonia continental. Enquanto as mulheres conquistaram
o tricampeonato do Pan, os homens repetiram a vitória
de 2003 na final contra a Argentina, mas desta vez
com uma diferença maior, e faturaram a medalha
de ouro pela segunda vez.
O treinador da equipe masculina já havia anunciado
antecipadamente que deixaria o comando do time após
o Pan, e cumpriu a promessa: pouco depois da final,
Jordi Ribera confirmou que retornaria para a Espanha,
onde treinará o Ademar León no segundo
semestre em competições nacionais e
continentais. Mesmo assim, deixou o Rio de Janeiro
satisfeito com o que conseguiu ver em quadra.
"Quando assumi a seleção brasileira,
toda a preparação foi focada nos Jogos
Pan-americanos do Rio de Janeiro, e agora estamos
colhendo os frutos. A equipe jogou muito bem técnica
e taticamente durante toda a competição.
Na final, o nosso ataque funcionou muito bem e o (goleiro)
Maik esteve muito bem durante todo o jogo, fez belas
defesas e comandou a nossa defesa", afirmou o
treinador.
Por outro lado, o handebol conseguiu o que o vôlei
e o futebol deixaram escapar: as medalhas de ouro
nas categorias masculina e feminina. Se a seleção
feminina das quadras voltou a decepcionar em uma partida
decisiva, perdendo a final contra as cubanas, o jovem
time sub-17 da seleção masculina de
futebol não conseguiu nem isso, caindo na primeira
fase após uma goleada por 4 a 2 para o Equador.
Mesmo assim, o vôlei masculino e o futebol feminino
deram a volta por cima, e com estilo de sobra. Sem
perder um set sequer durante todo o Pan, o vôlei
masculino conquistou o único título que
ainda não havia sido levantado pela vitoriosa
geração de Giba, Dante, André Heller
e companhia. Seria também a vitória da
geração de Ricardinho, mas o levantador
foi cortado pouco antes do Pan por conta de uma discussão
ainda mal-explicada com o técnico Bernardinho.
No futebol feminino, a eliminação do
time do corintiano Lulinha foi remediado pelo bicampeonato
do elenco encabeçado pela meia Marta. A melhor
jogadora do mundo na última eleição
da Fifa ajudou o Brasil a repetir no Maracanã o
feito conquistado em Santo Domingo, há quatro
anos. De quebra, o time ainda conseguiu vingar a derrota
polêmica contra as norte-americanas na final
das Olimpíadas de Atenas, em 2004.
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Foto Marcelo Ferrelli/Gazeta
Press
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| Três provas e três ouros para o
conjunto da ginástica rítmica no
pavilhão do Riocentro |
Desta vez, as meninas fizeram ainda melhor do que
há quatro anos e conquistaram o ouro com uma
campanha irretocável: foram cinco jogos, cinco
vitórias, 33 gols marcados (média de
6,6 por partida) e nenhum sofrido. Pelo caminho, a
reverenciável equipe de Marta, Cristiane, Daniela
Alves, Andréia e das veteranas Maycon, Pretinha
e Kátia Cilene provou que a mistura de experiência
e juventude fez bem à equipe, distribuindo
goleadas: 4 a 0 no Uruguai, 5 a 0 na Jamaica, 10 a
0 no Equador, 7 a 0 no Canadá e 5 a 0 na final
contra os EUA.
Vale lembrar também que o vôlei e o
futebol conquistaram o sucesso também em outras
"variáveis": nas quadras, o futsal
superou algumas apresentações abaixo
da média no começo da campanha e confirmou
o favoritismo, vencendo o ouro na final contra a Argentina
na estréia da modalidade em Jogos Pan-americanos.
Nas areias, o vôlei de praia comemorou medalhas
de ouro tanto entre os homens, Ricardo e Emanuel,
quanto entre as mulheres, com Larissa e Juliana. No
hipismo, um capítulo à parte na história
de sucessos do Brasil, As três equipes (adestramento,
CCE e saltos) foram ao pódio e ainda obtiveram
as vagas nas Olimpíadas de Pequim-2008.
Na ginástica rítmica, o Brasil também
ratificou a condição de potência
continental, conquistando o tricampeonato por equipes
na apresentação geral e faturando duas
medalhas de ouro nas apresentações de
aparelhos por equipes. Por fim, a jovem revelação
Ana Paula Scheffer ainda conquistou o bronze na apresentação
individual do arco e coroou a apresentação
no Rio de Janeiro, igualando Santo Domingo-2003, foi
o melhor desempenho da modalidade em Pan-americanos.