Mulheres fazem história
e arrebatam tri inédito
Por Fernando Ferreira
Nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, as mulheres foram responsáveis por 17 das 54 medalhas de ouro da delegação brasileira, o que equivale a 31% do total. Dessas vencedoras, algumas atletas se destacaram por feitos inéditos e conquistas marcantes.
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Foto Fernando Pilatos/Gazeta
Press
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| Com 16 anos, Jade superou decepção
e dor com dois pódios na ginástica |
Rebeca Gusmão se tornou a primeira nadadora do Brasil a conquistar o ouro na história do Pan, com a vitória nos 50m livre. No último dia de competições, ela subiu ao lugar mais alto do pódio ao ser a mais rápida nos 100m livres. “Sem dúvida nenhuma é a competição da minha vida. Estou muito satisfeita porque consegui fazer minhas melhores marcas",
comemorou.
Se Gusmão teve pela primeira vez o gostinho de receber
uma medalha dourada, a carateca Lucélia Ribeiro está
acostumada a ouvir o Hino Nacional. Ela se tornou
a primeira brasileira tricampeã consecutiva na história
dos Jogos em competições individuais, com a vitória
na categoria kumite 60kg. ”Consegui atingir meu objetivo
e o título é meu nesta categoria, pelo menos por enquanto.
Agora temos que esperar o próximo Pan”, afirmou. O
mesmo feito também foi obtido pelo time de
handebol, que ainda se classificou para as Olimpíadas
de Pequim-2008.
No atletismo, o Brasil conquistou três ouros inéditos
em provas femininas. Sabine Heitling venceu nos 3.000m
com obstáculos, Juliana Santos nos 1.500m e Fabiana
Murer foi a campeã no salto com vara. No salto em
distância, Maurren Maggi celebrou seu segundo ouro,
já que ganhou a prova em Winnipeg-1999. “Foi
tudo de bom, estou muito feliz. São oito anos de espera
para uma medalha que me consagrou. Winnipeg foi a
consagração, queria repetir em Santo Domingo, mas
não deu. Tudo isso foi adiado para o Brasil, na minha
casa”, disse Maurren, que não competiu em 2003 por
problemas de doping. No pentatlo moderno, o país
também viu a bandeira no lugar mais alto por
causa de Yane Marques.
Entre as conquistas femininas, a da ginástica artística
foi uma que teve gosto especial. Estreante em Pans,
Jade Barbosa, de 16 anos, ficou muito perto do pódio
na disputa do individual geral, mas acabou em quarto
após uma queda nas barras assimétricas. Depois de
chorar muito, conseguiu se recuperar no dia seguinte,
com o ouro no salto e o bronze no solo. “Estou bem
feliz pelo resultado. A medalha não é pouca coisa,
foi para fechar com chave de ouro".
Mas nem só de ouros viveram os feitos femininos
no Pan. O país também celebrou a primeira
medalha na esgrima (bronze de Clarisse Menezes), luta
livre (bronze de Rosângela Conceição)
e taekwondo (prata de Natália Falavigna), além
das estreantes maratona aquática (prata de
Poliana Okimoto) e trampolim acrobático (bronze
de Giovanna Matheus).