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29/07/2007
Fotos Gazeta Press
Hoyama, Pereira e Cuattrin: os papa-medalhas
Por Carolina Canossa, especial para GE.Net

Juntos, eles somam nada menos que 35 medalhas na história do Pan (16 de ouro, nove de prata e 10 de bronze). Se fossem um país e ganhassem este número de medalhas no Rio-2007, Thiago Pereira, Hugo Hoyama e Sebastian Cuattrin ocupariam a sexta colocação no quadro de medalhas, à frente de países como Colômbia, Argentina, Venezuela, Chile e Equador.

Com este histórico, os três atletas podem ser considerados especialistas em Jogos Pan-americanos. Tratam-se de certezas de pódios para o país a cada quarto anos: desde a edição de Indianápolis, pelo menos um deles angariou uma medalha na competição: foram duas em 1987, três em 1991, seis em 1995, cinco em 1999, sete em 2003 e 12 em 2007, quando eles competiram em casa.
Foto Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Hoyama ganha na prova de equipes e vira o maior vitorioso do Brasil no Pan

Disputando seu último Pan, Hugo Hoyama sai consagrado: com a medalha de ouro na prova por equipes do tênis de mesa, ele superou o nadador Gustavo Borges e é o maior medalhista de ouro brasileiro em edições dos Jogos Pan-americanos. Com tantas vitórias, até parece difícil destacar a mais importante, mas o mesa-tenista não tem nem dúvidas na hora de responder. “Vencer em casa foi o máximo. Foi a minha medalha mais significativa”, afirmou.

A marca de Hoyama, porém, tem grandes chances de ser quebrada já na próxima edição do Pan, programada para a cidade mexicana de Guadalajara. Em 2011, Pereira terá apenas 25 anos e deve estar no auge de sua carreira. Até lá, pode saborear a superação da marca do norte-americano Mark Spitz, que conquistou cinco ouros em Winnipeg-1967, um a menos que Pereira no Rio de Janeiro. “Não poderia ter sido melhor. Sabia que poderia conquistar as medalhas mas não sabia as cores”, destacou o atleta, que levou seis ouros, uma prata e um bronze consigo.

Argentino de nascimento, mas naturalizado brasileiro, Cuattrin, por sua vez, pôde comemorar seu primeiro ouro naquele que deve ser seu último Pan. “Quando terminou a prova em que ganhamos o ouro, bati no peito. Foi um desabafo pelo orgulho de ganhar esse ouro pelo Brasil. Claro que a medalha de ouro tem um valor melhor, mas cada uma das 11 que conquistei (desde Mar del Plata-1995) foi especial, em momentos fundamentais da canoagem brasileira. Valeu muito a pena”, orgulha-se, um sentimento também comum a Hoyama e Pereira.

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