Hoyama, Pereira e Cuattrin:
os papa-medalhas
Por Carolina Canossa, especial
para GE.Net
Juntos, eles somam nada menos que 35 medalhas na história
do Pan (16 de ouro, nove de prata e 10 de bronze). Se
fossem um país e ganhassem este número de medalhas no
Rio-2007, Thiago Pereira, Hugo Hoyama e Sebastian Cuattrin
ocupariam a sexta colocação no quadro de medalhas, à
frente de países como Colômbia, Argentina, Venezuela,
Chile e Equador.
Com este histórico, os três atletas podem ser considerados especialistas em Jogos Pan-americanos. Tratam-se de certezas de pódios para o país a cada quarto anos: desde a edição de Indianápolis, pelo menos um deles angariou uma medalha na competição: foram duas em 1987, três em 1991, seis em 1995, cinco em 1999, sete em 2003 e 12 em 2007, quando eles competiram em casa.
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Foto Marcelo Ferrelli/Gazeta
Press
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| Hoyama ganha na prova de equipes e vira o maior
vitorioso do Brasil no Pan |
Disputando seu último Pan, Hugo Hoyama sai consagrado: com a medalha de ouro
na prova por equipes do tênis de mesa, ele superou
o nadador Gustavo Borges e é o maior medalhista de
ouro brasileiro em edições dos Jogos Pan-americanos.
Com tantas vitórias, até parece difícil destacar a
mais importante, mas o mesa-tenista não tem nem dúvidas
na hora de responder. “Vencer em casa foi o máximo.
Foi a minha medalha mais significativa”, afirmou.
A marca de Hoyama, porém, tem grandes chances de
ser quebrada já na próxima edição do Pan, programada
para a cidade mexicana de Guadalajara. Em 2011, Pereira
terá apenas 25 anos e deve estar no auge de sua carreira.
Até lá, pode saborear a superação da marca do norte-americano
Mark Spitz, que conquistou cinco ouros em Winnipeg-1967,
um a menos que Pereira no Rio de Janeiro. “Não poderia
ter sido melhor. Sabia que poderia conquistar as medalhas
mas não sabia as cores”, destacou o atleta, que levou
seis ouros, uma prata e um bronze consigo.
Argentino de nascimento, mas naturalizado brasileiro, Cuattrin, por sua vez, pôde comemorar seu primeiro ouro naquele que deve ser seu último Pan. “Quando terminou a prova em que ganhamos o ouro, bati no peito. Foi um desabafo pelo orgulho de ganhar esse ouro pelo Brasil. Claro que a medalha de ouro tem um valor melhor, mas cada uma das 11 que conquistei (desde Mar del Plata-1995) foi especial, em momentos fundamentais da canoagem brasileira. Valeu muito a pena”, orgulha-se, um sentimento também comum a Hoyama e Pereira.