| Por
Carolina Canossa, especial para a GE.Net
| Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press |
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| Medalha de ouro no Pan, Edinanci Silva é
uma das principais figuras da equipe feminina e
esperança de medalha |
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| Programação |
| 13 de setembro- Quinta-feira
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Categorias em disputa:
meio-pesado e pesado
11 horas: Qualificatórias
e repescagens
19h30: Cerimônia de
abertura
20h45: Finais |
| 14 de setembro - Sexta-feira
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Categorias em disputa:
meio-médio e médio
11 horas: Qualificatórias
e repescagens
20h45: Finais |
| 15 de setembro - Sábado |
Categorias em disputa:
meio-leve e leve
11 horas: Qualificatórias
e repescagens
20h45: Finais |
| 16 de setembro - Domingo |
Categorias em disputa:
ligeiro e absoluto
12 horas: Qualificatórias e
repescagens
20h45: Finais |
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| Confira
a equipe brasileira que vai disputa o Mundial: |
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Feminino
Ligeiro (até 48kg): Daniela Polzin
Meio-leve (até 52kg): Érika Miranda
Leve (até 57kg): Danielle Zangrando
Meio-médio (até 63kg): Daniele Yuri
Médio (até 70kg): Mayra Aguiar
Meio-pesado (até 78kg): Edinanci Silva
Pesado (acima de 78kg): Priscila Marques
Absoluto: Priscila Marques
Masculino
Ligeiro (até 60kg): Breno Alves
Meio-leve (até 66kg): João Derly
Leve (até 73kg): Leandro Guilheiro
Meio-médio (até 81kg): Tiago Camilo
Médio (até 90kg): Carlos Honorato
Meio-pesado (até 100kg): Luciano Côrrea
Pesado (acima de 100kg): João Gabriel Schilliter
Absoluto: Daniel Hernandes |
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| Confira
todas as medalhas do Brasil em Mundiais: |
| Ouro
2005: João Derly (meio-leve)
Prata
1993: Aurélio Miguel (meio-pesado)
1997: Aurélio Miguel (meio-pesado)
Bronze
1971: Chiaki Ishii (meio-pesado)
1979: Walter Carmona (médio)
1987: Aurélio Miguel (meio-pesado)
1993: Rogério Sampaio
(leve)
1995: Danielle Zangrando (leve)
1997: Edinanci Silva (meio-pesado)
e Fúlvio Myata (ligeiro)
1999: Sebastian Pereira (leve)
2003: Mario Sabino (meio-pesado),
Edinanci Silva (meio-pesado) e Carlos Honorato
(médio)
2005: Luciano Côrrea (meio-pesado) |
Donas de medalhas em todas as categorias nos Jogos
Pan-americanos, as judocas brasileiras querem usar o
Mundial do Rio de Janeiro, que começa nesta quinta-feira
e vai até o dia 16, como forma de se consolidar
perante o grande público. A idéia é
se desvencilhar definitivamente da sombra do masculino.
Os resultados mostram que elas têm tudo para
conseguir se destacar na Arena Olímpica, palco
da ginástica e do basquete no Pan: além
dos dois ouros, quatro pratas e um bronze no Rio 2007,
as representantes nacionais vêm de uma temporada
onde conseguiram o histórico resultado de subir
ao ponto mais alto em uma Supercopa do Mundo, feito
alcançado pela experiente Edinanci Silva.
Bronze em Mundiais em duas oportunidades (1997 e 2003),
a paraibana Edinanci chega à disputa como uma
das favoritas entre as meio-pesados, categoria na qual
pretende competir nos Jogos Olímpicos de Pequim,
o quarto e possivelmente último de sua carreira.
De olho em uma final no Rio, a judoca é, ao lado
da leve Danielle Zangrando, a mais experiente da seleção,
formada por uma mistura entre gerações,
cujas atletas variam entre os 31 de Edinanci e os 16
de Mayra Aguiar.
Apesar da grande diferença de idade, as brasileiras
asseguram que este é o grupo mais homogêneo
que já disputou um Mundial. “Não
se pode dizer que esta é a melhor seleção
da história porque o ano ainda não acabou.
Mas todas as atletas são muito boas e têm
possibilidade de conseguir um bom resultado. Nunca tivemos
tantas chances”, aponta a ligeiro Daniela Polzin.
“Somos uma grande equipe com vários talentos
individuais. Vivemos um grande momento”, completa.
E o que provocou essa mudança? A técnica
Rosicléia Campos, que assumiu a seleção
em 2005. Segundo as atletas, a ex-judoca foi a responsável
por introduzir uma nova mentalidade no time nacional.
Mas, como não poderia deixar de ser, o caminho
não foi nada fácil. O maior percalço
veio logo de cara, quando nenhuma das meninas conseguiu
subir ao pódio no Mundial do Cairo. A pesado
Priscila Marques relembra os momentos de tensão
vividos durante e após a disputa. “Estava
me sentindo muito preparada para a competição,
mas perdi uma luta faltando dez segundos para o final.
Depois disso, não tive estímulo nenhum
para lutar pelo bronze”, conta a atleta.
O abatimento após a derrota se repetiu com toda
a equipe brasileira e obrigou a treinadora a tomar uma
atitude drástica. “No aeroporto, ela deu
um esporro muito grande na gente e disse que se fosse
para continuar daquele jeito, ela não queria.
O ouro no Mundial era importante, mas a gente não
brigou depois das derrotas. A partir desse momento,
mudamos a nossa visão”, relembra Priscila.
Medalhista de bronze no Mundial de 1995, Danielle Zangrando
também aponta uma maior união entre as
meninas da seleção brasileira. “Quando
eu entrei na seleção, com 15 anos, não
tinha esse feedback das meninas mais velhas, de elas
nos ensinarem e passarem experiência. Era uma
coisa meio cada um por si. Agora, servimos como uma
espécie de escudo para as mais jovens. Isso já
deu certo no Pan e nas etapas da Copa do Mundo, onde
elas lutaram muito bem”, destaca.
Atleta mais jovem do time, Mayra Aguiar confirma. “Quando
eu entrei na seleção, até senti
um pouco de receio porque elas eram mais velhas. Mas,
no final, elas me tratam muito bem. São um espelho
para mim. Aqui é a minha segunda família”,
comenta a novata, que pode repetir o feito de Zangrando,
que subiu a um pódio do Mundial, com 16 anos.
“Dá para esperar qualquer coisa”,
sorri a gaúcha.
Responsável por tirar a experiente Vânia
Ishii da seleção, a meio-médio
Danielli Yuri ressalta que as novatas serão franco-atiradoras
no Mundial. “A esperança é conseguir
a vaga olímpica, mas a vontade é medalhar.
Mas o que vier é lucro”, admite a atleta.
“Já percebi que se eu ficar pensando na
Vânia, não rendo nada. Quero fazer a minha
história, não viver a dela”, ressalta.
O Mundial é mais um teste nesta trajetória.
Vencedora de duas etapas da Copa do Mundo e vice-campeã
do Pan 2007, a meio-leve Érika Miranda observa
que as viagens promovidas pela comissão técnica
e o reforço no trabalho físico feito com
as atletas, a partir de 2006, também foi bastante
importante para o crescimento do judô feminino
brasileiro. “No começo, ninguém
acreditava no nosso trabalho, mas acho que a equipe
já cresceu quase 100% depois que forçamos
a parte física e começamos a ir para Cuba,
Equador, Europa... Antes, sempre tinha uma que se destacava,
mas agora está todo mundo subindo junto”,
resume a competidora.
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