| Por
Carolina Canossa, especial para a GE.Net
Secretário do Esporte, Lazer e Recreação da Cidade
de São Paulo, o deputado federal licenciado Walter Feldman
pretende iniciar um plano ambicioso no próximo ano:
fazer com que o município se torne a “Capital Esportiva
do Brasil”, a despeito de todo o lobby a favor do Rio
de Janeiro, sede dos últimos Jogos Pan-americanos e
candidata a receber as Olimpíadas de 2016.
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Fotos: Fernando Pilatos/Gazeta
Press
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| Feldman lança seu livro e um plano audacioso |
“Nós temos um potencial físico e vontade política em fazer
de São Paulo a Capital Brasileira do Esporte”, comentou
Feldman nesta terça-feira, durante o lançamento de seu
livro, “O bom combate da paz”. “Se a gente jogar esta
concepção, atrairemos investimentos, patrocínios, atletas
e modalidades para cá”, comentou.
Apesar de a idéia não ser bater de frente com os planos
cariocas, Feldman admite que o desejo é que São Paulo
passe a disputar com maior força os benefícios gerados
pela prática esportiva. “Sabe quanto a Maratona de Nova
York fatura para a cidade? 500 milhões de dólares. São
atletas que gastam mais que um turista de Fórmula 1.
É a elite do mundo que só quer ter boas condições locais
onde possa realizar a sua atividade específica”, exemplificou.
Ao mesmo tempo, ele reconhece as dificuldades que seu
projeto vai enfrentar em âmbito nacional. “O poder do
esporte está no Rio, mas boa parte dos atletas do Pan
veio de São Paulo. Estamos articulando com clubes, atletas,
dirigentes para fazer um lobby paulista com relação
a isso”, deixou claro.
De acordo com ele, os primeiros passos neste sentido
já foram dados. “2007 foi o ano preparatório, onde fizemos
todo um diagnóstico dos nossos equipamentos, da nossa
capacidade de intervenção e da realidade do próprio
mercado que realiza as suas atividades. Identificamos
grandes eventos que já existem e aqueles que podem vir
a existir”, garantiu.
O secretário aproveitou a oportunidade para anunciar
a reforma da pista de atletismo do Centro Olímpico,
no Ibirapuera, ainda no primeiro semestre do ano que
vem. “Já existe uma rede pré-formada que, com a integração
e o estímulo da maior participação do povo, pode fazer
com que milhões passem a praticar esporte. Só falta
trabalhar de forma inteligente. O nosso objetivo é fazer
com que 11 milhões de pessoas pratiquem atividade esportiva,
desde o truco até as modalidades mais radicais”, acredita.
Entre as medidas para tornar São Paulo a Capital Esportiva
do Brasil está a captação de recursos através da Lei
de Incentivo ao Esporte, que permite que patrocínios
e doações sejam descontados do Imposto de Renda de pessoas
físicas e jurídicas. “Cada instituição tem direito a
seis projetos e nós já estamos elaborando todos eles.
Vamos tentar captar recursos para eles, ainda este ano.
Já temos praticamente os recursos de um grande banco
acertados para a Virada Esportiva. Todos os outros planos
também estão voltados a políticas de esporte na área
social ou educacional”, explicou.
A criação de um conselho municipal do esporte, de
maneira a facilitar o envio de críticas e sugestões
aos governantes, também está na pauta da Secretaria.
“Meu departamento jurídico já está constituindo o regulamento
deste conselho. É fundamental que eu extrapole a estrutura
do poder esportivo da cidade para que a gente possa
prestar contas e ouvir conselhos e críticas, de maneira
a nos aperfeiçoar”, comentou Feldman. “Com investimento
no esporte, a gente reduz os gastos com saúde e criminalidade,
além de melhorar de maneira radical a educação”, completou.
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