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18/12/2007
Montagem sobre foto Fernando Pilatos/Gazeta Press

Por Carolina Canossa, especial para a GE.Net

Secretário do Esporte, Lazer e Recreação da Cidade de São Paulo, o deputado federal licenciado Walter Feldman pretende iniciar um plano ambicioso no próximo ano: fazer com que o município se torne a “Capital Esportiva do Brasil”, a despeito de todo o lobby a favor do Rio de Janeiro, sede dos últimos Jogos Pan-americanos e candidata a receber as Olimpíadas de 2016.

Fotos: Fernando Pilatos/Gazeta Press
Feldman lança seu livro e um plano audacioso
“Nós temos um potencial físico e vontade política em fazer de São Paulo a Capital Brasileira do Esporte”, comentou Feldman nesta terça-feira, durante o lançamento de seu livro, “O bom combate da paz”. “Se a gente jogar esta concepção, atrairemos investimentos, patrocínios, atletas e modalidades para cá”, comentou.

Apesar de a idéia não ser bater de frente com os planos cariocas, Feldman admite que o desejo é que São Paulo passe a disputar com maior força os benefícios gerados pela prática esportiva. “Sabe quanto a Maratona de Nova York fatura para a cidade? 500 milhões de dólares. São atletas que gastam mais que um turista de Fórmula 1. É a elite do mundo que só quer ter boas condições locais onde possa realizar a sua atividade específica”, exemplificou.

Ao mesmo tempo, ele reconhece as dificuldades que seu projeto vai enfrentar em âmbito nacional. “O poder do esporte está no Rio, mas boa parte dos atletas do Pan veio de São Paulo. Estamos articulando com clubes, atletas, dirigentes para fazer um lobby paulista com relação a isso”, deixou claro.

De acordo com ele, os primeiros passos neste sentido já foram dados. “2007 foi o ano preparatório, onde fizemos todo um diagnóstico dos nossos equipamentos, da nossa capacidade de intervenção e da realidade do próprio mercado que realiza as suas atividades. Identificamos grandes eventos que já existem e aqueles que podem vir a existir”, garantiu.

O secretário aproveitou a oportunidade para anunciar a reforma da pista de atletismo do Centro Olímpico, no Ibirapuera, ainda no primeiro semestre do ano que vem. “Já existe uma rede pré-formada que, com a integração e o estímulo da maior participação do povo, pode fazer com que milhões passem a praticar esporte. Só falta trabalhar de forma inteligente. O nosso objetivo é fazer com que 11 milhões de pessoas pratiquem atividade esportiva, desde o truco até as modalidades mais radicais”, acredita.

Entre as medidas para tornar São Paulo a Capital Esportiva do Brasil está a captação de recursos através da Lei de Incentivo ao Esporte, que permite que patrocínios e doações sejam descontados do Imposto de Renda de pessoas físicas e jurídicas. “Cada instituição tem direito a seis projetos e nós já estamos elaborando todos eles. Vamos tentar captar recursos para eles, ainda este ano. Já temos praticamente os recursos de um grande banco acertados para a Virada Esportiva. Todos os outros planos também estão voltados a políticas de esporte na área social ou educacional”, explicou.

A criação de um conselho municipal do esporte, de maneira a facilitar o envio de críticas e sugestões aos governantes, também está na pauta da Secretaria. “Meu departamento jurídico já está constituindo o regulamento deste conselho. É fundamental que eu extrapole a estrutura do poder esportivo da cidade para que a gente possa prestar contas e ouvir conselhos e críticas, de maneira a nos aperfeiçoar”, comentou Feldman. “Com investimento no esporte, a gente reduz os gastos com saúde e criminalidade, além de melhorar de maneira radical a educação”, completou.


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