|
Fotos
Divulgação
 |
 |
| Começando
três semanas após Pequim-2008, Oliarqui
deve reunir 4 mil estudantes-atletas entre 7 e 18
anos |
Por Felipe Held, especial para a GE.Net
Enquanto o Brasil vê seus melhores atletas representarem
o país do outro lado do planeta, no evento mais importante
do esporte mundial, os colégios paulistanos tentam aproveitar
o espírito olímpico dos Jogos de Pequim para incentivar
seus jovens alunos à pratica desportiva. A iniciativa
das escolas pode, no futuro, revelar atletas de destaque,
como o mesa-tenista Gustavo Tsuboi.
Uma das mais tradicionais instituições de ensino da
capital, o Colégio Marista Arquidiocesano dará prosseguimento
a um importante torneio intercolegial de São Paulo:
a Olimpíada do Arqui (Oliarqui), evento que chega à
sua 23ª edição e que reúne cerca de 4 mil atletas mirins
para competirem nas dependências da escola, na Vila
Mariana.
Com a presença de mais de 40 colégios, a Oliarqui
será realizada praticamente aos moldes de uma Olimpíada,
dadas as devidas proporções. O evento terá a duração
de duas semanas (abertura em 12 de setembro e jogos
entre os dias 13 e 27) e a prática de oito modalidades:
basquete, futsal, handebol, vôlei, ginástica artística,
judô, natação e xadrez, para estudantes de sete a 18
anos.
Mais do que promover os torneios, o Arqui tem como
objetivo incitar os jovens à pratica desportiva. Tanto
que, na categoria Escolinha (para crianças de nove a
11 anos, nascidas entre 1998 e 1999), todos os competidores
receberão medalhas, independentemente da colocação em
que terminarem.
“Vamos premiar todos os participantes”, contou Jurandir
da Silva Mendes, o Jura, coordenador do Núcleo Esportivo
do colégio. “Essa é uma forma de incentivar os jovens
desde cedo às competições”, sublinhou.
Foto Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
 |
| 'Revelado' pelo
Arqui, Gustavo Tsuboi conquistou também a
medalha de ouro por equipes no Pan do Rio |
O Arquidiciosano pode se orgulhar de ter ‘formado’
um atleta que disputou os Jogos de Pequim: Gustavo Tsuboi,
mesatenista da seleção brasileira e que compôs a equipe
olímpica da modalidade com Thiago Monteiro, Hugo Hoyama
e Mariany Nonaka. O representante nacional estudou no
colégio dos sete aos 17 anos, entre 1992 e 2002.
Mas não é apenas o Arqui que vem incentivando seus
alunos tirando proveito da atmosfera olímpica. O Colégio
São Luiz, na região da Cerqueira César, vem promovendo
ao longo das Olimpíadas de Pequim uma simulação olímpica
com atividades especiais para alunos de quatro a oito
anos e da quarta série.
Ao longo do mês de agosto, os professores do colégio
alimentarão um mural com notícias, fotos e curiosidades
olímpicas para seus alunos. Nas aulas de Educação Física,
os jovens disputarão exclusivamente esportes olímpicos.
| Fotos
Divulgação
|
 |
 |
| São Luiz
também promove 'Olimpíadas na escola'
para que seus alunos tenham um aprendizado melhor |
“Esta é a primeira Olimpíada da vida das crianças,
em que assimilam o que está acontecendo”, explicou o
professor de Educação Física, Leandro Sanches. “Queremos
contar a história dos Jogos e mostrar na prática quais
são os esportes olímpicos”, emendou, mas já projetando
um objetivo em especial para a vida das crianças.
“Adaptamos esportes para o tamanho e idade deles,
com tabelas de basquete bem abaixo da altura normal
e jogaremos vôlei com bexigas. O mais importante é mostrar
que qualquer um pode se tornar um atleta e ir para as
Olimpíadas. Para isso, basta gostar, dedicar-se e seguir
em frente”, acrescentou.
O Colégio Elvira Brandão, na Chácara Santo Antônio,
adotou uma outra ‘tática’: aproveitar a cobertura da
mídia para estimular não só a prática esportiva, mas
também a busca por conhecimento de seus alunos em outras
matérias. Todos os dias, estudantes da pré-escola ao
Ensino Médio vêm estudando temas relacionados às Olimpíadas
em Línguas, Geografia, Educação Artística, Educação
Física e História, entre outros. O objetivo é fazer
a aprendizagem ficar ainda mais prazerosa.
“À medida que a mídia atrai a audiência dos jovens
para o evento ou mesmo quando um atleta espetacular
ganha uma medalha, a escola certamente encontra uma
oportunidade ímpar para ensinar”, analisou a diretora
pedagógica Camila Rocha. “O aluno também tem uma excelente
chance de ampliar seu conhecimento. Estudar se torna
ainda mais agradável”, finalizou. |