Voltar para a home Quarta, 03 de Dezembro de 2008 Home Fale conosco. Receba o boletim   Ir para a Gazeta Press
 
23/08/2008
Montagem sobre foto de AFP / Gazeta Press

Fotos Divulgação
Começando três semanas após Pequim-2008, Oliarqui deve reunir 4 mil estudantes-atletas entre 7 e 18 anos
Por Felipe Held, especial para a GE.Net

Enquanto o Brasil vê seus melhores atletas representarem o país do outro lado do planeta, no evento mais importante do esporte mundial, os colégios paulistanos tentam aproveitar o espírito olímpico dos Jogos de Pequim para incentivar seus jovens alunos à pratica desportiva. A iniciativa das escolas pode, no futuro, revelar atletas de destaque, como o mesa-tenista Gustavo Tsuboi.

Uma das mais tradicionais instituições de ensino da capital, o Colégio Marista Arquidiocesano dará prosseguimento a um importante torneio intercolegial de São Paulo: a Olimpíada do Arqui (Oliarqui), evento que chega à sua 23ª edição e que reúne cerca de 4 mil atletas mirins para competirem nas dependências da escola, na Vila Mariana.

Com a presença de mais de 40 colégios, a Oliarqui será realizada praticamente aos moldes de uma Olimpíada, dadas as devidas proporções. O evento terá a duração de duas semanas (abertura em 12 de setembro e jogos entre os dias 13 e 27) e a prática de oito modalidades: basquete, futsal, handebol, vôlei, ginástica artística, judô, natação e xadrez, para estudantes de sete a 18 anos.

Mais do que promover os torneios, o Arqui tem como objetivo incitar os jovens à pratica desportiva. Tanto que, na categoria Escolinha (para crianças de nove a 11 anos, nascidas entre 1998 e 1999), todos os competidores receberão medalhas, independentemente da colocação em que terminarem.

“Vamos premiar todos os participantes”, contou Jurandir da Silva Mendes, o Jura, coordenador do Núcleo Esportivo do colégio. “Essa é uma forma de incentivar os jovens desde cedo às competições”, sublinhou.

Foto Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
'Revelado' pelo Arqui, Gustavo Tsuboi conquistou também a medalha de ouro por equipes no Pan do Rio
O Arquidiciosano pode se orgulhar de ter ‘formado’ um atleta que disputou os Jogos de Pequim: Gustavo Tsuboi, mesatenista da seleção brasileira e que compôs a equipe olímpica da modalidade com Thiago Monteiro, Hugo Hoyama e Mariany Nonaka. O representante nacional estudou no colégio dos sete aos 17 anos, entre 1992 e 2002.

Mas não é apenas o Arqui que vem incentivando seus alunos tirando proveito da atmosfera olímpica. O Colégio São Luiz, na região da Cerqueira César, vem promovendo ao longo das Olimpíadas de Pequim uma simulação olímpica com atividades especiais para alunos de quatro a oito anos e da quarta série.

Ao longo do mês de agosto, os professores do colégio alimentarão um mural com notícias, fotos e curiosidades olímpicas para seus alunos. Nas aulas de Educação Física, os jovens disputarão exclusivamente esportes olímpicos.

Fotos Divulgação
São Luiz também promove 'Olimpíadas na escola' para que seus alunos tenham um aprendizado melhor
“Esta é a primeira Olimpíada da vida das crianças, em que assimilam o que está acontecendo”, explicou o professor de Educação Física, Leandro Sanches. “Queremos contar a história dos Jogos e mostrar na prática quais são os esportes olímpicos”, emendou, mas já projetando um objetivo em especial para a vida das crianças.

“Adaptamos esportes para o tamanho e idade deles, com tabelas de basquete bem abaixo da altura normal e jogaremos vôlei com bexigas. O mais importante é mostrar que qualquer um pode se tornar um atleta e ir para as Olimpíadas. Para isso, basta gostar, dedicar-se e seguir em frente”, acrescentou.

O Colégio Elvira Brandão, na Chácara Santo Antônio, adotou uma outra ‘tática’: aproveitar a cobertura da mídia para estimular não só a prática esportiva, mas também a busca por conhecimento de seus alunos em outras matérias. Todos os dias, estudantes da pré-escola ao Ensino Médio vêm estudando temas relacionados às Olimpíadas em Línguas, Geografia, Educação Artística, Educação Física e História, entre outros. O objetivo é fazer a aprendizagem ficar ainda mais prazerosa.

“À medida que a mídia atrai a audiência dos jovens para o evento ou mesmo quando um atleta espetacular ganha uma medalha, a escola certamente encontra uma oportunidade ímpar para ensinar”, analisou a diretora pedagógica Camila Rocha. “O aluno também tem uma excelente chance de ampliar seu conhecimento. Estudar se torna ainda mais agradável”, finalizou.

anuncie seu carro
Gazeta Esportiva.Net © Todos os direitos reservados à Gazeta Esportiva.Net