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18/03/2002
Guga joga em Miami para voltar aos top 10
Hewitt faz história e tem chance de ampliar vantagem em Miami
Agassi é o maior vencedor em Miami
Todos os campeões

 

Por Fernando Narazaki

"Espero estar de volta aos top 10 até o final do primeiro semestre de 2003". A promessa feita pelo catarinense Gustavo Kuerten em 8 de novembro de 2002 pode chegar muito antes do esperado. Guga pode voltar ao seleto grupo dos dez melhores do mundo já em 31 de março, três meses antes do previsto.

Foto Reuters

Tudo dependerá da performance do catarinense e de outros tenistas no Masters Series de Miami, que tem início nesta quarta-feira em quadras sintéticas dos EUA. Caso seja campeão e favorecido por uma combinação de resultados, o brasileiro poderá ser o oitavo do mundo em 31 de março, quando será divulgado o ranking de entrada com o desempenho em Miami.

E sonhar com o título não é uma missão impossível. Na semana passada, Guga mostrou que está em um bom momento e derrotou o suíço Roger Federer, antes de chegar à final do Masters Series de Indian Wells. No sorteio, o catarinense foi ajudado e enfrentará o vencedor da partida entre o sueco Thomas Enqvist e um tenista vindo do qualifying, a ser definido nesta quarta.

Cabeça-de-chave número 15, Guga escapou da primeira rodada e deverá estrear apenas na sexta ou no sábado. Seu caminho é cheio de espinhos. Se passar da estréia, o catarinense deverá pegar o australiano Mark Philippoussis ou o chileno Fernando Gonzalez, antes de seu maior desafio: um possível confronto contra o norte-americano Andre Agassi, segundo do mundo, nas oitavas-de-final.

Caso supere o atual campeão de Miami, o maior obstáculo de Guga será o mesmo que o barrou no último domingo: o australiano Lleyton Hewitt. Apesar de ser massacrado na final de Indian Wells, Guga não esconde o otimismo para uma boa performance em Miami.

"Tive uma ótima semana e espero repetir o bom resultado aqui", afirma o brasileiro, que já foi vice-campeão no torneio realizado no estado da Flórida em 2000, quando perdeu uma final histórica diante do norte-americano Pete Sampras.

Se repetir o desempenho de três anos, Guga já alcança o 11º lugar do ranking de entradas, caso o francês Sebastién Grosjean não passe da terceira rodada e o tailandês Paradorn Srichaphan ou o alemão Rainer Schuettler não sejam finalistas.

Caso seja campeão, o brasileiro subirá para a oitava posição, torcendo para o espanhol Albert Costa não passar da terceira rodada e o tcheco Jiri Novak cair até as oitavas-de-final, assim como o argentino David Nalbandian. Desta forma, Guga volta aos top 10 após dez meses. A última vez em que o brasileiro esteve neste grupo foi em 27 de maio de 2002, quando era o sétimo do mundo.

Ao mesmo tempo, o catarinense pode também cair no ranking de entradas. Se ele perder logo na estréia, somará apenas cinco pontos. Mesmo sem precisar defender pontos, Guga pode ser ultrapassado por, no máximo, três tenistas, caindo assim para o 18º lugar.

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