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Por Fernando Narazaki
"Espero estar de volta aos top 10 até o final do primeiro
semestre de 2003". A promessa feita pelo catarinense Gustavo
Kuerten em 8 de novembro de 2002 pode chegar muito antes do
esperado. Guga pode voltar ao seleto grupo dos dez melhores
do mundo já em 31 de março, três meses antes do previsto.
| Foto Reuters |
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Tudo dependerá da performance do catarinense e de outros
tenistas no Masters Series de Miami, que tem início nesta
quarta-feira em quadras sintéticas dos EUA. Caso seja campeão
e favorecido por uma combinação de resultados, o brasileiro
poderá ser o oitavo do mundo em 31 de março, quando será divulgado
o ranking de entrada com o desempenho em Miami.
E sonhar com o título não é uma missão impossível. Na semana
passada, Guga mostrou que está em um bom momento e derrotou
o suíço Roger Federer, antes de chegar à final do Masters
Series de Indian Wells. No sorteio, o catarinense foi ajudado
e enfrentará o vencedor da partida entre o sueco Thomas Enqvist
e um tenista vindo do qualifying, a ser definido nesta quarta.
Cabeça-de-chave número 15, Guga escapou da primeira rodada
e deverá estrear apenas na sexta ou no sábado. Seu caminho
é cheio de espinhos. Se passar da estréia, o catarinense deverá
pegar o australiano Mark Philippoussis ou o chileno Fernando
Gonzalez, antes de seu maior desafio: um possível confronto
contra o norte-americano Andre Agassi, segundo do mundo, nas
oitavas-de-final.
Caso supere o atual campeão de Miami, o maior obstáculo
de Guga será o mesmo que o barrou no último domingo: o australiano
Lleyton Hewitt. Apesar de ser massacrado na final de Indian
Wells, Guga não esconde o otimismo para uma boa performance
em Miami.
"Tive uma ótima semana e espero repetir o bom resultado
aqui", afirma o brasileiro, que já foi vice-campeão no torneio
realizado no estado da Flórida em 2000, quando perdeu uma
final histórica diante do norte-americano Pete Sampras.
Se repetir o desempenho de três anos, Guga já alcança o
11º lugar do ranking de entradas, caso o francês Sebastién
Grosjean não passe da terceira rodada e o tailandês Paradorn
Srichaphan ou o alemão Rainer Schuettler não sejam finalistas.
Caso seja campeão, o brasileiro subirá para a oitava posição,
torcendo para o espanhol Albert Costa não passar da terceira
rodada e o tcheco Jiri Novak cair até as oitavas-de-final,
assim como o argentino David Nalbandian. Desta forma, Guga
volta aos top 10 após dez meses. A última vez em que o brasileiro
esteve neste grupo foi em 27 de maio de 2002, quando era o
sétimo do mundo.
Ao mesmo tempo, o catarinense pode também cair no ranking
de entradas. Se ele perder logo na estréia, somará apenas
cinco pontos. Mesmo sem precisar defender pontos, Guga pode
ser ultrapassado por, no máximo, três tenistas, caindo assim
para o 18º lugar.
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