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08/04/2004
Foto: Reuters

Por Fernando Narazaki

O Brasil terá de contar uma dupla sorte para jogar em casa na repescagem da Copa Davis. Apontado como um dos oito cabeças-de-chave da etapa, o time comandado por Ricardo Acioly não tem nenhum confronto garantido em casa entre os oito rivais, que podem ser escolhidos nesta quarta-feira, às 8 horas (horário de Brasília), em sorteio na sede da Federação Internacional de Tênis (ITF).

Além do Brasil, a ITF definiu que EUA, Holanda, Alemanha, Romênia, República Tcheca Bélgica e Grã-Bretanha serão os outros pré-classificados da repescagem. Com isso, o rival brasileiro será de um sorteio entre Eslováquia, Áustria, Canadá, Equador, Índia, Marrocos, Tailândia e Belarus.

Como os brasileiros atuaram em casa no último confronto contra Eslováquia, Áustria, Canadá, Equador, Índia e Marrocos, o país terá de atuar fora de casa e no piso a ser escolhido pelo adversário. Se o sorteio indicar Belarus ou Tailândia, a definição do país-sede sairá de outro sorteio, que será realizado ainda nesta manhã de quarta, já que o Brasil nunca enfrentou os dois países desde 1970.

No ano passado, em uma situação muito semelhante à enfrentada em 2003, o Brasil tinha ainda uma possibilidade de jogar em casa entre oito possíveis rivais. Para sorte de Acioly e cia., o escolhido foi justamente este adversário: o Canadá, a quem o Brasil derrotou facilmente por 4 a 0, no Rio de Janeiro.

Em 1998 e 1997, o país também foi beneficiado na definição dos confrontos. Nestes anos, o Brasil enfrentou Romênia e Nova Zelândia, respectivamente, jogou em casa e liqüidou a série já no terceiro jogo do duelo. Agora, a sorte terá de ser dupla para enfrentar Belarus ou Tailândia, e ainda ser escolhido como país-sede. Caso contrário, o país terá de vencer fora de casa, o que não é uma tarefa fácil. Nos últimos cinco duelos fora de casa, o Brasil só foi vitorioso contra a Espanha, na segunda rodada de 1999, no saibro.

O que é a repescagem?

A Copa Davis é uma competição de nações e mais de 170 países estão inscritos. Eles são divididos em várias divisões e disputam anualmente acesso e descenso. A principal divisão é o Grupo Mundial, formado por 16 países de todo o mundo.

As outras nações são divididas em três zonas: Euro/África (que reúne países da Europa e da África), Ásia/Oceania e América, sendo que cada uma delas tem quatro ou cinco divisões cada.

Todo ano, os países destas zonas têm a possibilidade de subir para o Grupo Mundial. A chance é na repescagem, quando se enfrentam os oito eliminados na primeira rodada do Grupo Mundial e mais oito países vindos dos zonais (quatro da primeira divisão da Euro/África, dois da Ásia/Oceania e dois da primeira divisão da América).

Na repescagem, que neste ano será disputada entre 19 e 21 de setembro, a ITF define oito cabeças-de-chave para o sorteio. O confronto é definido através de sorteio na sede da ITF. O vencedor do duelo irá para o Grupo Mundial no ano seguinte, enquanto o perdedor vai para a primeira divisão de sua respectiva região.

Como é definido o cabeça-de-chave?

A escolha do pré-classificado na repescagem segue os mesmos critérios de todas as divisões da Copa Davis. É levado em consideração o ranking de nações da ITF (que computa os resultados dos últimos cinco anos), a tradição do país, a colocação dos principais tenistas no ranking mundial e também a avaliação do local nos últimos duelos da Davis em que foi sede.

No caso da repescagem, oito países são escolhidos como cabeças-de-chave e os outros oito irão para um outro globo, onde serão definidos os confrontos. Para determinar quem recebe o duelo, a ITF pega os resultados de todas as divisões desde 1970 e o país que foi sede no último confronto, será visitante no próximo. Caso o confronto nunca tenha ocorrido, um sorteio na sede da ITF definirá o país-sede. Desta forma, o Brasil que foi sede contra EUA, Bélgica, Romênia, Alemanha, Eslováquia, Áustria, Marrocos, Canadá, Índia e Equador no último confronto, em caso de duelo na repescagem, o país terá de jogar fora de casa, e no piso que o rival escolher para o confronto. Apesar de ser um dos itens mais importantes na definição dos cabeças-de-chave, o ranking de nações não é determinante. Veja abaixo como está o ranking dos países que vão disputar a repescagem:

8º EUA – 6.942,5 pontos
9º Holanda – 5.187,5 pontos
11º Brasil – 3.500 pontos
12º República Tcheca – 3.188,8 pontos
13º Alemanha – 2.812,5 pontos
14º Índia – 2.812,5 pontos
15º Romênia – 2.537,5 pontos
16º Grã-Bretanha – 2.487,5 pontos
17º Bélgica – 2.325 pontos
18º Tailândia – 2.297,5 pontos
19º Equador – 2.257,5 pontos
20º Eslováquia – 2.000 pontos
21º Áustria – 1.890 pontos
22º Canadá – 1.840 pontos
23º Belarus – 1.770 pontos
24º Marrocos – 1.737,5 pontos

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