| Foto: Reuters |
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Por Fernando Narazaki
O Brasil terá de contar uma dupla sorte para jogar
em casa na repescagem da Copa Davis. Apontado como um dos
oito cabeças-de-chave da etapa, o time comandado por
Ricardo Acioly não tem nenhum confronto garantido em
casa entre os oito rivais, que podem ser escolhidos nesta
quarta-feira, às 8 horas (horário de Brasília),
em sorteio na sede da Federação Internacional
de Tênis (ITF).
Além do Brasil, a ITF definiu que EUA, Holanda, Alemanha,
Romênia, República Tcheca Bélgica e Grã-Bretanha serão
os outros pré-classificados da repescagem. Com isso,
o rival brasileiro será de um sorteio entre Eslováquia,
Áustria, Canadá, Equador, Índia, Marrocos,
Tailândia e Belarus.
Como os brasileiros atuaram em casa no último confronto
contra Eslováquia, Áustria, Canadá, Equador,
Índia e Marrocos, o país terá de atuar
fora de casa e no piso a ser escolhido pelo adversário.
Se o sorteio indicar Belarus ou Tailândia, a definição
do país-sede sairá de outro sorteio, que será
realizado ainda nesta manhã de quarta, já que
o Brasil nunca enfrentou os dois países desde 1970.
No ano passado, em uma situação muito semelhante à enfrentada
em 2003, o Brasil tinha ainda uma possibilidade de jogar em
casa entre oito possíveis rivais. Para sorte de Acioly e cia.,
o escolhido foi justamente este adversário: o Canadá, a quem
o Brasil derrotou facilmente por 4 a 0, no Rio de Janeiro.
Em 1998 e 1997, o país também foi beneficiado na definição
dos confrontos. Nestes anos, o Brasil enfrentou Romênia e
Nova Zelândia, respectivamente, jogou em casa e liqüidou a
série já no terceiro jogo do duelo. Agora, a sorte terá
de ser dupla para enfrentar Belarus ou Tailândia, e
ainda ser escolhido como país-sede. Caso contrário,
o país terá de vencer fora de casa, o que não é uma tarefa
fácil. Nos últimos cinco duelos fora de casa, o Brasil só
foi vitorioso contra a Espanha, na segunda rodada de 1999,
no saibro.
O que é a repescagem?
A Copa Davis é uma competição de nações e mais de 170 países
estão inscritos. Eles são divididos em várias divisões e disputam
anualmente acesso e descenso. A principal divisão é o Grupo
Mundial, formado por 16 países de todo o mundo.
As outras nações são divididas em três zonas: Euro/África
(que reúne países da Europa e da África), Ásia/Oceania e América,
sendo que cada uma delas tem quatro ou cinco divisões cada.
Todo ano, os países destas zonas têm a possibilidade de
subir para o Grupo Mundial. A chance é na repescagem, quando
se enfrentam os oito eliminados na primeira rodada do Grupo
Mundial e mais oito países vindos dos zonais (quatro da primeira
divisão da Euro/África, dois da Ásia/Oceania e dois da primeira
divisão da América).
Na repescagem, que neste ano será disputada entre 19 e 21
de setembro, a ITF define oito cabeças-de-chave para o sorteio.
O confronto é definido através de sorteio na sede da ITF.
O vencedor do duelo irá para o Grupo Mundial no ano seguinte,
enquanto o perdedor vai para a primeira divisão de sua respectiva
região.
Como é definido o cabeça-de-chave?
A escolha do pré-classificado na repescagem segue os mesmos
critérios de todas as divisões da Copa Davis. É levado em
consideração o ranking de nações da ITF (que computa os resultados
dos últimos cinco anos), a tradição do país, a colocação dos
principais tenistas no ranking mundial e também a avaliação
do local nos últimos duelos da Davis em que foi sede.
No caso da repescagem, oito países são escolhidos como cabeças-de-chave
e os outros oito irão para um outro globo, onde serão definidos
os confrontos. Para determinar quem recebe o duelo, a ITF
pega os resultados de todas as divisões desde 1970 e o país
que foi sede no último confronto, será visitante no próximo.
Caso o confronto nunca tenha ocorrido, um sorteio na sede
da ITF definirá o país-sede. Desta forma, o Brasil que foi
sede contra EUA, Bélgica, Romênia, Alemanha, Eslováquia, Áustria,
Marrocos, Canadá, Índia e Equador no último confronto, em
caso de duelo na repescagem, o país terá de jogar fora de
casa, e no piso que o rival escolher para o confronto. Apesar
de ser um dos itens mais importantes na definição dos cabeças-de-chave,
o ranking de nações não é determinante. Veja abaixo como está
o ranking dos países que vão disputar a repescagem:
8º EUA – 6.942,5 pontos
9º Holanda – 5.187,5 pontos
11º Brasil – 3.500 pontos
12º República Tcheca – 3.188,8 pontos
13º Alemanha – 2.812,5 pontos
14º Índia – 2.812,5 pontos
15º Romênia – 2.537,5 pontos
16º Grã-Bretanha – 2.487,5 pontos
17º Bélgica – 2.325 pontos
18º Tailândia – 2.297,5 pontos
19º Equador – 2.257,5 pontos
20º Eslováquia – 2.000 pontos
21º Áustria – 1.890 pontos
22º Canadá – 1.840 pontos
23º Belarus – 1.770 pontos
24º Marrocos – 1.737,5 pontos
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