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Por Fernando Narazaki
Desde que colocou seu nome entre os grandes do tênis
internacional, o brasileiro Gustavo Kuerten nunca teve um
desempenho tão ruim no saibro, piso que o consagrou,
como o apresentado após a cirurgia no lado direito
do quadril, em fevereiro do ano passado.
Nesta terça-feira, Guga sofreu mais um revés
na carreira. Ele foi derrotado pelo argentino Gastón
Gaudio por 2 sets a 1, com parciais de 6/3, 2/6 e 6/4, na
primeira rodada do Masters Series de Roma, disputado em quadras
de saibro na Itália.
Com isso, o 'rei do saibro' em 2001 fica cada vez mais longe
deste status e quebra mais um recorde negativo na terra batida.
Guga teve a pior campanha em seis participações
no torneio italiano, desde que estreou em 1998.
Antes da péssima performance neste ano, o catarinense
foi campeão em Roma em 1999, vice em 2000 e 2001, e
semifinalista em 1998. Até o desempenho de 2003, o
pior resultado de Guga fora na última temporada, quando
caiu na segunda rodada.
A queda na estréia é apenas mais um deslize
na trajetória do catarinense no saibro. Desde que voltou
às competições, Guga obteve 'apenas'
19 vitórias em 29 jogos, um aproveitamento de 65,52%
na quadra de terra batida. É o pior desempenho do catarinense
desde que triunfou pela primeira vez em Roland Garros, em
junho de 1997.
Naquela temporada, Guga venceu 12 em 15 jogos no saibro durante
o Aberto da França e após a competição
de Grand Slam. Além do título em Paris, o catarinense
ainda foi vice em Bolonha. No ano seguinte, o brasileiro teve
uma ligeira queda, ganhando 24 das 35 partidas disputadas
neste tipo de superfície.
Em 1999, Guga subiu de rendimento, conquistou os títulos
de Monte Carlo e Roma, vencendo 21 das 27 partidas (77,78%).
Cada vez melhor, o tenista de Florianópolis ganhou
27 de 31 partidas (87,10%) na terra batida. Mas, foi em 2001,
que Guga viveu o seu grande momento no saibro.
Em uma temporada praticamente impecável, o brasileiro
ganhou 33 de 35 partidas (94,29%) na sua quadra predileta
e trouxe cinco títulos na bagagem. A ótima performance
lhe valeu o apelido de rei do saibro no circuito,
posto que não tinha um dono desde a aposentadoria do
austríaco Thomas Muster, que ganhou 40 de seus 44 títulos
na terra batida.
Mal sabia o catarinense que este seria o seu último
ano de glórias. Em fevereiro de 2002, ele passou pela
operação no quadril e nunca mais voltou a ser
o mesmo. No saibro, ele jamais venceu novamente e sequer chegou
a uma decisão. O tabu já chega a 21 meses, pois
não conquista um título desde julho do ano passado.
Desde então, Guga obteve 19 vitórias em 29 jogos,
amargou a pior campanha em Roma e segue sem convencer os torcedores
mais fanáticos no piso que o consagrou. Basta lembrar
que o melhor resultado de Guga no saibro foram as semifinais
em Buenos Aires e Acapulco, torneios de menor expressão
e que não contaram com os melhores do mundo.
Nos dois Masters Series disputados até agora no saibro
(Monte Carlo e Roma), o brasileiro caiu na segunda e primeira
rodadas, respectivamente, perdendo assim uma boa chance de
subir no ranking. Na próxima semana, Guga joga o Masters
Series de Hamburgo, última competição
antes de Roland Garros. É a última oportunidade
de, como o próprio brasileiro diz, ganhar confiança
e ritmo para encarar o desafio do tetra em Paris.
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Ano
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Vitórias
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Derrotas
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Aproveitamento
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Títulos
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1996
|
5
|
7
|
41,67%
|
-
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1997 antes RG
|
2
|
5
|
28,57%
|
-
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1997
|
12
|
3
|
80%
|
1 (Roland Garros)
|
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1998
|
24
|
11
|
68,57%
|
2 (Mallorca e Stuttgart)
|
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1999
|
21
|
6
|
77,78%
|
2 (Monte Carlo e Roma)
|
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2000
|
27
|
4
|
87,10%
|
3 (Santiago, Roland Garros e Hamburgo)
|
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2001
|
33
|
2
|
94,29%
|
5 (Buenos Aires, Acapulco, Monte Carlo, Roland Garros
e Stuttgart)
|
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2002
|
10
|
6
|
62,5%
|
-
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2003
|
9
|
5
|
64,29%
|
-
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