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| Foto: Dalia Gabanyi/Divulgação |
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| Ferreiro, uma das revelações |
Disputar um torneio do Grand Slam é o sonho de todo
tenista. É a chance de se faturar um bom punhado de
dólares, conseguir um considerável salto no
ranking mundial e sair do anonimato. O exemplo que ilustra
perfeitamente esse quadro saiu quase desconhecido de Florianópolis
e voltou de Paris idolatrado, em 1997. Gustavo Kuerten fez
os jogadores brasileiros acreditarem mais em si mesmos. Ao
longo dos últimos seis anos, no entanto, poucos conseguiram
entrar na chave principal do Aberto da Austrália, Roland
Garros, Wimbledon ou Aberto dos Estados Unidos, os quatro
eventos que compõem o Grand Slam.
Neste ano, em Nova York, o Brasil colocou apenas dois representantes
Guga e o paulista Flávio Saretta - na chave
de 128 vagas, abertas aos melhores do ranking. Foi a menor
participação do país em um torneio de
Grand Slam desde Wimbledon2001, quando André
Sá e Fernando Meligeni disputaram o centenário
torneio inglês.
Mas se os jogadores brasileiros ganharam alguém em
quem se espelhar, como explicar a ausência nos torneios
mais importantes do circuito profissional?
Transição. Esta pode ser uma das respostas.
Uma nova geração está dando seus primeiros
passos e, segundo especialistas, tem tudo para ocupar posições
de destaque na classificação da ATP.
O gaúcho Franco Ferreiro é uma dessas promessas.
Em seu primeiro ano como tenista profissional, o jogador de
19 anos vai colecionando seus primeiros títulos e planeja
chegar ao topo. "Prefiro não fazer projetos a
longo prazo, mas é claro que a minha meta é
ser um top 10 e ganhar títulos. Estou começando
e preciso trabalhar muito para chegar lá", diz.
| Foto: Dalia Gabanyi/Divulgação |
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| Braga tem exemplos veteranos |
Nesta temporada, Ferreiro foi campeão nos futures
de Goiás e México, além de fazer outras
duas finais. Começou o ano na 915ª colocação
e atualmente já ocupa a 416ª posição.
"Ainda tem uma estrada longa, mas estou feliz
com a minha progressão", destaca ele, que tem
predileção por dois pisos antagônicos:
a velocidade da grama e a lentidão do saibro. "Wimbledon
tem muita tradição e a grama é o tipo
de quadra onde eu gostaria muito de ganhar um título.
Roland Garros é o torneio preferido por jogadores sul-americanos,
é onde todo mundo adora jogar e, é claro, também
faz a minha cabeça."
Há quem esteja com a idade avançada e, não
por isso, deixa de sonhar. Em sua segunda temporada como profissional,
o mineiro Pedro Braga, de 28 anos, gaba-se do "ótimo"
condicionamento físico. "Viajei 25 semanas neste
ano e não tive nenhum problema de contusão",
comenta ele que foi campeão do future de Orange Park,
na Flórida (EUA).
Atual 306º do mundo, Braga reconhece que começou
bem tarde, mas mesmo assim acredita que pode figurar entre
as principais estrelas do circuito. "Se não acreditasse,
não estaria treinando o dia todo e viajando para todos
os lados em busca de títulos", dispara, usando
exemplos para mostrar que idade não é motivo
para desistir. "Veja o (Andre) Agassi. Ele começou
a jogar ainda melhor depois que fez 30 anos. Tem outros tenistas,
como o (Todd) Martin e o (Younes) El Aynaoui que também
jogam no mais alto nível mesmo tendo passado dos 30."
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