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03/01/2005

Qual será a nova cara do tênis brasileiro?

Por Claudia Andrade

A primeira semana de 2005 deve trazer novidades para o tênis brasileiro. A nova diretoria da Confederação Brasileira de Tênis (CBT) espera marcar para a próxima quarta-feira uma reunião que começará a definir a nova equipe nacional para a Copa Davis. A idéia é aproveitar a concentração de técnicos e jogadores no Challenger de São Paulo para iniciar a discussão sobre o assunto.

"Ex-jogadores que hoje são treinadores e também os possíveis tenistas para a equipe, falo do (Flávio) Saretta, do (Ricardo) Mello, estão todos em São Paulo. Então fica mais fácil fazer uma reunião geral", explica Jorge Lacerda Rosa, que assumiu a presidência da CBT após a eleição realizada no último dia 17 de dezembro. A reunião será liderada pelos ex-tenistas Thomaz Koch e Fernando Meligeni, encarregados da diretoria técnica. O próximo compromisso do Brasil na Davis será contra a Colômbia, na casa do adversário, provavelmente em Bogotá, de 4 a 6 de março. Depois de perder para Venezuela, Paraguai e Peru, a equipe nacional caiu para o grupo 2 da Zona Americana, equivalente à terceira divisão do campeonato. "Teremos jogos em março, depois em julho (15 a 17) e em setembro (23 a 25).

É bom porque os jogadores estão preparando o calendário deles agora. Já vi que em março a data não coincide com a de nenhum torneio. Em julho, é próximo de Wimbledon, mas, se passarmos pela Colômbia, poderemos pegar as Bahamas, e aí, eles vão querer jogar em quadra rápida, o que pode ajudar (antes do Grand Slam inglês). São projeções, mas temos de pensar em tudo, até para viabilizar a ida da equipe", diz o novo presidente. Ele se preocupa com o fato de que o Brasil terá vários confrontos da Davis fora de casa. "Vamos trabalhar um ano sem dinheiro e jogando fora", ressalta. Por isso, ele tenta levantar com a ITF (Federação Internacional de Tênis), qual o valor disponível para as equipes do grupo 2. Mas há um fator complicador. A entidade já enviou o montante da dívida a ser paga pela CBT, e ele está perto dos US$ 250 mil.

"Não acredito que eles afastem o Brasil por conta de uma dívida da administração anterior. Para eles é mais fácil parcelar com quem quer pagar do que cobrar na íntegra de quem não paga. Nós já havíamos comunicado a situação do (Nelson) Nastás (ex-presidente da CBT) à ITF. Depois, eles mandaram uma carta nos parabenizando, quando assumimos o cargo, o que já sinaliza o início de uma negociação", acredita Lacerda. Nastás, que é conselheiro da Federação Internacional, foi afastado do cargo por decisão judicial, no dia 7 de dezembro.

Segundo Lacerda, em várias tentativas de contato com a ITF para alertar sobre a situação na Confederação Brasileira, a entidade afirmou que não havia problemas. Até que a cobrança de dívida foi recebida pela nova diretoria. "O Nastás conseguiu renegociar a data para quando ele não estaria mais no cargo", reclama. Ao menos dentro de quadra os problemas devem terminar.

Principal tenista do país, Gustavo Kuerten já manifestou seu apoio à nova diretoria. "O Guga me ligou imediatamente após a assembléia eletiva e o apoio dele é importantíssimo, sem dúvida. Temos a expectativa de que ele se recupere logo e volte a jogar talvez no primeiro confronto. De qualquer forma, só a presença dele na Davis já é de extrema importância. Não só ele, mas todos os tenistas estão à disposição da equipe, participando desta nova fase para o tênis nacional."

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