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Qual será a nova cara do tênis brasileiro?
Por Claudia Andrade
A primeira semana de 2005 deve trazer novidades para o tênis
brasileiro. A nova diretoria da Confederação Brasileira de
Tênis (CBT) espera marcar para a próxima quarta-feira uma
reunião que começará a definir a nova equipe nacional para
a Copa Davis. A idéia é aproveitar a concentração de técnicos
e jogadores no Challenger de São Paulo para iniciar a discussão
sobre o assunto.
"Ex-jogadores que hoje são treinadores e também os possíveis
tenistas para a equipe, falo do (Flávio) Saretta, do (Ricardo)
Mello, estão todos em São Paulo. Então fica mais fácil fazer
uma reunião geral", explica Jorge Lacerda Rosa, que assumiu
a presidência da CBT após a eleição realizada no último dia
17 de dezembro. A reunião será liderada pelos ex-tenistas
Thomaz Koch e Fernando Meligeni, encarregados da diretoria
técnica. O próximo compromisso do Brasil na Davis será contra
a Colômbia, na casa do adversário, provavelmente em Bogotá,
de 4 a 6 de março. Depois de perder para Venezuela, Paraguai
e Peru, a equipe nacional caiu para o grupo 2 da Zona Americana,
equivalente à terceira divisão do campeonato. "Teremos jogos
em março, depois em julho (15 a 17) e em setembro (23 a 25).
É bom porque os jogadores estão preparando o calendário
deles agora. Já vi que em março a data não coincide com a
de nenhum torneio. Em julho, é próximo de Wimbledon, mas,
se passarmos pela Colômbia, poderemos pegar as Bahamas, e
aí, eles vão querer jogar em quadra rápida, o que pode ajudar
(antes do Grand Slam inglês). São projeções, mas temos de
pensar em tudo, até para viabilizar a ida da equipe", diz
o novo presidente. Ele se preocupa com o fato de que o Brasil
terá vários confrontos da Davis fora de casa. "Vamos trabalhar
um ano sem dinheiro e jogando fora", ressalta. Por isso, ele
tenta levantar com a ITF (Federação Internacional de Tênis),
qual o valor disponível para as equipes do grupo 2. Mas há
um fator complicador. A entidade já enviou o montante da dívida
a ser paga pela CBT, e ele está perto dos US$ 250 mil.
"Não acredito que eles afastem o Brasil por conta de uma
dívida da administração anterior. Para eles é mais fácil parcelar
com quem quer pagar do que cobrar na íntegra de quem não paga.
Nós já havíamos comunicado a situação do (Nelson) Nastás
(ex-presidente da CBT) à ITF. Depois, eles mandaram uma carta
nos parabenizando, quando assumimos o cargo, o que já sinaliza
o início de uma negociação", acredita Lacerda. Nastás, que
é conselheiro da Federação Internacional, foi afastado do
cargo por decisão judicial, no dia 7 de dezembro.
Segundo Lacerda, em várias tentativas de contato com a ITF
para alertar sobre a situação na Confederação Brasileira,
a entidade afirmou que não havia problemas. Até que a cobrança
de dívida foi recebida pela nova diretoria. "O Nastás conseguiu
renegociar a data para quando ele não estaria mais no cargo",
reclama. Ao menos dentro de quadra os problemas devem terminar.
Principal tenista do país, Gustavo Kuerten já manifestou seu
apoio à nova diretoria. "O Guga me ligou imediatamente após
a assembléia eletiva e o apoio dele é importantíssimo, sem
dúvida. Temos a expectativa de que ele se recupere logo e
volte a jogar talvez no primeiro confronto. De qualquer forma,
só a presença dele na Davis já é de extrema importância. Não
só ele, mas todos os tenistas estão à disposição da equipe,
participando desta nova fase para o tênis nacional."
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