Voltar para a home Quarta, 03 de Dezembro de 2008 Home Fale conosco. Receba o boletim   Ir para a Gazeta Press
 
28/08/2005
 

O último Grand Slam do ano, o Aberto dos Estados Unidos, começa nesta segunda-feira, e para muitos o segundo título do suíço Roger Federer é questão de tempo. Ninguém se arrisca a colocar em dúvida o grande favoritismo do tenista.

Em busca do bicampeonato, Federer já faz parte da história do tênis mundial. O “Expresso Suíço”, como tem sido chamado, soma números que impressionam. Já são 22 finais sem perder, 28 vitórias consecutivas na quadra dura, 82 semanas consecutivas como o número um do mundo.

Em 2005, foi batido apenas três vezes, no começo do ano, no Grand Slam australiano, para o russo Marat Safin, em abril foi eliminado do Masters Series de Monte Carlo para o jovem francês Richard Gasquet e, em Roland Garros, quando o espanhol Rafael Nadal avançou à decisão do torneio depois de vencê-lo. Fora isso, são 64 vitórias incontestáveis.

Sua última grande conquista é o Masters Series de Cincinnati, quando voltou a vencer o norte-americano Andy Roddick, na decisão, depois de tê-lo superado na final de Wimbledon. Com mais um título, Federer se torna o primeiro jogador a ganhar quatro títulos da série Masters Series em um único ano.

Para os adversários, Roger Federer é o homem a ser batido. Mas, esta tarefa exige um grande esforço e a própria superação. “A única coisa que podemos fazer é não perdermos o foco. Ele é o número um indiscutível. Talvez teríamos que unir todos os outros tenistas para assim conseguirmos controlá-lo”, revela Roddick.

Com um nível de tênis que se aproxima da perfeição, o suíço deixa os rivais sem muita opção para batê-lo. Ainda assim, mesmo diante de tantos elogios, ele procura manter a tranqüilidade e a humildade. “A pressão é constante, não é sempre que se pode ganhar, mas é como se não pudesse parar. Somente uma coisa insignificante pode sair mal e te fazer perder”, conta o campeão.

Para tentar parar a atuação impecável de Federer, o nome mais cotado é o do jovem Rafael Nadal, número dois do mundo. A balança equilibrada, com nove títulos para cada lado na temporada, é o incentivo a mais para o espanhol.

O esperado duelo entre os dois grandes nomes do tênis, na atualidade, só irá se realizar caso eles cheguem até a final. Mas para isso, Nadal terá antes que passar por grandes barreiras, como o norte-americano Andre Agassi, que foi derrotado pelo espanhol na final do Masters Series de Montreal e tem no Aberto dos Estados Unidos a chance de uma revanche.

Entre as mulheres, o suspense é maior. Com muitas revelações nos últimos anos e as já experientes jogadoras do circuito profissional, várias tenistas estão cogitadas à condição de campeã. Entre elas, as principais são: Maria Sharapova, Lindsay Davenport, as irmãs Williams e a francesa Amelie Mauresmo, além das belgas Kim Clijsters e Justine Henin Hardenne.

Sharapova, primeira pré-classificada, que sentiu por cinco dias o gosto de figurar como número um do mundo, não passa por um grande momento na carreira. Com dores no músculo peitoral, está desde junho sem um título. Enquanto isso, Devenport já provou estar na briga pelo campeonato, ao retornar ao topo do ranking.

As irmãs Williams podem ainda ser a grande surpresa. Longe do melhor de suas formas, elas ficaram com dois dos três Grand Slam já disputado neste ano. Serena ganhou o Aberto da Austrália pela segunda vez, e Vênus foi tri em Wimbledon.

Com isso, o público que estiver presente no complexo de Flushing Meadows pode esperar grande atrações proporcionadas pelos maiores nomes da história do tênis. O brilhantismo de Roger Federer, a força de Rafael Nadal e a elegância da musa russa Maria Sharapova.

Além disso, os norte-americanos terão a oportunidade de torcer para um dos maiores ídolos do tênis, Andre Agassi, que aos 35 anos participa pela vigésima vez consecutiva do Grand Slam e pode reinar pela terceira vez frente ao seus compatriotas.
 
Gazeta Esportiva.Net © Todos os direitos reservados à Gazeta Esportiva.Net Voltar            Topo da página