O último Grand Slam do ano, o Aberto dos Estados Unidos,
começa nesta segunda-feira, e para muitos o segundo título
do suíço Roger Federer é questão
de tempo. Ninguém se arrisca a colocar em dúvida
o grande favoritismo do tenista.
Em busca do bicampeonato, Federer já faz parte da história
do tênis mundial. O “Expresso Suíço”,
como tem sido chamado, soma números que impressionam.
Já são 22 finais sem perder, 28 vitórias
consecutivas na quadra dura, 82 semanas consecutivas como o
número um do mundo.
Em 2005, foi batido apenas três vezes, no começo
do ano, no Grand Slam australiano, para o russo Marat Safin,
em abril foi eliminado do Masters Series de Monte Carlo para
o jovem francês Richard Gasquet e, em Roland Garros, quando
o espanhol Rafael Nadal avançou à decisão
do torneio depois de vencê-lo. Fora isso, são 64
vitórias incontestáveis.
Sua última grande conquista é o Masters Series
de Cincinnati, quando voltou a vencer o norte-americano Andy
Roddick, na decisão, depois de tê-lo superado na
final de Wimbledon. Com mais um título, Federer se torna
o primeiro jogador a ganhar quatro títulos da série
Masters Series em um único ano.
Para os adversários, Roger Federer é o homem a
ser batido. Mas, esta tarefa exige um grande esforço
e a própria superação. “A única
coisa que podemos fazer é não perdermos o foco.
Ele é o número um indiscutível. Talvez
teríamos que unir todos os outros tenistas para assim
conseguirmos controlá-lo”, revela Roddick.
Com um nível de tênis que se aproxima da perfeição,
o suíço deixa os rivais sem muita opção
para batê-lo. Ainda assim, mesmo diante de tantos elogios,
ele procura manter a tranqüilidade e a humildade. “A
pressão é constante, não é sempre
que se pode ganhar, mas é como se não pudesse
parar. Somente uma coisa insignificante pode sair mal e te fazer
perder”, conta o campeão.
Para tentar parar a atuação impecável de
Federer, o nome mais cotado é o do jovem Rafael Nadal,
número dois do mundo. A balança equilibrada, com
nove títulos para cada lado na temporada, é o
incentivo a mais para o espanhol.
O esperado duelo entre os dois grandes nomes do tênis,
na atualidade, só irá se realizar caso eles cheguem
até a final. Mas para isso, Nadal terá antes que
passar por grandes barreiras, como o norte-americano Andre Agassi,
que foi derrotado pelo espanhol na final do Masters Series de
Montreal e tem no Aberto dos Estados Unidos a chance de uma
revanche.
Entre as mulheres, o suspense é maior. Com muitas revelações
nos últimos anos e as já experientes jogadoras
do circuito profissional, várias tenistas estão
cogitadas à condição de campeã.
Entre elas, as principais são: Maria Sharapova, Lindsay
Davenport, as irmãs Williams e a francesa Amelie Mauresmo,
além das belgas Kim Clijsters e Justine Henin Hardenne.
Sharapova, primeira pré-classificada, que sentiu por
cinco dias o gosto de figurar como número um do mundo,
não passa por um grande momento na carreira. Com dores
no músculo peitoral, está desde junho sem um título.
Enquanto isso, Devenport já provou estar na briga pelo
campeonato, ao retornar ao topo do ranking.
As irmãs Williams podem ainda ser a grande surpresa.
Longe do melhor de suas formas, elas ficaram com dois dos três
Grand Slam já disputado neste ano. Serena ganhou o Aberto
da Austrália pela segunda vez, e Vênus foi tri
em Wimbledon.
Com isso, o público que estiver presente no complexo
de Flushing Meadows pode esperar grande atrações
proporcionadas pelos maiores nomes da história do tênis.
O brilhantismo de Roger Federer, a força de Rafael Nadal
e a elegância da musa russa Maria Sharapova.
Além disso, os norte-americanos terão a oportunidade
de torcer para um dos maiores ídolos do tênis,
Andre Agassi, que aos 35 anos participa pela vigésima
vez consecutiva do Grand Slam e pode reinar pela terceira vez
frente ao seus compatriotas.