Chave feminina
sem favoritas
Entre as mulheres os prognósticos são mais difíceis.
O grande equilíbrio entre as principais jogadoras
deverá ser mais uma vez a marca. Número 1 do
mundo, Amélie Mauresmo chega mais uma vez desacreditada
após o fiasco em Roland Garros. A francesa tem
três semifinais na grama do All England Club,
mas leva a fama de jogar mal nas horas decisivas.
Para piorar, ela pode ter pela frente nas
quartas a atual campeã Venus Williams, alçada
à condição de cabeça-de-chave número seis. A
ex-número um do mundo, no entanto, vem em fase
ruim, tendo disputado apenas quatro torneios
no ano. Mesmo assim, é sempre um dos maiores
nomes quando as competições são no piso rápido.
Elas terão a concorrência direta das duas
belgas, Kim Clijsters e Justine Henin-Hardenne.
A primeira, vice-líder do ranking, não vem em
boa fase, mas conta com a garra acima do normal
para chegar aos bons resultados. Já a baixinha
Henin vem embalada pelo tricampeonato em Roland
Garros e lutará para apagar o vexame do ano
passado, quando parou ainda na primeira rodada.
As duas devem se enfrentar nas semifinais.
Quem deve mais uma vez figurar entre as finalistas
é Maria Sharapova. A campeã de 2004 foi às semifinais
em 2005 e tem ótimo jogo para as quadras de
grama. O esquadrão russo conta ainda com as
eficientes Svetlana Kuznetsova, vice em Roland
Garros, Nadia Petrova e Elena Dementieva, donas
de ótimo jogo de fundo de quadra. Olho também
em Martina Hingis, que está de novo com a esperança
de voltar ao grupo das melhores.
Na lista das baixas, destaques para Lindsay
Davenport e Serena Williams. As ex-líderes do
ranking ainda não se recuperaram de contusões
que a impediram de jogar bem no ano. |
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Por Elói Silveira
A temporada de saibro na Europa deixou uma dúvida no ar: quem
seria atualmente o número um do mundo, Roger Federer ou Rafael
Nadal? Sustentado apenas por resultados, o mais desavisado dos
torcedores certamente apontaria o jovem espanhol como provável
líder do ranking. Afinal, ele foi dominante no piso lento e
conquistou todos os grandes torneios disputados, como os Masters
Series de Monte Carlo e Roma, além de Roland Garros.
Mas apesar do domínio incontestável de Nadal, sua posição
na lista da ATP seguiu-se inalterada: o tenista de 20 anos
continuou em segundo lugar, muito atrás de Federer. O suíço
não levantou nenhuma taça na terra batida neste ano, mas mostrou
grande evolução ao conquistar vice-campeonatos nos torneios
em que Nadal triunfou.
Agora, porém, com a chegada da curta temporada de grama,
a situação se inverte. Ou melhor, volta ao normal. Federer
reassume a condição de “homem a ser batido” e é disparado
o maior favorito ao título. Afinal de contas, entrará nas
tradicionais quadras do All England Club para tentar o quarto
título consecutivo e continuar na busca aos recordes de Bjorn
Borg, pentacampeão entre 76 e 80, e Pete Sampras, heptacampeão
e maior vencedor de Grand Slam da história.
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Foto: Reuters
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Suíço Roger Federer
terá que ralar para conseguir seu quarto
título em Wimbledon
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Outra marca histórica que o suíço deve bater
é o de vitórias seguidas na grama. Com o título em Halle,
Federer chegou à marca de 41, mesmo número de Borg. Ele não
perde desde 2003, com sete taças em seu currículo. Basta apenas
a classificação para a segunda rodada do Grand Slam inglês.
Para isso, porém, precisa vencer o perigoso Richard Gasquet,
seu adversário de estréia. Federer derrotou o francês na semana
passada, mas já tem uma derrota para a jovem revelação no
ano passado.
Por sua vez, Nadal sai da condição de temível e joga Wimbledon
com o objetivo de chegar à segunda semana, como ele próprio
afirmou durante a semana. O espanhol tem mostrado evolução
no piso rápido, inclusive com grande desempenho no saque,
mas ainda não mostrou bons resultados na grama. Em duas aparições
no Grand Slam inglês teve como melhor campanha a terceira
rodada em 2003. Nadal começa contra Alex Bogdanovic e pode
ter pela frente Andre Agassi na terceira rodada.
Assim como nos anos anteriores, Lleyton Hewitt e Andy Roddick
encabeçam a lista de ameaças ao reinado de Federer. O australiano
foi campeão em 2002 e vem credenciado pela quarta conquista
em Queen’s. Já Roddick, detentor do título de 2003, defende
o vice-campeonato e tem sempre uma grande arma para o torneio:
o poderoso saque. O fato curioso é que os dois se enfrentam
nas quartas-de-final se passarem por seus primeiros desafios.
Não tão favoritos, Ivan Ljubicic e David Nalbandian têm
na boa forma a arma para sonhar com bons resultados. Outros
tenistas que costumam se dar bem nas quadras rápidas também
podem chegar longe, caso de James Blake, Mario Ancic e Radek
Stepanek.
Brasil sem opções - Se na boa fase de Gustavo Kuerten
já era difícil sonhar com resultados empolgantes no torneio
britânico, agora, sem a presença do ex-número 1 e com apenas
um tenista entre os 100 melhores, a esperança é quase nula.
Nossos representantes devem novamente figurar como coadjuvantes.
Mesmo na melhor fase da carreira, Marcos Daniel segue sem
pretensões de ir bem na grama. Tanto que optou por continuar
no saibro até a semana anterior a Wimbledon. E ele começa
a campanha num jogo duro, contra o cabeça 18 Jarkko Nieminen.
Já Flávio Saretta tem na experiência seu ponto forte. O paulista
já chegou à terceira rodada por duas vezes e pode passar algumas
fases. Ele estréia contra o sul-coreano Hyung-Taik Lee, mas
pode ter Hewitt na segunda fase.
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