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A estréia brasileira na Liga Mundial nesta sexta-feira,
dia 28 de junho, terá gosto de clássico. A equipe
encara a Argentina na abertura da 13ª edição
do torneio, às 15h30 de sexta-feira, e 10h de sábado,
dia 29, em Brasília. Além dos dois times, Polônia
e Portugal completam o grupo A da Liga.
O técnico brasileiro Bernardo Rezende, o Bernardinho,
mantém praticamente o mesmo grupo de jogadores da campanha
anterior, com uma importante exceção: ponta
Marcelo Negrão, que sofreu uma contusão no joelho
na estréia da Liga no ano passado e ainda está
em recuperação. O levantador Maurício,
que disputará sua 11ª Liga Mundial será,
mais uma vez, o ponto de apoio da equipe, que busca o tricampeonato.
O período de preparação brasileira tem
sido positivo, apesar do início tardio. Bernardinho
chegou a reclamar da demora do encerramento da Superliga masculina,
que atrasou a preparação do grupo.
O Brasil participou de um torneio amistoso na Itália,
com a participação de fortes equipes como a
Itália, os EUA, a Rússia, a Iugoslávia
e a Holanda, no início de junho, e o resultado foi
100% favorável: cinco vitórias em cinco partidas,
que renderam o primeiro título da temporada de 2002.
O técnico da Argentina, Carlos Getzelevich, repete
o que muitos vem falando: os resultados da Liga Mundial "não
são os mais importantes". "O objetivo é
o Campeonato Mundial (que será disputado na Argentina
de 28 de setembro a 13 de outubro). O fato de jogar em casa
é favorável para nosso esporte e para nossos
jogadores", acredita.
Somente para o Mundial Getzelevich acredita que o grupo deverá
estar perfeitamente formado. "A equipe deverá
ter um espírito combativo, necessário para enfrentar
as máximas potências internacionais".
No último ano, Getzelevich trabalhou com um grande
número de jovens e algum deles conquistaram sua confiança,
como os jogadores Gustavo Porporatto, Gustavo Scholtis e Santiago
Darraidou. Outros, como Pablo Pereira, Sebastián Firpo
e Juan Pablo Porello, não foram convocados. A surpresa
na mudança foi a convocação de Jorge
Elgueta, que retorna à equipe depois de quase três
anos de ausência.
O Brasil já está automaticamente classificado
para as finais da Liga Mundial, que serão disputadas
entre 12 e 18 de agosto, também no Brasil. É
a principal favorita ao título e terá, pela
frente, uma boa oportunidade para acertar definitivamente
o time, visando o título do Campeonato Mundial, este
sim, o mais importante da temporada, sonho de jogadores e
técnicos.
Portugal e Polônia em busca de prestígio
Quanto aos outros times do grupo, a Polônia tem mantido
uma trajetória ascendente em suas últimas quatro
participações na Liga. O sétimo lugar
na edição passada foi, até agora, o melhor
resultado do país.
O grupo polonês, comandado pelo técnico Waldemar
Wspanialy, atravessa um momento de euforia. A renúncia
da Coréia do Sul permitirá que o time participe
do Mundial da Argentina, um presente inesperado que lhes dá
um enorme moral.
Os poloneses ainda buscam um prestígio perdido (foram
campeões do mundo em 1974) e, a partir de agora, irão
continuar sem um de seus jogadores mais importantes: Andrej
Stelmach, o veterano levantador que deixou a seleção.
Para Portugal, a chegada do técnico cubano Juan Díaz
provocou uma revolução na seleção.
Díaz implantou uma nova metodologia de trabalho e agora
tenta mudar a mentalidade de seus jogadores. Sua meta são
os Jogos de Atenas 2004. Para conseguir esse objetivo chamou
muitos jovens para a equipe e é intransigente com seus
jogadores: "aquele que não produzir, não
jogará", é seu lema.
Da "velha guarda" só continuam na seleção
portuguesa Manuel Silva, Pedro Azenha, Carlos Teixeira e Adriano
Paco, todos com 28 anos.
Portugal disputa pela terceira vez a Liga Mundial. Sua trajetória,
até agora, registra cinco vitórias em 24 jogos
disputados. Os problemas físicos se transformaram no
primeiro contratempo da equipe portuguesa. Três jogadores,
Alexandre Castro, Hugo Ribeiro e Nuno Rocha estão machucados
e podem ser afastados da equipe durante algumas partidas.
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