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A levantadora Fernanda Venturini deu um basta e afirmou que
está cansada de ser acusada como uma das responsáveis
pela crise na seleção brasileira feminina. Fora
das quadras desde abril do ano passado, a jogadora retornou
aos treinos apenas nesta quarta-feira, quando participou do
primeiro treino com a equipe do BCN/Osasco.
Após o treino, a levantadora desabafou. "Eu e
o Bernardo fomos acusados de ter manipulado as jogadoras que
deixaram a seleção. A velha mania de perseguição
continua com algumas pessoas. Só quero me livrar dessa
culpa, ainda mais pelos motivos atribuídos à
nossa suposta participação no caso", comentou.
A afirmação soou como uma resposta às
críticas que o técnico Marco Aurélio
Motta voltou a expor em entrevista dada à Gazeta Esportiva.Net.
Fernanda voltou a negar qualquer intenção de
retornar à seleção brasileira. "Disseram
que eu quero voltar à seleção, o que
é mentira, e também que meu marido quer reassumir
o cargo que hoje é do Marco Aurélio, algo que
não tem nada a ver porque ele está muito bem
no masculino", disse.
Para a jogadora que brilhou na seleção por
mais de dez anos, a crise fez com que o vôlei brasileiro
perdesse uma grande chance de chegar novamente à final
do Mundial, repetindo o desempenho de 1994, quando ficou com
o vice. "O triste disso tudo é que esse ano a
seleção feminina tinha tudo para disputar as
finais do Mundial. A base havia sido mantida, mas agora certamente
seremos uma decepção", analisou.
Fernanda ressaltou que a maioria das equipes passa por renovação
e o Brasil estava adiantado, mas agora terá de recomeçar
novamente. "Equipes como Cuba estão passando por
uma reformulação e agora vamos provavelmente
perder para adversários que seriam facilmente batidos",
ressaltou.
O receio da jogadora já pôde ser comprovado
nos amistosos que a seleção realizou recentemente
contra a inexpressiva equipe da República Dominicana.
A equipe de Marco Aurélio perdeu duas das três
partidas.
Tida como conselheira das jogadoras rebeladas, a levantadora
saiu em defesa da atacante Virna, que pediu dispensa da seleção,
alegando problemas pessoais. "É estranho essa
saída, porque para alguém como a Virna ter saído,
é uma prova de que algo grave realmente aconteceu com
o grupo. O que houve não sei dizer, mas sei que elas
tiveram motivos suficientes para sair. Agora cabe a CBV decidir
o que deve ser feito", encerrou.
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