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30 de junho de 2002. Enquanto comemorava o título
da Copa do Mundo de futebol, a atacante Érika não
escondeu a frustração de estar fora da seleção
brasileira feminina de vôlei. Nessa quarta-feira, a
jogadora revelou que não conseguiu segurar as lágrimas,
quando ouviu o hino nacional em Yokohama.
"É uma tristeza muito grande estar fora da seleção.
Ainda mais para mim, que gosto tanto de vestir a camisa da
seleção, já sofri tanto por ela e tenho
muita garra em defender o meu País. Não é
fácil quando algumas pessoas tomam de você, o
que você mais gosta de fazer", comentou, enquanto
se prepara para a disputa da Salonpas Cup, em agosto, em Fortaleza.
Érika pediu um mês de férias do clube
para tentar se recuperar psicologicamente de todas as situações
que precisou enfrentar na seleção brasileira
recentemente. "Havia combinado com o Rizzola (técnico
do Minas) e tenho minhas primeiras férias em sete anos.
Mas está sendo muito ruim isso. Tenho 22 anos e ainda
posso crescer muito, mas sonho em voltar no futuro e defender
meu País", disse.
Em nenhum momento da entrevista, a atacante citou o nome
de Marco Aurélio e sempre procurou se esquivar, usando
expressões como "comandante", "técnico
da seleção" e "aquele cara".
Para a jogadora, o treinador está falando demais e
acusando as jogadoras sem necessidade. "Não adianta
ficar falando merda por aí. É pura babaquice.
Tem de mostrar resultados".
Já a atacante Virna, que também pediu dispensa
da seleção, foi política e preferiu manter
distância do polêmico assunto. "Prefiro não
falar mais nada a respeito disso. Já se criou muito
problema em relação a este assunto e por isso
vou acompanhar à distância o que vai acontecer
daqui para a frente com a seleção", comentou
a atleta, que se prepara para defender o BCN/Osasco no Grand
Prix de Clubes.
As duas negaram as acusações de que estão
sendo manipuladas por ex-jogadoras, como Marco Aurélio
afirmou. "Todas nós somos maiores de idade e responsáveis.
Ninguém fica induzindo ninguém", disse.
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