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Tentando superar uma crise
que culminou numa renovação forçada,
a seleção feminina de vôlei estréia,
nesta sexta-feira, dia 12 de julho, no Grand Prix 2002. A
partida de estréia será contra a Alemanha, na
madrugada desta sexta, a partir das 4h, no ginásio
Yoyogi Stadium, em Tóquio (Japão) com transmissão
do Sportv.
A seleção alemã já é conhecida
das jogadoras da seleção brasileira. A equipe
européia foi o primeiro adversário brasileiro
nesta temporada. Os dois times se enfrentaram em dois amistosos,
no final do mês de maio, na Alemanha. As donas da casa
levaram a melhor, vencendo as duas partidas por 3 sets a 2
e 3 a 0, respectivamente. No Grand Prix do ano passado, os
dois times se enfrentaram uma única vez, e a vitória
foi brasileira: 3 sets a 2. O time alemão ficou na
oitava colocação do último torneio.
Desta vez, a seleção brasileira não
quer cometer os mesmos erros e, para estrear com o pé
direito no Grand Prix, o treinador Marco Aurélio Motta
destaca os pontos fortes a serem marcados no jogo adversário.
"A Alemanha é um time bem armado. Elas têm
um bloqueio bem posicionado e o ataque pelas pontas é
forte", diz Motta, que ainda lembra que as alemãs
estão mais motivadas este ano, já que disputarão
o Campeonato Mundial, em casa, entre os dias 30 de agosto
e 15 de setembro.
Para ele, o segredo da vitória estará no saque
e na recepção. "Precisamos sacar muito
bem para anularmos as jogadas rápidas pelas pontas.
E, se recepcionarmos bem, nosso ataque sairá com mais
velocidade e passaremos pelo bloqueio", analisa o técnico,
que espera que a equipe, mesmo ainda em fase de entrosamento,
cresça ao longo da competição. "Temos
que ter tranqüilidade e paciência. Só assim
vamos ganhar ritmo de jogo e evoluir tecnicamente durante
o torneio", acredita.
E as jogadoras, principalmente as mais novas, buscam justamente
esta motivação. Arlene, que primeiramente foi
convocada como líbero e disputou a Montreux Volley
Masters nesta posição, será utilizada
pelo treinador como atacante, nas inversões do cinco
em um, devido à sua versatilidade. Mesmo assim, a jogadora
não esconde sua empolgação. "Nossas
expectativas para este torneio são as melhores. Temos
que nos empenhar ao máximo para entrar em quadra e
fazer uma boa apresentação. Se tudo der certo,
podemos ter chances de lutar por um pódio", comentou,
ainda que o próprio treinador tenha descartado esta
possibilidade.
O Brasil deverá entrar em quadra com a seguinte formação:
Marcelle, Luciana, Sassá, Paula, Valeskinha e Karin;
líbero: Fabi. Mais uma partida completa o grupo brasileiro
nesta sexta-feira, Japão e Tailândia se enfrentam
às 6h30. No grupo B, em Chengdu, na China, os Estados
Unidos encaram a Rússia, a partir das 5h, e, às
8h30, as chinesas encaram as cubanas.
Brasil é recordista de títulos no Grand
Prix
Vai ser dada a largada para a décima edição
do Grand Prix 2002 feminino de vôlei. Desta sexta-feira,
dia 12 de julho, até 4 de agosto, oito equipes lutarão
pelo título da competição: Brasil, Estados
Unidos, Cuba, Rússia, China, Japão, Alemanha
e Tailândia. O Brasil é a equipe com o maior
número de títulos conquistados: três -1994,
1996 e 1998. Este ano, o time brasileiro, comandado por Marco
Aurélio Motta, buscaria o tetracampeonato. Estados
Unidos, Rússia e Cuba estão empatados com dois
títulos cada um.
Mas, por causa da crise na equipe, o próprio treinador
reconheceu serem remotas as chances de o Brasil chegar ao
pódio nesta temporada. "Não adianta sonhar.
Temos de ser honestos e recomeçar um trabalho, de olho
nos Jogos de Atenas, em 2004", afirmou.
Os Estados Unidos são os atuais campeões. No
torneio passado, a equipe norte-americana surpreendeu e desbancou
as chinesas por 3 sets a 1, levantando o troféu. A
atacante Danielle Scott, que já atuou no vôlei
brasileiro, foi a melhor jogadora e o melhor bloqueio da competição.
Já a seleção brasileira ficou com o quinto
lugar, vencendo o Japão por 3 sets a 2, um resultado
que provocou manifestos no país, acostumado com uma
seleção campeã.
A novidade deste ano é o time da Tailândia.
As tailandesas entram no lugar das coreanas e fazem sua estréia
na competição. A Rússia, bicampeã
da competição, chega ao Grand Prix credenciada
pelo título do primeiro torneio realizado este ano:
a Montreux Volley Masters, na Suíça, no mês
passado. Nesta competição, as brasileiras ficaram
na quarta colocação.
O Grand Prix distribuirá um total de um U$ 1,40 milhão
em prêmios. A equipe campeã recebe U$ 200 mil.
Enquanto os melhores nos fundamentos ataque, bloqueio e saque
recebem cada um U$ 5 mil; e a melhor jogadora da competição
irá receber U$ 20 mil. Na fase de classificação,
U$ 600 mil serão distribuídos entre os participantes
de acordo com a sua classificação a cada final
de semana.
| A equipe brasileira no Grand Prix
2002 |
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- Sheilla Tavares castro (Sheilla)
oposto, 19 anos (01/07/83), 64kg, 1,85m, Belo
Horizonte (MG)
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- Fabiana Berto (Fabiana)
levantadora, 26 anos (23/01/76), 1,78m, 63kg, São
Paulo (SP). |
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- Luciana Adorno Rodrigues do Nascimento (Luciana)
ponta, 22 anos (07/06/80), 75kg, 1,89m, Belo Horizonte
(MG)
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- Marina Donati Daloca (Marina)
meio-de-rede, 22 anos (08/09/79), 75kg, 1,85m, Jundiaí
(SP) |
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- Fabiana Alvim de Oliveira (Fabiana )
líbero, 22 anos (07/03/80), 54kg, 1,66m,
Rio de Janeiro (RJ)
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- Marcelle Mendes Rodrigues (Marcelle)
levantadora, 22 anos (17/10/76), 69kg, 1,81m, Lavras
(MG) |
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- Cecília Menezes de Souza (Ciça
)
oposto, 18 anos (01/02/82), 1,81m, 68kg, Rio de
Janeiro (RJ).
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- Paula Renata Marques Pequeno (Paula)
ponta, 20 anos (22/01/82), 74kg, 1,84m, Brasília
(DF) |
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- Valeska dos Santos Menezes (Valeskinha)
meio-de-rede, 26 anos (23/04/76), 1,80m, 62kg,
Rio de Janeiro (RJ).
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- Arlene de Quieroz Xavier (Arlene)
meio-de-rede, 32 anos (22/12/69), 74kg, 1,77m,
Belo Horizonte (MG)
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- Wélissa de Souza Gonzaga
(Sassá)
ponta, 19 anos (09/09/82), 1,80m, 73kg, Barbacena
(MG). |
Técnico: Marco Aurélio
Motta
Assistente-técnico: Luizomar de Moura |
- Karin Rodrigues (Karin)
meio-de-rede, 30 anos (08/11/71), 77kg, 1,87m, São
Paulo (SP) |
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