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29/11/02
O atual campeão da Superliga feminina de vôlei, o Minas, abre a competição neste sábado, jogando fora de casa, contra o Macaé. O time mineiro vai buscar o bicampeonato sem contar com sua principal jogadora, a atacante romena Pirv. "Estamos felizes por defender o título, mas preocupados, porque temos de nos enquadrar em novos moldes de jogo. Como eu não gosto de lamentar o que perdi mas sim valorizar o que tenho, vou tentar manter um time homogêneo", diz o técnico Antônio Rizolla.

Para ele, a equipe que leva vantagem na disputa é a de Osasco, bicampeã paulista. Favoritismo justificado pelas estrelas que compõem o time paulista, entre elas Virna e Fernanda Venturini, mas rejeitado pelo treinador José Roberto Guimarães. "Sou contra favoritismo e acho que a disputa será marcada pelo equilíbrio. Somos apenas mais um candidato ao título. E se temos grandes jogadoras, os outros também têm a Fofão, a Marcelle", compara, referindo-se respectivamente às levantadoras do Minas e do São Caetano, que foi vice no paulista.

O time de Osasco chega credenciado não apenas pelo bicampeonato no estadual, mas também pelo bi na Salonpas Cup e pelo hexa nos Jogos Abertos do Interior. Apesar disso, o time, que disputa a Superliga desde sua primeira edição, nunca conquistou o título. Na última temporada foi vice, repetindo os resultados de 94/95 e 95/96.

O time de Campos também chega credenciado na disputa. Só nos últimos dois meses, venceu a Supercopa e o Grand Prix vôlei Brasil. Da seleção brasileira, o grupo traz a experiência da meio-de-rede Karin Rodrigues e do técnico Luizomar de Moura, que é assistente do treinador da seleção, Marco Aurélio Motta. "No começo do ano ninguém acreditava na gente, mas depois dos títulos a história mudou e mostramos que podemos brigar com os grandes", diz Luizomar, que pretende chegar à semifinal mais uma vez. Seu time terminou em quarto lugar na última temporada.

Outra equipe do Rio, o Macaé, também acumulou títulos em 2002. O da Copa Brasil adulto, do campeonato brasiliense adulto, dos Jogos Abertos Brasileiros, além do vice na Copa Sudeste e no estadual adulto. O grupo que terminou em quinto lugar na última edição da Superliga perdeu nove jogadoras e foi reestruturada. Nada que reduza as expectativas do técnico Airton Nascimento. "Sofremos uma mudança com relação ao grupo anterior e, como em toda mudança, é preciso recomeçar o trabalho. Nosso objetivo é estar entre os cinco primeiros colocados novamente."

A mistura de experiência e juventude favorece o Rexona, duas vezes campeão. De um lado, o grupo tem as campeãs mundiais juvenis Sassá e Juliana Costa, do outro, Walewska e Raquel, bronze nas Olimpíadas de Sidney/00. E nos bastidores, continua contando com as orientações de Bernardinho, que já comandou a equipe (hoje de Hélio Griner) e agora está na seleção masculina.

A equipe estreante é a de São José dos Campos, que venceu a Liga Nacional. Como há apenas oito equipes na disputa feminina, pelo regulamento da Confederação Brasileira todas já estão classificadas para as quartas-de-final, mesmo tendo de se enfrentar em turno e returno na fase inicial, apenas para definir a colocação. Os melhores terão vantagem no mando de quadra para as fases seguintes. "Essa escolha será importante e é por ela que os times irão brigar", diz Rizzola, do Minas, para completar. "Pergunta para o técnico do Osasco se ele quer fazer uma final no Mineirinho", provoca.

Horário

Sábado, 30 de novembro de 2002 - 1ª rodada

17h

Macaé/Nuceng

x

MRV/Minas

 

16h

Rexona

x

Automóvel Clube/Campos

 

Horário

Domingo, 1º de dezembro de 2002 - 1ª rodada

12h15

BCN/Osasco

x

Açucar União São Caetano

Horário

Terça, 3 de dezembro de 2002 - 1ª rodada

20h

Blue Life/Pinheiros

x

Cadsoft/T.C. São José

 

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