| Um título mundial
e muitas mudanças na maior competição do
vôlei nacional. Assim começa, neste sábado,
a nona edição da Superliga 2002/2003. No masculino,
11 equipes brigam pelo título, algumas delas reforçadas
por integrantes da seleção campeã mundial
na Argentina, em outubro. Seis deles permaneceram no Brasil:
Maurício e Henrique, que vão defender o Minas,
Ricardinho, da Ulbra, Escadinha e Rodrigão, do Banespa,
e Giovane, do Suzano, mas que está negociando com o Banespa.
Aliás, o destino do veterano medalhista olímpico
deve movimentar esse início de disputa, já que
ter um campeão na equipe deve contar muitos pontos em
uma competição que promete ser acirrada.
E poderia ser ainda mais, se outros jogadores da seleção
não estivessem fora do País. "O Brasil
perdeu atletas de expressão, como Dante, Nalbert, Giba.
Se eles não tivessem ido embora, as equipes estariam
muito mais niveladas", diz o técnico do Minas,
Carlos Alberto Castanheira, o Cebola. Seu time busca o tetracampeonato
na Superliga.
Jorge Schmidt, treinador do Bento Gonçalves, diz que
a Superliga desta temporada será diferente. "A
saída dos atletas para fora do País enfraquece
o campeonato com certeza."
Maurício também acredita que o torneio está
esvaziado. "A gente precisa do pessoal que tá
lá fora. Seria bom se pudesse trazê-los de volta",
afirmou o levantador no lançamento do campeonato, na
última segunda-feira, completando que "o Suzano
é o grande favorito, por ter ficado mais forte com
a presença do Giovane."
Se Giovane ainda não tem time certo, outro campeão
olímpico dos Jogos de Barcelona/92 está garantido
na Ulbra. Marcelo Negrão já atuou pela equipe
na Supercopa e deve assumir a liderança do grupo. "Imagine
só. Vários dos jogadores do time, na faixa dos
23 anos, foram pedir autógrafo para o Negrão
quando ele chegou aqui. Ele passa segurança e experiência
para o grupo", considera Marcelo Fronckowiak, que assumiu
o comando da Ulbra há cinco meses.
Segundo ele, o veterano quer voltar aos bons tempos. "Eles
está com uma disposição fantástica.
Se integrou totalmente ao grupo e cumpriu todos os prazos
impostos pelo departamento médico. Está querendo
recuperar o tempo perdido." Ele, no entanto, faz uma
ressalva. "O negrão é uma estrela, com
certeza, mas vamos continuar priorizando o trabalho coletivo."
Outro campeão olímpico também volta
à Superliga. Carlão, depois de uma temporada
na praia, vai defender a Unisul, que está de técnico
novo, o ex-levantador do time, Carlos Weber, assume o cargo
que era de Marcos Pacheco. No time de Araraquara, outro veterano,
Max, que atuou fora do Brasil, irá disputar o torneio,
também sob o comando de um novo técnico, Paulo
Mori, que substituiu José Paulo Peron.
A mudança de técnico atingiu mais equipes.
Jorge Schmidt era da Ulbra há sete anos, mas foi para
o Bento Gonçalves, deixando caminho livre para o assistente-técnico
Fronckowiak assumir seu lugar. No Palmeiras, o ex-assistente-técnico
do Minas, Jarbas Ferreira, está no cargo que era de
Carlos Bizzocchi.
O Palmeiras ficou na oitava posição na última
temporada e espera melhorar muito desta vez. "O time
não foi bem no ano passado. A idéia agora é
ficar entre os quatro primeiros e no paulista nós mostramos
que temos condições de brigar com os grandes",
diz o treinador do time vice-campeão estadual.
Falando em novidade, entre as 11 equipes do masculino, a
UCS, de Caxias do Sul (RS) é a debutante. Subiu para
a elite do vôlei nacional depois de conquistar o vice-campeonato
da Liga Nacional.
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Horário
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Sábado, 30 de novembro de
2002 - 1ª rodada
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20h30
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Bento Gonçalves
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x
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Ulbra
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20h30
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Telemig Celular/Minas
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x
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Palmeiras/Guaru
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20h30
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Unisul
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x
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Intelbras/São José
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