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29/11/2002
Um título mundial e muitas mudanças na maior competição do vôlei nacional. Assim começa, neste sábado, a nona edição da Superliga 2002/2003. No masculino, 11 equipes brigam pelo título, algumas delas reforçadas por integrantes da seleção campeã mundial na Argentina, em outubro. Seis deles permaneceram no Brasil: Maurício e Henrique, que vão defender o Minas, Ricardinho, da Ulbra, Escadinha e Rodrigão, do Banespa, e Giovane, do Suzano, mas que está negociando com o Banespa. Aliás, o destino do veterano medalhista olímpico deve movimentar esse início de disputa, já que ter um campeão na equipe deve contar muitos pontos em uma competição que promete ser acirrada.

E poderia ser ainda mais, se outros jogadores da seleção não estivessem fora do País. "O Brasil perdeu atletas de expressão, como Dante, Nalbert, Giba. Se eles não tivessem ido embora, as equipes estariam muito mais niveladas", diz o técnico do Minas, Carlos Alberto Castanheira, o Cebola. Seu time busca o tetracampeonato na Superliga.

Jorge Schmidt, treinador do Bento Gonçalves, diz que a Superliga desta temporada será diferente. "A saída dos atletas para fora do País enfraquece o campeonato com certeza."

Maurício também acredita que o torneio está esvaziado. "A gente precisa do pessoal que tá lá fora. Seria bom se pudesse trazê-los de volta", afirmou o levantador no lançamento do campeonato, na última segunda-feira, completando que "o Suzano é o grande favorito, por ter ficado mais forte com a presença do Giovane."

Se Giovane ainda não tem time certo, outro campeão olímpico dos Jogos de Barcelona/92 está garantido na Ulbra. Marcelo Negrão já atuou pela equipe na Supercopa e deve assumir a liderança do grupo. "Imagine só. Vários dos jogadores do time, na faixa dos 23 anos, foram pedir autógrafo para o Negrão quando ele chegou aqui. Ele passa segurança e experiência para o grupo", considera Marcelo Fronckowiak, que assumiu o comando da Ulbra há cinco meses.

Segundo ele, o veterano quer voltar aos bons tempos. "Eles está com uma disposição fantástica. Se integrou totalmente ao grupo e cumpriu todos os prazos impostos pelo departamento médico. Está querendo recuperar o tempo perdido." Ele, no entanto, faz uma ressalva. "O negrão é uma estrela, com certeza, mas vamos continuar priorizando o trabalho coletivo."

Outro campeão olímpico também volta à Superliga. Carlão, depois de uma temporada na praia, vai defender a Unisul, que está de técnico novo, o ex-levantador do time, Carlos Weber, assume o cargo que era de Marcos Pacheco. No time de Araraquara, outro veterano, Max, que atuou fora do Brasil, irá disputar o torneio, também sob o comando de um novo técnico, Paulo Mori, que substituiu José Paulo Peron.

A mudança de técnico atingiu mais equipes. Jorge Schmidt era da Ulbra há sete anos, mas foi para o Bento Gonçalves, deixando caminho livre para o assistente-técnico Fronckowiak assumir seu lugar. No Palmeiras, o ex-assistente-técnico do Minas, Jarbas Ferreira, está no cargo que era de Carlos Bizzocchi.

O Palmeiras ficou na oitava posição na última temporada e espera melhorar muito desta vez. "O time não foi bem no ano passado. A idéia agora é ficar entre os quatro primeiros e no paulista nós mostramos que temos condições de brigar com os grandes", diz o treinador do time vice-campeão estadual.

Falando em novidade, entre as 11 equipes do masculino, a UCS, de Caxias do Sul (RS) é a debutante. Subiu para a elite do vôlei nacional depois de conquistar o vice-campeonato da Liga Nacional.

Horário

Sábado, 30 de novembro de 2002 - 1ª rodada

20h30

Bento Gonçalves

x

Ulbra

20h30

Telemig Celular/Minas

x

Palmeiras/Guaru

20h30

Unisul

x

Intelbras/São José

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