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Bernardinho põe Brasil na
lista dos campeões mundiais
Por Claudia Andrade
| Foto: Márcio Rodrigues/FOTOCOM
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A temporada 2002 foi marcada pela conquista do inédito
título mundial pela seleção masculina
de vôlei. O time do técnico Bernardo Resende
derrotou na final da Rússia, por 3 sets a 2. A vitória,
em outubro, em Buenos Aires, veio para superar a frustração
pela perda da Liga Mundial, que teve a partida decisiva realizada
em agosto, no ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte.
Diante da torcida brasileira, a seleção nacional
não conseguiu superar a própria Rússia
e ficou com a prata.
O Mundial foi o nono título da seleção
sob o comando de Bernardinho (foto) , em 11 competições
disputadas. O próprio técnico se vingou com
a vitória sobre a Rússia já que ele integrava
o time que foi vice no Mundial de 82, depois de perder para
a então União Soviética por 3 sets a
0.
Nalbert, capitão da atual equipe, foi o maior pontuador
do jogo decisivo e se tornou o único campeão
mundial nas três principais categorias do vôlei
masculino. Em 91, com 17 anos, ganhou o Mundial Infanto-juvenil,
em Portugal.
Dois anos mais tarde, conquistou a medalha de ouro do Mundial
Juvenil, na Argentina. E, de novo na Argentina, o título
adulto. Nalbert foi eleito pelo Comitê Olímpico
Brasileiro o melhor atleta do ano e Bernardinho, o melhor
técnico.
O ponto que deu ao Brasil o título mundial saiu de
um ace do ponta Giovane, que depois da conquista até
poesia escreveu para homenagear a equipe. E, ao lado do levantador
Maurício, ele entrou para a história como os
únicos a possuir a tríplice coroa (conquista
dos mais importantes torneios do vôlei: Mundial, Olimpíadas
e Liga Mundial).
Giovane foi também protagonista de uma das maiores
polêmicas do ano, ao quebrar o contrato com o Suzano,
que ia até o final da Superliga 02/03, e se transferir
para o Banespa. A novela ainda não chegou ao seu capítulo
final.
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