| foto: Djalma Vassão/Gazeta
Press |
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| Kamal pede ajuda aos sócios
do Palmeiras para que a equipe sobreviva |
Por Claudia Andrade
Neste sábado o Palmeiras/Guaru inicia a série
melhor-de-três das quartas-de-final da Superliga masculina
de vôlei enfrentando a Ulbra, em Canoas. O time paulista
terminou a fase classificatória em sétimo lugar
e agora vai enfrentar a vice-líder. Mesmo em desvantagem
estatística, o Verdão vai, é claro, tentar
avançar às semifinais. Não apenas para
continuar no campeonato, mas também para não
antecipar uma decisão amarga para a equipe. Isso porque,
a diretoria do Palmeiras já avisou que as atividades
no vôlei vão acabar caso não se consiga
um novo patrocínio. A atual parceria com a Prefeitura
de Guarulhos começou em 2000, e o órgão
já manifestou sua vontade de renovar o contrato que
vence em abril. Mas, segundo o supervisor do Palmeiras, isso
não será suficiente.
"O Palmeiras acha pouco dinheiro. O Mustafá (Contursi,
presidente) disse: acabou a Liga, se achar mais patrocínio
continua, se não arrumar pára. Porque é
muito gasto para o clube", diz Carlos Kamal. "É
absurdo acabar com um time que está fazendo um bom
trabalho, foi vice-campeão paulista, tem jogadores
como o Lorena e o Orlando entre os melhores da Superliga e
já tem vaga garantida para a próxima temporada",
enumera o supervisor, que está no clube há 18
anos e acompanhou o surgimento e o crescimento do time. Este
aconteceu no início da década de 90, com o apoio
da Parmalat, que à época, também envolvia
os esportes amadores. "Em 91 o time teve acesso à
divisão especial e não caiu mais", lembra
Kamal.
Os recursos da empresa italiana ficaram restritos ao futebol
a partir de 95 e deixaram o clube em 2000, o que resultou
em uma política de corte de despesas que agora atinge
o vôlei e deve se estender a outras modalidades como
handebol masculino (a equipe feminina, depois de conquistar
a Liga Nacional 2002, já não está mais
com o Palmeiras, e deve ir para o São Paulo), hóquei,
basquete, judô.
O supervisor acredita que a salvação do time
de vôlei, que está com a situação
mais crítica, pode estar dentro do clube. "Eu
queria fazer um apelos aos sócios, aos torcedores que
são empresários, que têm fábricas,
que têm dinheiro, para investir no time." Ele destaca
que o montante necessário para manter o vôlei
é grande comparado ao que é destinado às
outras modalidades do clube, mas bem menor em relação
aos outros participantes da Superliga. "Os salários
de dois jogadores de outro time pagam toda a nossa despesa.
Proporcionalmente ", calcula Kamal. Falando em números,
ele diz que os gastos ficam em cerca de R$ 1 milhão
por ano, incluindo viagens, folha de pagamento, contas de
luz, água.
O veterano Talmo, há três anos no grupo, aponta
outra saída. "Levamos um projeto para a Unimed.
Se for aprovado será ótimo", afirma o levantador
de 33 anos. Ele ressalta que o clube nunca atrasou salários,
mas sua experiência no vôlei o deixou acostumado
às instabilidades, que não são agradáveis.
"O esporte está sempre nessa indecisão
e isso é desgastante."
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