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11/04/2003

São Paulo (SP) - Um ano se passou e MRV/Minas (MG) e BCN/Osasco (SP) estão novamente na final da Superliga feminina de vôlei. Repetindo a decisão da edição 01/02, os times começam a luta pelo título da temporada 02/03, neste sábado. A primeira partida da série melhor-de-cinco promete esquentar a quadra do ginásio Juscelino Kubitschek, em Belo Horizonte (MG), às 19 horas. A SPORTV transmite o confronto ao vivo.
O time mineiro, comandado por Antônio Rizola, busca o bicampeonato e chega à decisão depois de eliminar o ACF/Prefeitura de Campos (RJ), nas semifinais, por 3 jogos a 1. O Osasco, de José Roberto Guimarães, luta pelo inédito título e garantiu vaga na final após derrotar o Rexona (PR) por 3 jogos a 0. Na fase classificatória, as equipes se enfrentaram duas vezes, e o Minas venceu os dois jogos por 3 sets a 1.

Rizola e Zé Roberto além de grandes amigos travam um duelo especial nesta decisão. Os dois estão há dois anos à frente de suas equipes e chegam pela segunda vez consecutiva à final da Superliga. Para Rizola, estar em uma decisão é um prêmio para qualquer treinador. “É uma satisfação pessoal enorme chegar à segunda final consecutiva. Acho que para o Zé Roberto também. É a prova de que nosso trabalho está dando certo. Disputar uma decisão é um presente para qualquer treinador”, revela Rizola.

Zé Roberto também comemora sua chegada a mais uma final. “É um feito importante. É muito bom estar à frente de uma equipe como o BCN/Osasco, que já investe no esporte há 13 anos e que tanta almeja este título inédito. O primeiro objetivo que era chegar à final já foi alcançado. Agora temos que dar um passo mais difícil: enfrentar e tentar vencer uma equipe bem estruturada e equilibrada, como o MRV/Minas”, conta o técnico, que acredita que o aspecto psicológico será um fator de desequilíbrio.

Duelo de levantadoras será atração à parte

Se no banco, BCN/Osasco e MRV/Minas têm treinadores experientes, na quadra mais um duelo particular acontece, entre as levantadoras. Fernanda Venturini, no comando do time paulista, e Fofão, na liderança da equipe mineira, se enfrentam neste sábado, no primeiro jogo da série decisiva da Superliga feminina de vôlei.
No duelo das levantadoras, o técnico mineiro sabe que os dois times precisarão estar atentos à distribuição de bola de cada uma e o grupo que se adaptar melhor pode levar vantagem. “Precisamos manter o padrão do nosso saque e melhorar a qualidade do bloqueio. Este fundamento será o que teremos mais dificuldades, pois do outro lado enfrentaremos uma levantadora do porte da Fernanda Venturini e teremos que nos adaptar às suas variações. Mas o Osasco também terá o mesmo problema, pois terão que enfrentar a Fofão, outra grande levantadora”, ressalta.

Para Rizola, o segredo da vitória será ter concentração e esquecer qualquer vantagem fora da quadra. “Estatísticas e retrospectos não ganham jogo. O que vai definir o vencedor será o respeito ao adversário, a determinação e o momento de cada time e de cada atleta na hora da partida. O time está motivado e no mais alto nível de humildade”, garante o treinador.

Fernanda Venturini, que está liderando as estatísticas no levantamento, com 37, 43% de eficiência, também espera um playoff equilibrado e sem favorito. “O Minas tem a vantagem de disputar três das cinco partidas possíveis em casa. Não vejo isso como vantagem, pois nesta Superliga já houve um perde e ganha grande tanto dentro quanto fora de casa. É imprevisível”, diz.

Ela sabe que seu time não terá moleza já que terá pela frente um grupo que ela considera completo. “O Minas é praticamente a mesma equipe do ano passado e ainda agregou um reforço de peso, que é a norte-americana Logan Tom. Ela completou o grupo e terminou com um buraco que o time tinha no bloqueio e no passe. É uma equipe completa”, analisa.

Com sua experiência, Fernanda espera tranqüilizar as jogadoras mais novas e ajudar o time na briga pelo título inédito. “Nosso grupo vem numa crescente. Estamos liderando em quase todos os fundamentos, menos no saque. Por tudo isso, acredito que a série final será muito disputada e o campeão não fechará em três jogos a zero. Será preciso quatro ou cinco partidas para que haja a definição. Acho também que quem estiver melhor fisicamente vai levar vantagem. Agora só nos resta esperar."

Zé Roberto prioriza ataque na reta final do torneio

O BCN/Osasco inicia neste sábado a disputa do playoff final da Superliga feminina de vôlei. A equipe paulista enfrenta o MRV/Minas, atual campeão brasileiro, na primeira partida da série melhor-de-cinco a partir das 19 horas, em Belo Horizonte.
Apesar do desafio de tentar o título inédito, o técnico José Roberto Guimarães garante estar tranqüilo. Ele confia na experiência do grupo e, principalmente, em todo o trabalho realizado desde o início da temporada. “O time chega à final bem preparado, em condições de jogar de igual para igual com o MRV”, comenta o treinador, campeão brasileiro com o time do Colgate/São Caetano. “O playoff decisivo deverá ser bem equilibrado. As duas equipes se equivalem e quem tiver maior equilíbrio emocional terá vantagem.”

Nos últimos treinos, Zé Roberto deu prioridade para os treinamentos de ataque, que por serem mais agressivos fisicamente ficaram para o final da preparação. “Em toda a temporada, o sistema defensivo mereceu maior atenção. A partir de agora, estamos trabalhando mais o ataque, lapidando detalhes de algumas jogadas.”

Zé Roberto não acredita que as atletas se sintam pressionadas. “O time é formado na maioria por jogadoras experientes, que sabem da importância da decisão e, acima de tudo, querem muito ganhar”, diz. “Querem ganhar simplesmente porque fizeram um bom trabalho até agora e têm condições de lutar pelo título.”

A delegação do BCN é um grupo vencedor. Um exemplo disso é que todos os integrantes do time somam um total de 24 títulos brasileiros. Só a levantadora Fernanda Venturini tem nove títulos. “Quero muito ganhar o décimo título este ano. Voltei ao vôlei por isso”, observa a jogadora, que abandonou o esporte em 2001 para engravidar (é mãe de Júlia, de um ano e três meses). “Não gosto de perder nem brincadeira de aquecimento nos treinos.”

O diretor de Esportes do BCN, Sergio Negrão, é outro vencedor do grupo, com quatro títulos, seguido por Virna e Valeskinha (três), Arlene (dois), Estela, Lígia e Zé Roberto (um). “O importante é estar em mais uma decisão, com chance de ser campeão”, comenta Virna. “O jogo de abertura do playoff é muito importante. Se vencermos, teremos uma grande vantagem”, acredita Virna, um dos destaques do time.

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