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São Paulo (SP) - Um ano se passou e MRV/Minas
(MG) e BCN/Osasco (SP) estão novamente na final da
Superliga feminina de vôlei. Repetindo a decisão
da edição 01/02, os times começam a luta
pelo título da temporada 02/03, neste sábado.
A primeira partida da série melhor-de-cinco promete
esquentar a quadra do ginásio Juscelino Kubitschek,
em Belo Horizonte (MG), às 19 horas. A SPORTV transmite
o confronto ao vivo.
O time mineiro, comandado por Antônio Rizola, busca
o bicampeonato e chega à decisão depois de eliminar
o ACF/Prefeitura de Campos (RJ), nas semifinais, por 3 jogos
a 1. O Osasco, de José Roberto Guimarães, luta
pelo inédito título e garantiu vaga na final
após derrotar o Rexona (PR) por 3 jogos a 0. Na fase
classificatória, as equipes se enfrentaram duas vezes,
e o Minas venceu os dois jogos por 3 sets a 1.
Rizola e Zé Roberto além de grandes amigos
travam um duelo especial nesta decisão. Os dois estão
há dois anos à frente de suas equipes e chegam
pela segunda vez consecutiva à final da Superliga.
Para Rizola, estar em uma decisão é um prêmio
para qualquer treinador. É uma satisfação
pessoal enorme chegar à segunda final consecutiva.
Acho que para o Zé Roberto também. É
a prova de que nosso trabalho está dando certo. Disputar
uma decisão é um presente para qualquer treinador,
revela Rizola.
Zé Roberto também comemora sua chegada a mais
uma final. É um feito importante. É muito
bom estar à frente de uma equipe como o BCN/Osasco,
que já investe no esporte há 13 anos e que tanta
almeja este título inédito. O primeiro objetivo
que era chegar à final já foi alcançado.
Agora temos que dar um passo mais difícil: enfrentar
e tentar vencer uma equipe bem estruturada e equilibrada,
como o MRV/Minas, conta o técnico, que acredita
que o aspecto psicológico será um fator de desequilíbrio.
Duelo de levantadoras será atração
à parte
Se no banco, BCN/Osasco e MRV/Minas têm treinadores
experientes, na quadra mais um duelo particular acontece,
entre as levantadoras. Fernanda Venturini, no comando do time
paulista, e Fofão, na liderança da equipe mineira,
se enfrentam neste sábado, no primeiro jogo da série
decisiva da Superliga feminina de vôlei.
No duelo das levantadoras, o técnico mineiro sabe que
os dois times precisarão estar atentos à distribuição
de bola de cada uma e o grupo que se adaptar melhor pode levar
vantagem. Precisamos manter o padrão do nosso
saque e melhorar a qualidade do bloqueio. Este fundamento
será o que teremos mais dificuldades, pois do outro
lado enfrentaremos uma levantadora do porte da Fernanda Venturini
e teremos que nos adaptar às suas variações.
Mas o Osasco também terá o mesmo problema, pois
terão que enfrentar a Fofão, outra grande levantadora,
ressalta.
Para Rizola, o segredo da vitória será ter
concentração e esquecer qualquer vantagem fora
da quadra. Estatísticas e retrospectos não
ganham jogo. O que vai definir o vencedor será o respeito
ao adversário, a determinação e o momento
de cada time e de cada atleta na hora da partida. O time está
motivado e no mais alto nível de humildade, garante
o treinador.
Fernanda Venturini, que está liderando as estatísticas
no levantamento, com 37, 43% de eficiência, também
espera um playoff equilibrado e sem favorito. O Minas
tem a vantagem de disputar três das cinco partidas possíveis
em casa. Não vejo isso como vantagem, pois nesta Superliga
já houve um perde e ganha grande tanto dentro quanto
fora de casa. É imprevisível, diz.
Ela sabe que seu time não terá moleza já
que terá pela frente um grupo que ela considera completo.
O Minas é praticamente a mesma equipe do ano
passado e ainda agregou um reforço de peso, que é
a norte-americana Logan Tom. Ela completou o grupo e terminou
com um buraco que o time tinha no bloqueio e no passe. É
uma equipe completa, analisa.
Com sua experiência, Fernanda espera tranqüilizar
as jogadoras mais novas e ajudar o time na briga pelo título
inédito. Nosso grupo vem numa crescente. Estamos
liderando em quase todos os fundamentos, menos no saque. Por
tudo isso, acredito que a série final será muito
disputada e o campeão não fechará em
três jogos a zero. Será preciso quatro ou cinco
partidas para que haja a definição. Acho também
que quem estiver melhor fisicamente vai levar vantagem. Agora
só nos resta esperar."
Zé Roberto prioriza ataque na reta final do torneio
O BCN/Osasco inicia neste sábado a disputa do playoff
final da Superliga feminina de vôlei. A equipe paulista
enfrenta o MRV/Minas, atual campeão brasileiro, na
primeira partida da série melhor-de-cinco a partir
das 19 horas, em Belo Horizonte.
Apesar do desafio de tentar o título inédito,
o técnico José Roberto Guimarães garante
estar tranqüilo. Ele confia na experiência do grupo
e, principalmente, em todo o trabalho realizado desde o início
da temporada. O time chega à final bem preparado,
em condições de jogar de igual para igual com
o MRV, comenta o treinador, campeão brasileiro
com o time do Colgate/São Caetano. O playoff
decisivo deverá ser bem equilibrado. As duas equipes
se equivalem e quem tiver maior equilíbrio emocional
terá vantagem.
Nos últimos treinos, Zé Roberto deu prioridade
para os treinamentos de ataque, que por serem mais agressivos
fisicamente ficaram para o final da preparação.
Em toda a temporada, o sistema defensivo mereceu maior
atenção. A partir de agora, estamos trabalhando
mais o ataque, lapidando detalhes de algumas jogadas.
Zé Roberto não acredita que as atletas se sintam
pressionadas. O time é formado na maioria por
jogadoras experientes, que sabem da importância da decisão
e, acima de tudo, querem muito ganhar, diz. Querem
ganhar simplesmente porque fizeram um bom trabalho até
agora e têm condições de lutar pelo título.
A delegação do BCN é um grupo vencedor.
Um exemplo disso é que todos os integrantes do time
somam um total de 24 títulos brasileiros. Só
a levantadora Fernanda Venturini tem nove títulos.
Quero muito ganhar o décimo título este
ano. Voltei ao vôlei por isso, observa a jogadora,
que abandonou o esporte em 2001 para engravidar (é
mãe de Júlia, de um ano e três meses).
Não gosto de perder nem brincadeira de aquecimento
nos treinos.
O diretor de Esportes do BCN, Sergio Negrão, é
outro vencedor do grupo, com quatro títulos, seguido
por Virna e Valeskinha (três), Arlene (dois), Estela,
Lígia e Zé Roberto (um). O importante
é estar em mais uma decisão, com chance de ser
campeão, comenta Virna. O jogo de abertura
do playoff é muito importante. Se vencermos, teremos
uma grande vantagem, acredita Virna, um dos destaques
do time.
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