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21/05/2003
Adriana Behar e Shelda: Superação para Atenas/2004
Circuito coloca em dúvida presença nos Jogos Pan-americanos
Circuito Brasileiro: em busca do sétimo título

Dia 19 de maio, o Comitê Olímpico Internacional (COI) confirmou que o ranking mundial vai definir os representantes nacionais nos Jogos Olímpicos de Atenas. Algumas Confederações pediam mudanças, como a adoção de torneios nacionais pré-olímpicos, mas o COI optou por manter a regra que vigorou nas duas últimas Olimpíadas. Com isso, a presença de Adriana Behar e Shelda nos Jogos Pan-americanos de Santo Domingo está ameaçada, mesmo que fiquem entre as duas melhores do circuito nacional.

Divulgação

Para a dupla brasileira, a manutenção da regra de classificação foi uma decisão acertada. "Os Jogos Olímpicos são um reflexo do Circuito Mundial e você encontra os mesmos adversários nos Jogos", destaca Adriana, que, assim como Shelda considera mais importante deixar claro com antecedência as regras de classificação. "Você se prepara e faz uma programação".

O inconveniente deste sistema é que a dupla pode não participar do Pan por causa da coincidência de calendário com o Circuito, problema que se repete no masculino. Em Santo Domingo, as disputas da modalidade serão realizadas de 5 a 12 de agosto. O Circuito Mundial começa dia 13 de junho e, para disputar o Pan, as brasileiras poderiam perder até duas etapas - o Grand Slam da Áustria e o Aberto do Japão.

No Pan de Winnipeg-99, Adriana e Shelda só puderam participar porque o Vasco, seu patrocinador na época, montou um verdadeiro esquema de guerra para viabilizar sua presença nas duas competições. "Fomos em avião fretado pelo Eurico (Eurico Miranda, presidente do clube) para o Japão logo que terminou o Pan. Foi bem 007", lembra Shelda. "Jogamos em Winnipeg e no dia seguinte jogamos no Japão", conta a atleta que garantiu o ouro ao lado da companheira no Canadá.

Apesar da pouca probabilidade do esquema ser repetido nesta temporada, a dupla garante que vontade não falta para representar o país em mais uma competição. "O desejo do Pan é grande, mas ficamos na dependência de perder uma ou duas etapas (do Circuito Mundial) e duas é impossível", lamenta Shelda.

"O Pan não conta para a Olimpíada e são duas oportunidades (as etapas) de somar pontos", diz Adriana. Para aumentar ainda mais a desvantagem do Pan na disputa com o Mundial, o Grand Slam tem ainda pontuação maior em relação aos torneios normais. "Nosso objetivo é sempre participar de tudo. Mas isto depende principalmente de perder etapas", completa a jogadora.

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