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Dia 19 de maio, o Comitê Olímpico Internacional (COI) confirmou
que o ranking mundial vai definir os representantes nacionais
nos Jogos Olímpicos de Atenas. Algumas Confederações pediam
mudanças, como a adoção de torneios nacionais pré-olímpicos,
mas o COI optou por manter a regra que vigorou nas duas últimas
Olimpíadas. Com isso, a presença de Adriana Behar e Shelda
nos Jogos Pan-americanos de Santo Domingo está ameaçada, mesmo
que fiquem entre as duas melhores do circuito nacional.
| Divulgação |
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Para a dupla brasileira, a manutenção da regra de classificação
foi uma decisão acertada. "Os Jogos Olímpicos são um reflexo
do Circuito Mundial e você encontra os mesmos adversários
nos Jogos", destaca Adriana, que, assim como Shelda considera
mais importante deixar claro com antecedência as regras de
classificação. "Você se prepara e faz uma programação".
O inconveniente deste sistema é que a dupla pode não participar
do Pan por causa da coincidência de calendário com o Circuito,
problema que se repete no masculino. Em Santo Domingo, as
disputas da modalidade serão realizadas de 5 a 12 de agosto.
O Circuito Mundial começa dia 13 de junho e, para disputar
o Pan, as brasileiras poderiam perder até duas etapas - o
Grand Slam da Áustria e o Aberto do Japão.
No Pan de Winnipeg-99, Adriana e Shelda só puderam participar
porque o Vasco, seu patrocinador na época, montou um verdadeiro
esquema de guerra para viabilizar sua presença nas duas competições.
"Fomos em avião fretado pelo Eurico (Eurico Miranda, presidente
do clube) para o Japão logo que terminou o Pan. Foi bem 007",
lembra Shelda. "Jogamos em Winnipeg e no dia seguinte jogamos
no Japão", conta a atleta que garantiu o ouro ao lado da companheira
no Canadá.
Apesar da pouca probabilidade do esquema ser repetido nesta
temporada, a dupla garante que vontade não falta para representar
o país em mais uma competição. "O desejo do Pan é grande,
mas ficamos na dependência de perder uma ou duas etapas (do
Circuito Mundial) e duas é impossível", lamenta Shelda.
"O Pan não conta para a Olimpíada e são duas oportunidades
(as etapas) de somar pontos", diz Adriana. Para aumentar ainda
mais a desvantagem do Pan na disputa com o Mundial, o Grand
Slam tem ainda pontuação maior em relação aos torneios normais.
"Nosso objetivo é sempre participar de tudo. Mas isto depende
principalmente de perder etapas", completa a jogadora.
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