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São oito jogadores da seleção em um
total de 12 brasileiros na edição 2004/2005
da Liga italiana de vôlei, que começa neste domingo.
E esta temporada deve ser uma das mais cosmopolitas do mais
forte campeonato da modalidade no mundo, já que o novo
regulamento permitiu o aumento do número de estrangeiros
nas 14 equipes participantes.
Assim, há representantes da Alemanha, Austrália,
Bélgica, Bulgária, Croácia, Cuba, Eslováquia,
Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Finlândia,
França, Grécia, Holanda, Hungria, Japão,
Polônia, Portugal, República Tcheca, Romênia
e Sérvia e Montenegro. Além dos italianos, claro.
Os brasileiros que levaram a medalha de ouro olímpica
na bagagem foram recebidos com festa pelas torcidas locais,
e arriscaram até algumas provocações.
Gustavo, no Treviso, o papa-títulos dos últimos
anos, promete vencer tudo o que disputar. Ricardinho, que
fará sua estréia internacional no Modena, rebate
ao dizer que os títulos vão para o time dele.
Brincadeiras à parte, ambos estão em equipes
fortíssimas e com a responsabilidade de mantê-las
nesta condição.
O Modena, aliás, contará com três brasileiros
para tentar se recuperar do mau desempenho do ano passado,
quando teve de lutar contra o rebaixamento. Além de
contratar o levantador da seleção brasileira,
o clube manteve Dante e o jovem Chupita. Eles terão
como companheiros de time quatro medalhistas de prata nos
Jogos de Atenas, os meios-de-rede Giani e Cozzi, o ponta Cernic
e o líbero Pippi.
A equipe de Julio Velasco terminou a temporada 2003/2004 em
décimo lugar, não avançando para os playoffs.
Resultado insatisfatório para um time acostumado a
vencer, que tem 22 títulos nacionais, o último
conquistado em 2001/2002. Outra equipe que contará
com mais de um brasileiro é o Piacenza, que terá
o único líbero estrangeiro da competição,
Escadinha, eleito o melhor em sua posição e
na recepção no torneio olímpico de Atenas.
Estreante, ele terá a companhia do oposto Anderson,
vindo do vôlei japonês.
No último campeonato, o Piacenza foi vice-campeão,
perdendo o título para o Treviso, então sem
jogadores brasileiros e que agora tem Gustavo Endres. O brasileiro
terá como companheiros Vermiglio, Papi, Cisolla e Fei
(todos prata em Atenas), e a responsabilidade de manter a
hegemonia da equipe. Atual bicampeão, o Treviso também
conquistou a Copa Itália e a SuperCopa,
além de dominar a disputa da Liga na última
década.
O atacante Giba, eleito melhor jogador das Olimpíadas
de Atenas, ficará mais uma temporada no Cuneo, time
eliminado nas quartas-de-final da última temporada,
e foi finalista da Copa Itália, perdendo para o Treviso.
André Heller estreou no meio-de-rede do Trentino com
vitória do Troféu Tim, triangular disputado
no último fim de semana, que também teve a participação
do Valentia, de Renato Felizardo, time promovido da segunda
divisão.
O Macerata, semifinalista na última edição,
trouxe o levantador Maurício do Montichiari, que desta
vez não terá brasileiros. O Latina, que perdeu
Gustavo, contratou outro brasileiro para seu lugar: Henrique,
cortado do grupo olímpico, que também joga pela
primeira vez fora do Brasil. Finalmente, o Gioia Del Colle
terá o central Toaldo.
Padova, Perugia, Verona e Taranto completam a tabela do campeonato,
sem jogadores nacionais. As negociações com
a Itália costumam ser longas, o que impede a ida de
mais brasileiros. Henrique, por exemplo, demorou para deixar
o país, mesmo tendo
ofertas, porque sempre preferiu se garantir em algum clube
nacional a esperar a resposta de fora. Mas há outros
motivos que prendem jogadores no país, como Roberto
Minuzzi, que ia se transferir para o Macerata, mas vai defender
o Minas nesta temporada. O ponta, uma das opções
do banco de Bernardinho na seleção brasileira,
foi considerado muito novo para deixar o país.
O caso é raro, já que outros novatos não
resistem ao apelo financeiro dos europeus. Wallace, ex-Unisul,
que chegou a treinar com a seleção, mas foi
para a segunda divisão italiana, para tornar-se um
dos principais atacantes do Santa Croce.
A segunda divisão, aliás, tem outros seis brasileiros,
todos pontas. No Bolzano, ex-time de Marcelo Negrão,
estão Gil Rodrigues e Willian Kirchein. No Loreto,
Alex Damião, no Isernia, Rodrigo Juliani. Hernani Lemos
defenderá o Corigliano e Axé, o Taviano. O campeonato
também começa neste domingo.
Brasileiras também são
seduzidas pela Itália
A divisão principal feminina também conta com
várias jogadoras brasileiras, sendo quatro da seleção
nacional, quarta colocada nos Jogos Olímpicos de Atenas.
Walewska e Fofão serão companheiras no Peruggia,
campeão nacional e da Copa Itália na temporada
2002/2003. A jovem central e a veterana levantadora farão
sua estréia em clubes internacionais.
Outra estreante é Elisângela, que foi contratada
pelo Santeramo, campeão da série A2 que subiu
para a elite. Virna, ao contrário, volta à Itália
depois de ter jogado no país no início da carreira,
aos 19 anos, pelo Reggio Calabria. Desta vez, ela vai vestir
a
camisa do Chieri, clube com o qual bateu o martelo durante
a disputa do amistoso pré-olímpico, o Torneio
Valle DAosta. Vencido pelo Brasil. O Chieri foi terceiro
colocado em 2003/2004.
No Pesaro, lanterna do último torneio que investiu
alto nesta temporada, estarão a oposto Sheilla (ex-Minas)
e a líbero Georgette Cristina, além de três
jogadoras da seleção italiana, Rinieri, Centoni
e Del Core. E o Forli contratou a meio Ângela Stella
de Moraes.
A Liga feminina italiana começa apenas no dia 10 de
outubro, mas a Copa Itália terá a primeira rodada
neste domingo, com três jogos.
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