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Por Claudia Andrade (*)
Uma transição longa e difícil, mas com
final feliz. Assim técnicos e jogadoras avaliam o período
de renovação da seleção brasileira
feminina de vôlei para o próximo ciclo olímpico.
Pelo menos três titulares despediram-se da seleção
sem conquistar a sonhada medalha. As levantadoras Fofão
e Fernanda Venturini e a atacante Virna diziam antes das Olimpíadas
e reafirmaram depois que suas participações
olímpicas estão encerradas.
| Washington Alves/COB/Divulgacao |
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| Mari, a maior pontuadora do Brasil nas Olimpíadas
e símbolo da nova geração |
Duas estreantes balzaquianas ainda cogitam a idéia
de uma campanha para Pequim-2008. "Pela idade eu acho
difícil, mas pelo físico não", afirma
a oposto Bia, 32 anos. "Olimpíada é um
doce que quando você prova não quer largar mais",
diz Arlene, 34 anos, antecipando suas pretensões.
Sua posição de líbero pode favorecer
a continuidade no grupo. Mas a concorrência deverá
ser grande, vinda especialmente de duas jovens atletas: Verê,
revelação da última Superliga, quando
ganhou o troféu de melhor líbero, e Fabi, titular
no período em que era comandada pelo técnico
Marco Aurélio Motta, e que foi o destaque na posição
no Grand Prix 2002.
Nesta mesma competição, a meio-de-rede Valeskinha
foi eleita o melhor bloqueio, prêmio que se repetiria
na Copa do Mundo do ano passado. Aos 27 anos, ela será
uma das mais experientes no próximo ciclo olímpico,
mesmo tendo feito sua estréia em Atenas. E já
sabe o que o país vai enfrentar. "Vamos sofrer
no início da adaptação, fase de um ano
ou dois em que o Brasil não vai ganhar torneios, mas
terá de brigar para consertar erros e se preparar para
Copa do Mundo e Olimpíadas. Vai ser um trabalho árduo,
que vai exigir o máximo de cada uma. Todas terão
de estar dispostas e treinar além do limite",
prevê.
Apesar dos problemas físicos que a fizeram disputar
posição no grupo atual até o último
instante, a experiência adquirida na Itália,
nesta temporada, poderá ajudar Elisângela (26
anos) a estar entre as veteranas da próxima seleção.
Mais novas, porém não menos experientes, Walewska
e Érika (24 anos) também estarão do lado
das veteranas no próximo ciclo olímpico. As
três já haviam disputado os Jogos de Sydney-00,
quando conquistaram o bronze, sob o comando de Bernardinho.
Por fim, as três caçulas do time de José
Roberto Guimarães retratam o futuro do vôlei
feminino nacional. Sassá, que completou 22 anos em
setembro, foi como reserva para o Grand Prix e as Olimpíadas,
mas substituiu Virna com categoria em jogos decisivos. Campeã
mundial juvenil em 2001, ela passara pela seleção
na época de Marco Aurélio.
Fabiana, 19 anos, tem uma característica escassa na
maioria das jogadoras brasileiras: é alta, 1,94m, o
que a coloca em posição de destaque no meio-de-rede.
Foi campeã e melhor jogadora do Mundial Juvenil do
ano passado, tempo em que se dividiu entre as seleções
juvenil e principal.
Mari, 1,88m, é a grande revelação dos
últimos anos. Atacante versátil, salvou Zé
Roberto após a perda de Paula Pequeno, que sofreu uma
grave lesão no joelho. "Ela não esteve
(na seleção) nos últimos anos mas teve
o maior teste da vida dela nas Olimpíadas e respondeu
bem", avalia o técnico Luizomar Moura, do time
de Campos e da seleção infanto-juvenil.
Se Mari pôde mostrar trabalho com o desfalque de Paula,
a volta dela e de outra atleta lesionada dá esperanças
ao país de manter-se forte no cenário internacional.
Paula já voltou a treinar com bola, seis meses após
a cirurgia, e o outro nome lembrado pela maioria das pessoas
ligadas à modalidade é o de Jaqueline. Aos 20
anos, a ponta pernambucana treina para sua reestréia
no vôlei, depois de mais de um ano e meio longe das
quadras, por causa de duas lesões no joelho. Na final
da última Superliga, ela chegou a substituir Bia contra
o Minas. Nesta temporada, a pernambucana mudou de time, deixando
o Osasco para defender o Rexona.
(*) Colaborou Fernando Narazaki
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