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Competitividade para Pequim
"Perdemos a melhor oportunidade de toda história
do vôlei feminino nacional." É desta forma
que o técnico José Roberto Guimarães
resume a campanha da seleção nas Olimpíadas
de Atenas, terminando em quarto lugar. Se agora, que o time
estava com força máxima, ficou fora do pódio,
o que se pode esperar para os Jogos de Pequim-2008?
| Foto Wander Roberto/COB/Divulgação |
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| Para Zé Roberto, competitividade nacional
dependerá também dos adversários |
A campeã olímpica China iniciou seu processo
de renovação em 2001 e as mudanças feitas
pelo técnico Chen Zhonghe se mostraram acertadas, com
os vários títulos conquistados desde então,
o que renderam o primeiro lugar no ranking mundial à
equipe. Cuba amargou três anos de resultados insatisfatórios,
até se revelar no Grand Prix e nas Olimpíadas,
quando derrotou o Brasil na disputa pelo Bronze. Os resultados
do time nacional nos próximos anos dependerá
também da condição dos adversários.
Mas as jogadoras que provavelmente vão liderar o
novo grupo esbanjam confiança. "A gente tem uma
renovação encaminhada. Temos quatro anos pela
frente e podemos trabalhar muito para conseguir uma boa performance.
Aprendi muito nesta Olimpíada e com certeza vou levar
isso para as outras participações, se for convocada",
diz a atacante Mari, maior revelação do vôlei
nacional nos últimos anos.
A meio-de-rede Fabiana, de apenas 19 anos, também
diz estar pronta. "Estou desde 2001 na seleção
e deu pra aprender bastante coisa neste período, assimilar
bastante coisa das jogadoras experientes. "Virna, que
defenderá o Chieri, da Itália, nesta temporada,
e tem planos de ir para o vôlei de praia, está
confiante. "É um grupo novo de potencial muito
grande. Um grupo que pode suceder bem a gente", afirma.
Mas ela faz uma ressalva. "Precisa de um trabalho de
levantamento, porque o ataque está bem."
Para ela, o Brasil deverá ficar entre a quinta e a
sexta força mundial nas próximas Olimpíadas.
"Não dá pra cobrar responsabilidade delas
cedo. Temos que esperar. É só o início
do ciclo olímpico. Mas o masculino, por tudo que vem
sendo feito, tem mais condições", compara.
O técnico da seleção feminina infanto-juvenil
e do time de Campos é mais otimista. "Talvez o
feminino não tenha tanta quantidade como o masculino,
mas acredito que tenha condições de se manter
no grupo dos quatro melhores do mundo, que ocupa desde os
Jogos de Barcelona", diz Luizomar Moura.
As jogadoras que estarão no grupo já pensam
em apagar a amarga lembrança de Atenas. "Tem de
ser feito um bom trabalho dos técnicos com as meninas
que podem estar com a gente. Aí, em Pequim, vamos buscar
a revanche", atiça Paula Pequeno, que só
ficou fora dos Jogos da Grécia por causa de uma lesão
no joelho.
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