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03/10/2004
Montagem sobre foto FIVB/Divulgação

Competitividade para Pequim

"Perdemos a melhor oportunidade de toda história do vôlei feminino nacional." É desta forma que o técnico José Roberto Guimarães resume a campanha da seleção nas Olimpíadas de Atenas, terminando em quarto lugar. Se agora, que o time estava com força máxima, ficou fora do pódio, o que se pode esperar para os Jogos de Pequim-2008?

Foto Wander Roberto/COB/Divulgação
Para Zé Roberto, competitividade nacional dependerá também dos adversários

A campeã olímpica China iniciou seu processo de renovação em 2001 e as mudanças feitas pelo técnico Chen Zhonghe se mostraram acertadas, com os vários títulos conquistados desde então, o que renderam o primeiro lugar no ranking mundial à equipe. Cuba amargou três anos de resultados insatisfatórios, até se revelar no Grand Prix e nas Olimpíadas, quando derrotou o Brasil na disputa pelo Bronze. Os resultados do time nacional nos próximos anos dependerá também da condição dos adversários.

Mas as jogadoras que provavelmente vão liderar o novo grupo esbanjam confiança. "A gente tem uma renovação encaminhada. Temos quatro anos pela frente e podemos trabalhar muito para conseguir uma boa performance. Aprendi muito nesta Olimpíada e com certeza vou levar isso para as outras participações, se for convocada", diz a atacante Mari, maior revelação do vôlei nacional nos últimos anos.

A meio-de-rede Fabiana, de apenas 19 anos, também diz estar pronta. "Estou desde 2001 na seleção e deu pra aprender bastante coisa neste período, assimilar bastante coisa das jogadoras experientes. "Virna, que defenderá o Chieri, da Itália, nesta temporada, e tem planos de ir para o vôlei de praia, está confiante. "É um grupo novo de potencial muito grande. Um grupo que pode suceder bem a gente", afirma. Mas ela faz uma ressalva. "Precisa de um trabalho de levantamento, porque o ataque está bem."

Para ela, o Brasil deverá ficar entre a quinta e a sexta força mundial nas próximas Olimpíadas. "Não dá pra cobrar responsabilidade delas cedo. Temos que esperar. É só o início do ciclo olímpico. Mas o masculino, por tudo que vem sendo feito, tem mais condições", compara.

O técnico da seleção feminina infanto-juvenil e do time de Campos é mais otimista. "Talvez o feminino não tenha tanta quantidade como o masculino, mas acredito que tenha condições de se manter no grupo dos quatro melhores do mundo, que ocupa desde os Jogos de Barcelona", diz Luizomar Moura.

As jogadoras que estarão no grupo já pensam em apagar a amarga lembrança de Atenas. "Tem de ser feito um bom trabalho dos técnicos com as meninas que podem estar com a gente. Aí, em Pequim, vamos buscar a revanche", atiça Paula Pequeno, que só ficou fora dos Jogos da Grécia por causa de uma lesão no joelho.

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