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Foto: Divulgação
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Paris foi frustração
na carreira de brasileiro
O ponta Bruno Zanuto, 21 anos, tem feito o saque
da Unisul ficar mais potente na Superliga de vôlei
2004/2005. O jogador está entre os líderes neste fundamento,
mas acha que ainda tem muito o que melhorar, não apenas
no saque. Afinal, não é fácil voltar depois de oito
meses sem jogar. Foi o período em que ele fez uma
investida frustrada na Europa. Depois de ser um dos
destaques do Banespa, na temporada anterior, o jogador
aceitou proposta do Paris Volley, mas não chegou a
defender o time. A apresentação ao clube foi em setembro
e de imediato, ele percebeu que as coisas não seriam
como imaginava. Mas, até acertar sua volta ao Brasil,
desperdiçou três meses de trabalho.
"O clube não cumpriu com a parte deles. O salário
não foi o combinado, não tinha estrutura nenhuma e
o nível do campeonato também não era como eu pensava.
Não me acrescentou nada", lamenta. Bruno conta que
chegou a receber uma proposta informal da Itália,
logo ao chegar na França, mas achou que ainda não
era hora de mudar. Preferiu esperar para ver o que
iria acontecer. Mesmo não tendo continuado no Paris,
contudo, ele acha que a melhor coisa foi voltar ao
Brasil. "Quero fechar nos meus objetivos, crescer
como jogador, para depois tentar sair de novo", afirma,
para em seguida dar um conselho aos seus jovens colegas
que sonham com a Europa. "Acho que o atleta só está
pronto quando faz o ciclo completo, passa pelas categorias
de base, faz a transição para o adulto, até chegar
à seleção, que é minha meta. É bom amadurecer, crescer
no Brasil, que tem muita estrutura. Aí, quando tiver
uns 23, 24 anos você vai pra fora, até com uma situação
financeira melhor. Acho que isso é legal para os dois
lados."
Depois de passar pelo Pinheiros, Sorocaba, e ficar
três anos no Minas (conquistando dois títulos nacionais)
antes de ir para o Banespa, o atacante está contente
com seu recomeço na Unisul. "Começar assim, me destacando
no saque, é muito bom. Mas o trabalho tem de ser feito
dia-a-dia, jogo a jogo. O objetivo é ser campeão da
Superliga e é isso o que vamos buscar. A seleção é
conseqüência", diz o campeão mundial infanto-juvenil
e vice-campeão mundial juvenil, que já treinou com
o grupo de Bernardinho como convidado.