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18/01/2005
Foto: Divulgação

Paris foi frustração na carreira de brasileiro

O ponta Bruno Zanuto, 21 anos, tem feito o saque da Unisul ficar mais potente na Superliga de vôlei 2004/2005. O jogador está entre os líderes neste fundamento, mas acha que ainda tem muito o que melhorar, não apenas no saque. Afinal, não é fácil voltar depois de oito meses sem jogar. Foi o período em que ele fez uma investida frustrada na Europa. Depois de ser um dos destaques do Banespa, na temporada anterior, o jogador aceitou proposta do Paris Volley, mas não chegou a defender o time. A apresentação ao clube foi em setembro e de imediato, ele percebeu que as coisas não seriam como imaginava. Mas, até acertar sua volta ao Brasil, desperdiçou três meses de trabalho.

"O clube não cumpriu com a parte deles. O salário não foi o combinado, não tinha estrutura nenhuma e o nível do campeonato também não era como eu pensava. Não me acrescentou nada", lamenta. Bruno conta que chegou a receber uma proposta informal da Itália, logo ao chegar na França, mas achou que ainda não era hora de mudar. Preferiu esperar para ver o que iria acontecer. Mesmo não tendo continuado no Paris, contudo, ele acha que a melhor coisa foi voltar ao Brasil. "Quero fechar nos meus objetivos, crescer como jogador, para depois tentar sair de novo", afirma, para em seguida dar um conselho aos seus jovens colegas que sonham com a Europa. "Acho que o atleta só está pronto quando faz o ciclo completo, passa pelas categorias de base, faz a transição para o adulto, até chegar à seleção, que é minha meta. É bom amadurecer, crescer no Brasil, que tem muita estrutura. Aí, quando tiver uns 23, 24 anos você vai pra fora, até com uma situação financeira melhor. Acho que isso é legal para os dois lados."

Depois de passar pelo Pinheiros, Sorocaba, e ficar três anos no Minas (conquistando dois títulos nacionais) antes de ir para o Banespa, o atacante está contente com seu recomeço na Unisul. "Começar assim, me destacando no saque, é muito bom. Mas o trabalho tem de ser feito dia-a-dia, jogo a jogo. O objetivo é ser campeão da Superliga e é isso o que vamos buscar. A seleção é conseqüência", diz o campeão mundial infanto-juvenil e vice-campeão mundial juvenil, que já treinou com o grupo de Bernardinho como convidado.

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