Por Claudia Andrade
Pela primeira vez em três temporadas a final
da Superliga feminina de vôlei não será
Osasco x Minas. Apenas o time paulista chegou mais
uma vez à decisão, mas terá um
novo e perigoso adversário, o Rexona. A série
melhor-de-cinco semifinal começa neste sábado,
às 13 horas, no Ginásio do Tijuca, Rio
de Janeiro.
Com um elenco respeitável, que conta com uma
das melhores levantadoras do mundo, Fernanda Venturini,
e tem o comando do técnico campeão olímpico
em Atenas-04 Bernardinho, a equipe carioca é
favorita, mesmo chegando à final em um momento
conturbado.
A divulgação do caso de doping de uma
das mais experientes do elenco, a atacante Estefânia,
tumultuou o time, na reta final do torneio. O caso
havia sido ocultado pela Federação Carioca
e pelo clube, mas acabou na imprensa e mereceu atenção
especial do STJD que vai julgar novamente a atleta.
Bernardinho reclamou, disse que era uma manobra para
desestabilizar o time. O certo é que a confusão
veio na mesma época que que o Rexona sofreu
sua primeira derrota na competição,
perdendo uma invencibilidade de 32 jogos desde a formação
do novo grupo. O Campos venceu a primeira partida
das semifinais e equilibrou as demais sem, contudo,
conseguir eliminar o gigante do Rio.
Gigante que agora, terá pela frente um adversário
que defende o bicampeonato, tem como técnico
José Roberto Guimarães, campeão
olímpico em Barcelona-02, jogadoras estreladas
como Érika, Mari, Bia, Valeskinha, mas sofreu
com a saída de Fernanda Venturini e a perda
de Gisele, na véspera do início do campeonato.
Ana Cristina começou como titular, depois deu
lugar a Carol Albuquerque, vinda do Minas.
O entrosamento da levantadora com as companheiras
aumentou, mas a equipe chega para a decisão
ainda insatisfeita com seu desempenho no campeonato.
O discurso das jogadoras é de que o time melhorou,
o que é verdade, mas o sofrimento para passar
pelas mineiras no terceiro duelo das semifinais, decidido
apenas no tie-break, irritou o técnico Zé
Roberto e deixou o grupo em alerta, sabendo que sempre
há detalhes para acertar. Neste clima de incertezas,
as duas maiores equipes do vôlei feminino nacional
na atualidade prometem uma disputa tensa e de alto
nível pelo título da mais importante
competição da modalidade no país.
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Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta
Press
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Time paulista luta
para se manter no topo e o carioca, para voltar
Na primeira Superliga pós-Olimpíadas
de Atenas, nada mais natural do que as equipes dirigidas
pelos técnicos que foram aos Jogos chegarem
à decisão. Bernardinho e Zé Roberto
se enfrentaram na Salonpas Cup e o título ficou
com o comandante da seleção masculina.
Eles voltam a medir forças agora. Um, com a
missão de manter a equipe no topo do vôlei
brasileiro. O outro, para fazer seu grupo voltar ao
topo.
Atual bicampeão, o Osasco vai disputar sua
sexta final, a quarta consecutiva, em 11 anos de Superliga.
"No início da competição
nosso time teve um sério problema, que foi
a da levantadora. Isso nos obrigou a refazer todo
o trabalho e tivemos que correr contra o tempo, mas
felizmente atingimos o objetivo, que era chegar à
mais uma final", afirma o técnico Zé
Roberto.
"Tivemos bons e maus momentos dentro da competição,
mas felizmente mais bons do que maus, com 18 vitórias
no total. O time foi subindo de produção
gradativamente. A entrada da Carol Albuquerque, que
aos poucos adquiriu uma boa condição
física, também foi importante para o
nosso crescimento", completa.
O Rexona também possui dois títulos
nacionais, conquistados nas temporadas 97/98 e 99/00.
Na última edição, terminou em
terceiro lugar, eliminado exatamente pelo Osasco nas
semis. De casa nova - mudou-se de Curitiba para o
Rio de Janeiro -, técnico e jogadoras também,
a equipe volta a ter grandes chances de levar a taça.
Mas o técnico Bernardinho prefere jogar o
favoritismo para o rival, dizendo que o Osasco chega
melhor para esta fase, por ter feito uma semifinal
mais tranqüila. "Nós passamos por
três finais diante do Campos, contra quem fizemos
jogos difíceis. Temos uma mescla de jogadoras
experientes e jovens e algumas com uma condição
técnica maravilhosa e isso pode nos ajudar,
apesar de, repito, o momento do Finasa ser melhor",
diz o treinador, que comandava a equipe na conquista
do último título, há quatro edições.
Além dele, também estavam no grupo bicampeão
a levantadora Fernanda Venturini e a atacante Estefânia,
que apesar da satisfação de disputar
mais uma final, vive momentos de ansiedade por conta
de seu novo julgamento por doping. "A possibilidade
de ser campeã numa equipe com muitas jovens
só nos incentiva a lutar mais e mais nesta
final. A presença de jogadoras mais experientes
como eu, Fernanda, Leila e Ricarda será mais
importante ainda nesta fase, já que passamos
por isso algumas vezes e podemos contribuir com nosso
conhecimento", diz a jogadora.
O assistente técnico Ricardo Tabach diz que
o objetivo do Rexona é usar o mando de quadra
para superar o favorito rival. "É importante
tentar sair com vantagem desta série final.
Como o aspecto psicológico conta muito, escolhemos
jogar em casa, onde temos o apoio da torcida e podemos
jogar a pressão em cima do nosso adversário",
explica.
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Finais
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Hora
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1ª rodada -
Sábado, 26/03/2005
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Local |
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13h00
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Rexona/Ades
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x
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Finasa/Osasco |
Tijuca |
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Hora
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2ª rodada -
Quarta-feira, 30/03/2005
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Local |
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19h30
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Finasa/Osasco
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x
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Rexona/Ades |
José
Liberatti |
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Hora
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3ª rodada -
Sábado, 02/04/2005
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Local |
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18h00
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Rexona/Ades
|
x
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Finasa/Osasco |
Caio
Martins |
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Hora
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4ª rodada (se
necessária) - Sábado, 09/04/2005
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Local |
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17h00
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Finasa/Osasco
|
x
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Rexona/Ades |
José
Correa |
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Hora
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5ª rodada (se
necessária) - Sábado, 16/04/2005
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Local |
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18h00
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Rexona/Ades
|
x
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Finasa/Osasco |
Caio
Martins |
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