Fale conosco Receba o boletim  
25/03/2005

Por Claudia Andrade

Pela primeira vez em três temporadas a final da Superliga feminina de vôlei não será Osasco x Minas. Apenas o time paulista chegou mais uma vez à decisão, mas terá um novo e perigoso adversário, o Rexona. A série melhor-de-cinco semifinal começa neste sábado, às 13 horas, no Ginásio do Tijuca, Rio de Janeiro.

Com um elenco respeitável, que conta com uma das melhores levantadoras do mundo, Fernanda Venturini, e tem o comando do técnico campeão olímpico em Atenas-04 Bernardinho, a equipe carioca é favorita, mesmo chegando à final em um momento conturbado.

A divulgação do caso de doping de uma das mais experientes do elenco, a atacante Estefânia, tumultuou o time, na reta final do torneio. O caso havia sido ocultado pela Federação Carioca e pelo clube, mas acabou na imprensa e mereceu atenção especial do STJD que vai julgar novamente a atleta. Bernardinho reclamou, disse que era uma manobra para desestabilizar o time. O certo é que a confusão veio na mesma época que que o Rexona sofreu sua primeira derrota na competição, perdendo uma invencibilidade de 32 jogos desde a formação do novo grupo. O Campos venceu a primeira partida das semifinais e equilibrou as demais sem, contudo, conseguir eliminar o gigante do Rio.

Gigante que agora, terá pela frente um adversário que defende o bicampeonato, tem como técnico José Roberto Guimarães, campeão olímpico em Barcelona-02, jogadoras estreladas como Érika, Mari, Bia, Valeskinha, mas sofreu com a saída de Fernanda Venturini e a perda de Gisele, na véspera do início do campeonato. Ana Cristina começou como titular, depois deu lugar a Carol Albuquerque, vinda do Minas.

O entrosamento da levantadora com as companheiras aumentou, mas a equipe chega para a decisão ainda insatisfeita com seu desempenho no campeonato. O discurso das jogadoras é de que o time melhorou, o que é verdade, mas o sofrimento para passar pelas mineiras no terceiro duelo das semifinais, decidido apenas no tie-break, irritou o técnico Zé Roberto e deixou o grupo em alerta, sabendo que sempre há detalhes para acertar. Neste clima de incertezas, as duas maiores equipes do vôlei feminino nacional na atualidade prometem uma disputa tensa e de alto nível pelo título da mais importante competição da modalidade no país.

Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Time paulista luta para se manter no topo e o carioca, para voltar

Na primeira Superliga pós-Olimpíadas de Atenas, nada mais natural do que as equipes dirigidas pelos técnicos que foram aos Jogos chegarem à decisão. Bernardinho e Zé Roberto se enfrentaram na Salonpas Cup e o título ficou com o comandante da seleção masculina. Eles voltam a medir forças agora. Um, com a missão de manter a equipe no topo do vôlei brasileiro. O outro, para fazer seu grupo voltar ao topo.

Atual bicampeão, o Osasco vai disputar sua sexta final, a quarta consecutiva, em 11 anos de Superliga. "No início da competição nosso time teve um sério problema, que foi a da levantadora. Isso nos obrigou a refazer todo o trabalho e tivemos que correr contra o tempo, mas felizmente atingimos o objetivo, que era chegar à mais uma final", afirma o técnico Zé Roberto.
"Tivemos bons e maus momentos dentro da competição, mas felizmente mais bons do que maus, com 18 vitórias no total. O time foi subindo de produção gradativamente. A entrada da Carol Albuquerque, que aos poucos adquiriu uma boa condição física, também foi importante para o nosso crescimento", completa.

O Rexona também possui dois títulos nacionais, conquistados nas temporadas 97/98 e 99/00. Na última edição, terminou em terceiro lugar, eliminado exatamente pelo Osasco nas semis. De casa nova - mudou-se de Curitiba para o Rio de Janeiro -, técnico e jogadoras também, a equipe volta a ter grandes chances de levar a taça.

Mas o técnico Bernardinho prefere jogar o favoritismo para o rival, dizendo que o Osasco chega melhor para esta fase, por ter feito uma semifinal mais tranqüila. "Nós passamos por três finais diante do Campos, contra quem fizemos jogos difíceis. Temos uma mescla de jogadoras experientes e jovens e algumas com uma condição técnica maravilhosa e isso pode nos ajudar, apesar de, repito, o momento do Finasa ser melhor", diz o treinador, que comandava a equipe na conquista do último título, há quatro edições. Além dele, também estavam no grupo bicampeão a levantadora Fernanda Venturini e a atacante Estefânia, que apesar da satisfação de disputar mais uma final, vive momentos de ansiedade por conta de seu novo julgamento por doping. "A possibilidade de ser campeã numa equipe com muitas jovens só nos incentiva a lutar mais e mais nesta final. A presença de jogadoras mais experientes como eu, Fernanda, Leila e Ricarda será mais importante ainda nesta fase, já que passamos por isso algumas vezes e podemos contribuir com nosso conhecimento", diz a jogadora.

O assistente técnico Ricardo Tabach diz que o objetivo do Rexona é usar o mando de quadra para superar o favorito rival. "É importante tentar sair com vantagem desta série final. Como o aspecto psicológico conta muito, escolhemos jogar em casa, onde temos o apoio da torcida e podemos jogar a pressão em cima do nosso adversário", explica.

Finais
Hora
1ª rodada - Sábado, 26/03/2005
Local
13h00
Rexona/Ades
x
Finasa/Osasco Tijuca
Hora
2ª rodada - Quarta-feira, 30/03/2005
Local
19h30
Finasa/Osasco
x
Rexona/Ades José Liberatti
Hora
3ª rodada - Sábado, 02/04/2005
Local
18h00
Rexona/Ades
x
Finasa/Osasco Caio Martins
Hora
4ª rodada (se necessária) - Sábado, 09/04/2005
Local
17h00
Finasa/Osasco
x
Rexona/Ades José Correa
Hora
5ª rodada (se necessária) - Sábado, 16/04/2005
Local
18h00
Rexona/Ades
x
Finasa/Osasco Caio Martins
Gazeta Esportiva.Net © Todos os direitos reservados à Gazeta Esportiva.Net Voltar            Topo da página