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05/12/05
Montagem sobre fotos

Superliga marca despedida definitiva de Fernanda Venturini

Por Carolina Canossa, especial para a GE.Net

Ela já se "aposentou" uma vez, mas não resistiu à saudade do vôlei e acabou voltando. Com o sonho de conquistar uma medalha de ouro em Olimpíadas, Fernanda Venturini atendeu aos apelos de José Roberto Guimarães e disputou as Olimpíadas de Atenas, aos 33 anos. O quarto lugar na Grécia acabou frustrando o desejo da levantadora, que já marcou uma nova data para sua despedida, que desta vez, garante, será definitiva: o final da Superliga 2005/2006.

Foto Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Fernanda Venturini

Na realidade, os fãs até ganharam uma prorrogação para acompanhar os últimos momentos da carreira da atleta. "Só não parei no final da última Superliga porque a gente perdeu a decisão para o Finasa/Osasco e eu queria parar conquistando um título", afirma a levantadora do Rexona/Ades, se referindo à emocionante final do último Nacional, quando a equipe carioca perdeu a série melhor-de-três por 3 a 0, resultado que acabou não mostrando o equilíbrio do confronto.

Uma das maiores atletas do vôlei nacional, Venturini aponta a vontade de ficar mais tempo ao lado da família como o principal motivo para deixar as quadras. "Vou parar porque eu quero. Cansei de jogar", comenta a levantadora, que também pretende dar um irmão para Júlia, que no próximo dia 17 de dezembro completa quatro anos de idade. "Já está na hora de parar, não tenho mais paciência para treinamentos, quero engravidar e ter outro filho", emenda.

Ao menos em curto prazo, a jogadora não pretende emplacar nenhum projeto. "Vou ficar uns dois anos à disposição das crianças e depois vejo o que vou fazer. Tenho algumas coisas na cabeça, mas não ainda está definido", afirma Fernanda, que mantém uma ONG com seu marido Bernardinho, onde procuram iniciar jovens carentes do Rio de Janeiro no vôlei. Continuar no esporte como dirigente ou técnica também não atrai a atleta. "Isso nem me passa pela cabeça", afirma.

Remanescente nas quadras da geração de Márcia Fu, Ida e Ana Moser, Venturini possui nada menos que 11 títulos brasileiros, além de quatro paulistas e um bronze olímpico, conquistado em Atlanta-96. Apesar da coleção de troféus, ela garante que nenhum fato a marcou em mais de 20 anos de carreira. "Todas as conquistas são especiais, pois cada uma teve um significado na minha vida. Tive mais momentos alegres que tristes", garante.

Venturini também afirma que não teve momentos de decepção no esporte. "Fiquei triste em perder a semifinal de Atlanta e a Olimpíada de Atenas. Foram momentos de frustração, mas não de decepção", analisa a jogadora, que só começou no vôlei por recomendações médicas, dado um problema na sua coluna.

Prestes a se despedir, a levantadora titular do Rexona acredita que sua posição passará a ser muito disputada. "Essas meninas que estão aí vão ser muito testadas. Elas ainda vão ganhar e perder muito", comenta. Questionada se existe a possibilidade de não parar de jogar ao final da temporada 2005, Venturini foi enfática. "Com certeza esta é a minha última Superliga. Se o Rexona não conquistar o título, vou ficar com 11 títulos brasileiros mesmo", encerra.

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