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Osasco e Rexona dividem favoritismo
entre as mulheres
De um lado o Finasa/Osasco, atual tricampeão da Superliga e heptacampeão paulista, que conta com estrelas do porte de Bia, Valeskinha, Arlene, Mari e Paula Pequeno, além das selecionáveis Carol Albuquerque e Carol Gattaz. Do outro, o tricampeão carioca e atual vice-campeão nacional Rexona/Ades, de Fernanda Venturini e Bernardinho, que comanda nada menos que cinco jogadoras chamadas por José Roberto Guimarães na última convocação da seleção brasileira feminina: Fabiana, Fabi, Sassá, Jaqueline e Renatinha. É assim, com essa divisão de favoritismo que se inicia a disputa da edição 2005/2006 da Superliga feminina de vôlei.
"Acredito que o Osasco e Rexona vão polarizar a competição, com um ligeiro favoritismo para as cariocas", acredita o experiente técnico Sérgio Negrão, que após quatro anos sem dirigir uma equipe, assume o comando do Flamengo/Governo do Estado do Rio de Janeiro na Superliga. "Isso porque o Rexona se reforçou para esta temporada e o Osasco vai perder a Paula Pequeno", emenda.
| Foto: Rosana Naggar/ZDL/Divulgação |
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| Paula deixa Osasco para ser mãe |
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A provável saída da ponteira Paula
Pequeno, que está grávida de cerca de três meses, no meio
da disputa da Superliga é apontada como grande revés da equipe
paulista. "Vamos trabalhar muito em busca do inédito tetra,
mas temos um desafio enorme pela frente, já que não teremos
duas ponteiras importantes da temporada passada", admite o
técnico Paulo Cocco, que também perdeu a experiente Érika,
jogadora com pontuação sete (máxima) na Confederação Brasileira
de Vôlei, para o Oi/Macaé.
"Vai ser difícil. Vamos pensar por etapas: primeiro em vencer a turno inicial, depois o returno, passar pelos playoffs e só aí pensar em título", dá a receita a meio-de-rede Valeskinha. Para dificultar a situação da equipe, a atacante Mari acaba de ser liberada para jogar após cerca de seis meses parada por conta de uma cirurgia no ombro direito e deve demorar um pouco para alcançar seu melhor nível técnico.
Por outro lado, os números insistem em jogar contra a cautela
do Osasco: disputando a maior parte do Campeonato Paulista
com reservas, o time conquistou o título de forma invicta,
perdendo apenas quatro sets em 18 partidas. Ponto positivo
para a equipe, que assiste uma saudável disputa pela posição
de titular. "Agora a gente (as jogadoras que estavam fora)
tem que mostrar nosso voleibol. Aqui são 12 titulares", prevê
Valeskinha, que ficou de fora por conta dos compromissos com
a seleção brasileira.
Ainda com a disputa da última Superliga engasgada na garganta, o Rexona/Ades tem a responsabilidade de abrir a competição, no dia 9 de dezembro contra o ASBS/Suzano, em casa. "A Superliga é o campeonato mais importante da temporada e temos que fazer uma estréia boa para ganharmos confiança", acredita a líbero Fabi, um dos reforços da equipe para esta temporada, mostrando que o discurso moderado também se aplica ao time do Rio. "Não há um favorito. Quase todas as equipes têm condições de chegar na final. O Minas, por exemplo, está vindo com uma galera nova", analisa a meio-de-rede Fabiana.
O técnico Bernardinho também prefere não falar em favoritismo, apesar das contratações de Fabi, Marina, Thaísa, Luana e Renatinha e da conquista com Campeonato Carioca com uma incontestável vitória sobre o Oi/Macaé na decisão. "Agora vamos tentar criar um novo time já que até agora as 15 jogadoras não ficaram nem um mês treinando juntas. Só o tempo vai dizer se este grupo é melhor que o do ano passado, mas todas têm potencial, as centrais são altas e as ponteiras são técnicas", analisa o treinador. Fabiana concorda: "Temos que treinar com todo o grupo, que é muito bom, alegre e tranqüilo".
Correndo por fora, aparece a equipe do Oi/Macaé. Último colocado no ano passado, o time não quer repetir a pífia campanha nesta temporada, onde contará com um patrocínio forte, que pode bancar jogadoras do porte de Elisângela (bronze nas Olimpíadas de Sidney) e Érika. "As expectativas para a disputa da Superliga são as melhores possíveis", garante Érika, que vai ser uma espécie de líder do novo time. "Até por serem os maiores investimentos, o Rexona e o Osasco têm a obrigação de vencer, mas eu quero meu sétimo título na Superliga. Se elas bobearem, a gente leva o título", completa.
Mesma função de líder vai exercer Karin Rodrigues no São Caetano."Não dá para negar que as novatas ainda sentem um pouco quando vêem a camisa do Osasco do outro lado da rede. Quem sabe eu consiga me dar bem na função de passar experiência para elas", comenta a atleta, que faz um balanço de seu time para a disputa do Nacional "Vamos tentar ficar entre os quatro primeiros colocados e incomodar alguém. O São Caetano é um time jovem, que está motivado, mas Osasco, Rexona e Macaé estão um pouco acima", acredita.
Outras equipes que podem surpreender são o Brasil Telecom,
de Brasília, o Pinheiros/Blue Life e o Minas/Fiat. Comandado
por William Carvalho, o time da Capital Federal foi o único
a derrotar o Osasco nesta temporada, na final dos Jogos Abertos
do Interior. "Nosso time cresceu bastante em São Paulo. Deu
para entrosar e pegar ritmo de jogo", afirma a ponteira Fernanda
Berti, que ganhou sua primeira oportunidade na seleção brasileira
este ano. O treinador faz coro com a atleta. "Estamos trabalhando
bastante e queremos ficar entre os quatro melhores, apesar
do equilíbrio do campeonato. Já fiz 30 jogos nesta temporada,
o que deu para entrosar a equipe. Para mim, a vinda para São
Paulo foi excelente", analisa Carvalho.
"Estamos entre as equipes que vão incomodar", prevê Claudio Pinheiro, técnico do Pinheiros. "Será uma disputa equilibrada, mas Osasco, Rexona e Macaé são favoritas", emenda. O Minas, por sua vez, aposta em um elenco jovem para a disputa da Superliga. Entre suas atletas estão quatro campeãs mundiais juvenis: Ana Tiemi, Suellen, Fernanda Garay e Verônica.
Quinto colocado na última edição do Campeonato Paulista, o ASBS/Suzano deve buscar experiência para suas atletas na competição. "Estamos investindo a médio e longo prazo. Não estamos almejando as melhores colocações agora", revela o técnico Hairton Cabral, que faz uma ressalva. "Nosso grupo está abaixo dos outros, mas também não queremos ser saco de pancadas", brinca.
O Flamengo será outra equipe sem grandes aspirações nesta
Superliga. "Como o time foi montado apenas em setembro, não
pudemos ir ao mercado para contratar jogadoras", afirma o
treinador Sérgio Negrão, que sabe das limitações de seu jovem
elenco, com média de idade de 21 anos. "Queremos chegar aos
playoffs, mas se pegarmos um time forte nesta fase vai ser
difícil passar. Nossas jogadoras ainda não estão em condições
de disputar momentos decisivos", finaliza.
Confira
a tabela da Superliga feminina
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