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15/08/2006
Gazeta Press
Rússia volta e aumenta briga pelo título

Seguindo a tônica do cenário mundial nos últimos anos, não há um time considerado favorito absoluto ao título do Grand Prix, que começou na última quarta-feira. Mesmo com o domínio total da última temporada, a seleção brasileira tem que ficar atenta para não ser surpreendida e cair na competição, cujo campeão chegará com uma dose extra de motivação para o Mundial do Japão, em novembro.

Fora das competições internacionais em 2005 por conta de uma briga entre seus dirigentes e a Federação Internacional de Vôlei (FIVB), a Rússia está de volta querendo recuperar o tempo perdido com as discussões dos cartolas. Em busca do tetra no Grand Prix, as russas não vêm acumulando bons resultados: no Mountreux Volley Masters, por exemplo, nem se classificaram para a fase final. Depois, em três amistosos contra a Itália, só conseguiram vencer no tie-break. Mesmo assim, jogadoras como as opostos Gamova e Godina, além da ponta Sokolova não podem ser ignoradas.

Sempre candidatas ao título, China e Cuba se dizem muito bem preparadas para a disputa. Os Estados Unidos correm por fora, assim como o time do Japão. A Itália, por sua vez, busca o prestígio que gradativamente vem sendo perdido por sua seleção masculina. A vontade das italianas é ainda maior porque elas jogarão em casa a fase final do Grand Prix. E, lógico, não vão querer decepcionar diante de sua própria torcida.

“Acredito que nós somos um dos times mais fortes do mundo e vamos demonstrar isso nesta primeira semana, quando jogaremos na Polônia”, comentou a experiente Eleonora Lo Bianco, que parte para o seu sétimo Grand Prix. “Vamos esquecer que já estamos classificadas para a fase final”, promete a atleta. O técnico Marco Bonitta revela a estratégia. “Queremos crescer jogo a jogo”, explica.

Ao todo, 12 equipes disputam o torneio: Azerbaijão, Brasil, China, Cuba, República Dominicana, Itália, Japão, Coréia do Sul, Polônia, Rússia, Tailândia e Estados Unidos. Na primeira fase, as equipes são divididas a cada semana em três grupos de quatro times, de acordo com critérios como ranking mundial e histórico na competição. Enquanto estiverem em uma mesma chave, todos os times se enfrentam. A classificação, porém, será geral, sendo os cinco primeiros colocados, além da Itália (sede da fase final), classificados para a etapa seguinte.

Na fase final, as seis equipes serão dividas em dois grupos de três, com os dois melhores garantindo vaga na final:

Grupo A:
Itália (país sede), terceiro do ranking após a fase preliminar, quarto do ranking após a fase preliminar

Grupo B: primeiro do ranking após a fase preliminar, segundo do ranking após a fase preliminar, quinto do ranking após a fase preliminar.

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