Rússia volta
e aumenta briga pelo título
Seguindo a tônica do cenário mundial nos últimos anos,
não há um time considerado favorito absoluto ao título
do Grand Prix, que começou na última quarta-feira.
Mesmo com o domínio total da última temporada, a seleção
brasileira tem que ficar atenta para não ser surpreendida
e cair na competição, cujo campeão chegará com uma dose
extra de motivação para o Mundial do Japão, em novembro.
Fora das competições internacionais em 2005 por conta
de uma briga entre seus dirigentes e a Federação Internacional
de Vôlei (FIVB), a Rússia está de volta querendo recuperar
o tempo perdido com as discussões dos cartolas. Em busca
do tetra no Grand Prix, as russas não vêm acumulando
bons resultados: no Mountreux Volley Masters, por exemplo,
nem se classificaram para a fase final. Depois, em três
amistosos contra a Itália, só conseguiram vencer no
tie-break. Mesmo assim, jogadoras como as opostos Gamova
e Godina, além da ponta Sokolova não podem ser ignoradas.
Sempre candidatas ao título, China e Cuba se dizem
muito bem preparadas para a disputa. Os Estados Unidos
correm por fora, assim como o time do Japão. A Itália,
por sua vez, busca o prestígio que gradativamente vem
sendo perdido por sua seleção masculina. A vontade das
italianas é ainda maior porque elas jogarão em casa
a fase final do Grand Prix. E, lógico, não vão querer
decepcionar diante de sua própria torcida.
“Acredito que nós somos um dos times mais fortes do
mundo e vamos demonstrar isso nesta primeira semana,
quando jogaremos na Polônia”, comentou a experiente
Eleonora Lo Bianco, que parte para o seu sétimo Grand
Prix. “Vamos esquecer que já estamos classificadas para
a fase final”, promete a atleta. O técnico Marco Bonitta
revela a estratégia. “Queremos crescer jogo a jogo”,
explica.
Ao todo, 12 equipes disputam o torneio: Azerbaijão,
Brasil, China, Cuba, República Dominicana, Itália, Japão,
Coréia do Sul, Polônia, Rússia, Tailândia e Estados
Unidos. Na primeira fase, as equipes são divididas a
cada semana em três grupos de quatro times, de acordo
com critérios como ranking mundial e histórico na competição.
Enquanto estiverem em uma mesma chave, todos os times
se enfrentam. A classificação, porém, será geral, sendo
os cinco primeiros colocados, além da Itália (sede da
fase final), classificados para a etapa seguinte.
Na fase final, as seis equipes serão dividas em dois
grupos de três, com os dois melhores garantindo vaga
na final:
Grupo A: Itália (país sede), terceiro do ranking
após a fase preliminar, quarto do ranking após a fase
preliminar
Grupo B: primeiro do ranking após a
fase preliminar, segundo do ranking após a fase preliminar,
quinto do ranking após a fase preliminar.
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