Voltar para a home Quarta, 08 de Outubro de 2008 Home Fale conosco. Receba o boletim   Ir para a Gazeta Press
 
24/05/2007
Montagem sobre fotos Gazeta Press

Carolina Canossa, especial para a GE.Net

O torcedor mais desatento que for acompanhar os primeiros jogos da seleção brasileira de vôlei na Liga Mundial pode tomar um susto. Ao invés de nomes como Ricardinho, Giba, Gustavo, Dante, André Nascimento e Escadinha, ele vai se deparar com Bruninho, Roberto Minuzzi, Éder, Thiago, Samuel e Alan. O estranhamento pode ser maior ainda com a presença de Nalbert, que não atua com a camisa amarela desde a medalha de ouro nas Olimpíadas de 2004.
Foto: Divulgação/CBV
Em busca de espaço na seleção, Nalbert se junta a novatos para disputa da Liga

Exceto pelo campeão olímpico, que ganha a chance de conquistar o ouro no Pan-americano em casa, Bernardinho apresenta ao grande público os atletas que devem substituir a atual e vitoriosa geração após as Olimpíadas de Pequim. O Brasil está no grupo A ao lado de Coréia do Sul, Finlândia e Canadá e faz sua estréia neste sábado contra os orientais na cidade de Cheonan, às 2 horas da madrugada (horário de Brasília).

Os fãs assíduos de vôlei já conhecem tais jogadores dos campeonatos de clubes e da seleção de novos, projeto de Bernardinho criado no ano passado para dar mais experiência aos novatos. Até agora, no entanto, tais atletas não tinham ganhado uma chance tão grande de aparecer quanto agora. Por conta da disputa dos Jogos Pan-americanos, único torneio que Bernardinho não conseguiu levar o Brasil à decisão desde que assumiu o comando da equipe, em 2001, e da cansativa temporada européia de clubes, Bernardinho optou por preservar os principais nomes da seleção nacional neste início de Liga Mundial.

“Usaremos muito os jovens jogadores nesta competição devido ao desgaste do grupo mais experiente”, justificou o treinador. Alguns jogadores que já participam da seleção há mais tempo, porém, estão no grupo para auxiliar os mais novos, caso do levantador Marcelinho, do ponteiro Murilo, do oposto Anderson e do central Rodrigão, capitão do time enquanto Ricardinho não volta. Os jogadores que formam a base da equipe titular devem voltar aos poucos durante as partidas que serão realizadas no Brasil e na fase final da Liga.

Foto: Divulgação/CBV
Filho do "chefe", Bruno valoriza processo de renovação encabeçado pelo pai

Confiante de que está tomando a decisão certa, Bernardinho se justifica usando exemplos. “Quando eu jogava, todos queriam ver o William. Lembro também que estávamos jogando em Brasília, perdendo por 2 sets a 0 e a torcida pedia o Mauricio. Mantive o Ricardinho. Vencemos por 3 sets a 2. É isso”, argumenta o treinador, que, por outro lado não nega a grande pressão aos quais os jovens atletas estarão submetidos.

“Não será fácil. A garotada sofrerá uma forte pressão. Se não conseguirmos os resultados imediatamente, todos pedirão os grandes nomes”, analisa o técnico, apreensivo devido ao fato de ter contado com apenas cerca de três semanas como preparação para a competição.

“A manutenção dos bons resultados depende da nossa atenção aos detalhes. Além disso, a presença de jovens valores dentro de um grupo vitorioso ajuda também pelo entusiasmo. Com isso, eles já vão se preparando para herdar a situação que esse grupo criou. É muito difícil herdar seis anos de vitória. Eles sofrerão uma pressão internacional muito grande. Se pegassem uma situação adversa, seria mais fácil. Entrar como franco favorito é mais difícil”, complementa, se referindo ao fato de os brasileiros terem levado nada menos que as últimas cinco edições da Liga Mundial.

A despeito da responsabilidade, os atletas que iniciam a competição estão empolgados. É o caso do filho de Bernardinho e levantador Bruno, eleito o melhor em sua posição nas duas últimas Superligas masculinas. “Somos, atualmente, o melhor voleibol do mundo. A renovação que está sendo realizada já tem dado bastante certo. Novos nomes foram mesclados com jogadores experientes e isso tem tudo para ser um sucesso. A união é o segredo”, acredita o jogador.

Parente também de outra estrela do time, o ponteiro Murilo – que é irmão do central Gustavo –, tem opinião semelhante. “A união da seleção brasileira acaba fazendo a diferença porque chegamos no final das competições focados em um só objetivo”, explica. Destaque nas categorias de base e atleta da Unisul, Thiago Alves, por sua vez, comemora a chance no time adulto. “É um prêmio, um privilégio estar na seleção adulta. Nos treinamentos, me dediquei ao máximo e tentei seguir os exemplos dos que estavam ao meu lado. Espero corresponder sempre que for solicitado”, afirma.

E antes que ocorra qualquer menção de rivalidade entre as duas equipes nacionais, os jogadores mais experientes fazem questão de demonstrar apoio aos colegas. “Esse grupo que jogará as primeiras partidas é novo, mas experiente. Alguns atletas já vêm participando da seleção há algum tempo e sabem da importância de estar na quadra representando o Brasil. Eles estão preparados para isso e nos representarão muito bem”, afirma André Heller. O líbero Escadinha completa. “O nível internacional é alto, mas a molecada irá suportar isso bem. Nos classificaremos para a fase final. Temos tempo para que os resultados desse grupo apareçam e eles aparecerão”, encerra, confiante.

anuncie seu carro
Gazeta Esportiva.Net © Todos os direitos reservados à Gazeta Esportiva.Net