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24/05/2007
Montagem sobre fotos Gazeta Press

Bulgária, França e Polônia tentam manter ascensão

O ano de 2006 foi marcado pela ascensão de seleções consideradas pouco tradicionais no voleibol masculino. Em vez de Cuba, Itália e Rússia, as atenções ficaram todas voltadas para times como Bulgária, França e Polônia, que deram muito trabalho a ponto de ameaçar a supremacia verde-amarela na modalidade. Agora, é hora de ver se as boas performances vão se consolidar.
Foto: Divulgação/FIVB
Ao lado de Polônia e Bulgária, França apareceu como nova força do vôlei na última Liga Mundial

Sob o comando do gigante Matey Kaziysky, de 2,02m e 93kg, a Bulgária impôs a única derrota sofrida pelo Brasil na última Liga Mundial, um 3 a 0 na estréia da fase final que fez o sinal de alerta acender no time de Bernardinho. Empolgado, o time eliminou a Itália e só parou na semifinal, justamente diante da França.

E quem pensava que a zebra da Liga estava fora da briga pelo ouro se enganou. Os franceses entraram com tudo na decisão e por muito pouco não tiraram a taça dos brasileiros. Após abrir 2 sets a 0, os europeus permitiram a virada e acabaram derrotados em um dramático tie-break que terminou em 15/13. "Enfrentamos uma França que vinha jogando um excelente voleibol. Conseguimos vencer principalmente por causa da nossa experiência neste tipo de partida", admitiu Bernardinho.

Os sustos não pararam por aí. No Campeonato Mundial do Japão, novamente a França aprontou para cima do time nacional e venceu os brasileiros na fase de classificação. Mas, de novo, o time de Bernardinho mostrou poder de recuperação e chegou à grande final, onde encontrou o único time até então invicto: a Polônia. Mas desta vez, nenhum problema: um passeio por 3 sets a 0 fez com que a decisão de um Mundial mais lembrasse um amistoso de preparação.

"A Polônia também fez um excelente campeonato, mas mostramos que estávamos famintos para repetir o que fizemos em 2002", justificou Bernardinho na época, atento para o crescimento rival. "A Polônia há muitos anos vem conquistando muita coisa com seleções de base", admite o treinador.

Entre as seleções consideradas tradicionais, a Itália vem com tudo para apagar o péssimo desempenho em 2006, quando ficou bem longe do que era esperado e sequer chegou à semifinal do Mundial. Mesmo caso de Cuba, que há anos não faz uma temporada digna de sua tradição. Sempre perigosa, a Rússia também está com sede de vitória. "Os adversários nos colocam como favoritos, independente do time que está na quadra. Temos que ter os pés no chão para trabalhar com isso", define o oposto André Nascimento.

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