| Bulgária,
França e Polônia tentam manter ascensão
O ano de 2006 foi marcado pela ascensão de seleções
consideradas pouco tradicionais no voleibol masculino. Em
vez de Cuba, Itália e Rússia, as atenções
ficaram todas voltadas para times como Bulgária, França
e Polônia, que deram muito trabalho a ponto de ameaçar
a supremacia verde-amarela na modalidade. Agora, é
hora de ver se as boas performances vão se consolidar.
| Foto: Divulgação/FIVB |
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| Ao lado de Polônia e Bulgária, França
apareceu como nova força do vôlei na última
Liga Mundial |
Sob o comando do gigante Matey Kaziysky, de 2,02m e 93kg,
a Bulgária impôs a única derrota sofrida
pelo Brasil na última Liga Mundial, um 3 a 0 na estréia
da fase final que fez o sinal de alerta acender no time de
Bernardinho. Empolgado, o time eliminou a Itália e
só parou na semifinal, justamente diante da França.
E quem pensava que a zebra da Liga estava fora da briga pelo
ouro se enganou. Os franceses entraram com tudo na decisão
e por muito pouco não tiraram a taça dos brasileiros.
Após abrir 2 sets a 0, os europeus permitiram a virada
e acabaram derrotados em um dramático tie-break que
terminou em 15/13. "Enfrentamos uma França que
vinha jogando um excelente voleibol. Conseguimos vencer principalmente
por causa da nossa experiência neste tipo de partida",
admitiu Bernardinho.
Os sustos não pararam por aí. No Campeonato
Mundial do Japão, novamente a França aprontou
para cima do time nacional e venceu os brasileiros na fase
de classificação. Mas, de novo, o time de Bernardinho
mostrou poder de recuperação e chegou à
grande final, onde encontrou o único time até
então invicto: a Polônia. Mas desta vez, nenhum
problema: um passeio por 3 sets a 0 fez com que a decisão
de um Mundial mais lembrasse um amistoso de preparação.
"A Polônia também fez um excelente campeonato,
mas mostramos que estávamos famintos para repetir o
que fizemos em 2002", justificou Bernardinho na época,
atento para o crescimento rival. "A Polônia há
muitos anos vem conquistando muita coisa com seleções
de base", admite o treinador.
Entre as seleções consideradas tradicionais,
a Itália vem com tudo para apagar o péssimo
desempenho em 2006, quando ficou bem longe do que era esperado
e sequer chegou à semifinal do Mundial. Mesmo caso
de Cuba, que há anos não faz uma temporada digna
de sua tradição. Sempre perigosa, a Rússia
também está com sede de vitória. "Os
adversários nos colocam como favoritos, independente
do time que está na quadra. Temos que ter os pés
no chão para trabalhar com isso", define o oposto
André Nascimento.
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