| Jaque, Natália
e quatro centrais: as armas de Zé Roberto
Se o desempenho do Brasil na Copa do Mundo feminina de vôlei
ainda é uma incógnita, pelo menos fora das quadras as coisas
parecem estar dando certo para o técnico José Roberto Guimarães.
Depois de perder Jaqueline por doping (involuntário, de acordo
com a jogadora) às vésperas dos Jogos Pan-americanos, o treinador
passou por um susto, mas vai poder contar com a atleta na
disputa por uma vaga olímpica.
| Foto: Divulgação |
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| Liberada de doping após pena de três meses, Jaqueline é uma das apostas de Zé Roberto na Copa do Mundo |
Suspensa preventivamente após o resultado positivo, Jaque
passou 90 dias afastada das quadras. Julgada em seguida na
Itália, a atacante pegou nove meses de gancho, mas recorreu
da decisão e teve a pena reduzida para três meses. Como já
tinha cumprido o prazo, pôde ser convocada por Zé Roberto.
No último dia 20, ela se integrou ao time, que estava treinando
na Itália, e acabou “tirando” a novata Joycinha na disputa
da Copa do Mundo.
Sem querer, o problema de Jaqueline acabou culminando em
uma mudança na forma de a comissão técnica convocar a equipe.
Sem saber se poderia contar com ela no Sul-americano, o treinador
aproveitou a oportunidade para chamar uma quarta central,
ao invés de outra ponteira. A experiência no torneio continental
foi satisfatória e o técnico optou por chamar as centrais
Walewska, Fabiana, Carol Gattaz e Thaisa para a Copa do Mundo.
Como Jaqueline foi liberada, ele manteve o esquema com quatro
ponteiras e deixou o time com apenas uma oposta, Sheilla,
uma vez que Natália pode atuar tanto nesta posição como oposta.
Melhor jogadora do Mundial Juvenil deste ano, a paranaense
Natália, de 18 anos, é a grande aposta do técnico neste final
de ciclo olímpico. Dona de uma cortada forte e grande impulsão
ela é comparada por muitos a Ana Moser. “Vi pouco a Natália
jogar. Fazem muitas comparações comigo, porque ela pega bola
alta e no fundo da quadra, meio o meu estilo mesmo. Acredito
que ela pegue uma bola mais ou menos meio palmo acima das
outras ponteiras. É uma jogadora que tem futuro”, define a
ex-jogadora.
Jogadora do Finasa/Osasco, Natália vê as comparações com
cuidado. “Acho isso até legal, pois falta muito ainda para
eu chegar aonde ela chegou. A Ana Moser foi uma jogadora maravilhosa,
mas que eu não pude ver jogar porque era muito nova. Todo
mundo sabe quem ela foi e essa comparação é uma honra”, afirma
a novata. A Copa do Mundo é ainda a grande chance para Thaisa
e a levantadora Fabíola se garantirem na equipe, que passou
por vários testes nos últimos meses, com as saídas de nomes
experientes como Carol Albuquerque, Mari, Valeskinha e Renatinha.
“O Zé está há três anos tentando montar um grupo e teve
diversos problemas neste caminho. O feminino, por exemplo,
ainda não tem um grupo formado e a comissão técnica está com
dificuldade de acertar um time padrão”, alerta Ana Moser.
Dependendo do resultado da Copa do Mundo, até mesmo estas
dúvidas podem ser sanadas. |