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01/11/2007
Montagem sobre foto Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Jaque, Natália e quatro centrais: as armas de Zé Roberto

Se o desempenho do Brasil na Copa do Mundo feminina de vôlei ainda é uma incógnita, pelo menos fora das quadras as coisas parecem estar dando certo para o técnico José Roberto Guimarães. Depois de perder Jaqueline por doping (involuntário, de acordo com a jogadora) às vésperas dos Jogos Pan-americanos, o treinador passou por um susto, mas vai poder contar com a atleta na disputa por uma vaga olímpica.

Foto: Divulgação
Liberada de doping após pena de três meses, Jaqueline é uma das apostas de Zé Roberto na Copa do Mundo
Suspensa preventivamente após o resultado positivo, Jaque passou 90 dias afastada das quadras. Julgada em seguida na Itália, a atacante pegou nove meses de gancho, mas recorreu da decisão e teve a pena reduzida para três meses. Como já tinha cumprido o prazo, pôde ser convocada por Zé Roberto. No último dia 20, ela se integrou ao time, que estava treinando na Itália, e acabou “tirando” a novata Joycinha na disputa da Copa do Mundo.

Sem querer, o problema de Jaqueline acabou culminando em uma mudança na forma de a comissão técnica convocar a equipe. Sem saber se poderia contar com ela no Sul-americano, o treinador aproveitou a oportunidade para chamar uma quarta central, ao invés de outra ponteira. A experiência no torneio continental foi satisfatória e o técnico optou por chamar as centrais Walewska, Fabiana, Carol Gattaz e Thaisa para a Copa do Mundo. Como Jaqueline foi liberada, ele manteve o esquema com quatro ponteiras e deixou o time com apenas uma oposta, Sheilla, uma vez que Natália pode atuar tanto nesta posição como oposta.

Melhor jogadora do Mundial Juvenil deste ano, a paranaense Natália, de 18 anos, é a grande aposta do técnico neste final de ciclo olímpico. Dona de uma cortada forte e grande impulsão ela é comparada por muitos a Ana Moser. “Vi pouco a Natália jogar. Fazem muitas comparações comigo, porque ela pega bola alta e no fundo da quadra, meio o meu estilo mesmo. Acredito que ela pegue uma bola mais ou menos meio palmo acima das outras ponteiras. É uma jogadora que tem futuro”, define a ex-jogadora.

Jogadora do Finasa/Osasco, Natália vê as comparações com cuidado. “Acho isso até legal, pois falta muito ainda para eu chegar aonde ela chegou. A Ana Moser foi uma jogadora maravilhosa, mas que eu não pude ver jogar porque era muito nova. Todo mundo sabe quem ela foi e essa comparação é uma honra”, afirma a novata. A Copa do Mundo é ainda a grande chance para Thaisa e a levantadora Fabíola se garantirem na equipe, que passou por vários testes nos últimos meses, com as saídas de nomes experientes como Carol Albuquerque, Mari, Valeskinha e Renatinha.

“O Zé está há três anos tentando montar um grupo e teve diversos problemas neste caminho. O feminino, por exemplo, ainda não tem um grupo formado e a comissão técnica está com dificuldade de acertar um time padrão”, alerta Ana Moser. Dependendo do resultado da Copa do Mundo, até mesmo estas dúvidas podem ser sanadas.

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