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Foto: Djalma Vassão/Gazeta
Press |
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| Nalbert está de volta à seleção brasileira |
Com medo de lesões,
Brasil vai estudar a Sérvia na estréia
A possibilidade de uma contusão que ameace sua participação
nas Olimpíadas é um fantasma constante que ronda a cabeça dos
jogadores da seleção brasileira masculina de vôlei. Um simples
lance acidental pode deixar um jogador fora do ápice de todo
um trabalho de quatro anos. Foi o que quase ocorreu com Nalbert
em Atenas-2004. Na ocasião, uma cirurgia ombro esquerdo, por
conta de uma lesão sofrida em uma partida do campeonato italiano,
no mês de março, por pouco não o afastou da disputa. E, mesmo
convocado, o carioca pouco atuou na Grécia. O drama voltou a
ser sentido este ano. Ironicamente no mesmo mês e time (o Macerata)
no qual Nalbert se machucara quatro anos antes, o central Rodrigão
rompeu o ligamento cruzado do joelho esquerdo. Submetido a uma
operação, ele se recupera e luta contra o tempo para voltar
às quadras, em condições de estar em Pequim. Já nesta quinta,
durante o primeiro treino da seleção em São Paulo, Giba pisou
na bola e torceu o tornozelo esquerdo, perdendo os dois primeiros
jogos do time na Liga Mundial.
Os atletas da equipe nacional não negam que o risco de contusão
será uma preocupação constante durante a competição. “Uma
jogada mais séria nessa hora pode tirar alguém das Olimpíadas
e ninguém quer isso”, admite o ponteiro Dante. Resignado,
André Heller acredita que não há muito o que fazer para evitar
este tipo de acidente.
“Não dá nem para tentar contar com sorte ou azar, pois são
coisas que acontecem no nosso esporte. Não podemos treinar
ou trabalhar tentando prevenir, pois coisas como pisar na
bola ou quebrar o dedo acontecem. Somos atletas profissionais
e isso faz parte do nosso cotidiano”, avalia o jogador. “O
que a gente pode fazer é, dentro da preparação física, tentar
estar o melhor possível fisicamente. Nós temos estado sempre
muito bem fisicamente ao longo destes oito anos. É se cuidar
o máximo possível fora da quadra. Descanso também é muito
importante, assim como manter uma vida saudável...”, destaca.
De volta à seleção depois de um ano no qual operou o ombro
direito e passou por um estiramento na coxa direita, Nalbert
está otimista e acha que o grupo chegará fisicamente muito
bem em Pequim. “Todo mundo já tem uma certa experiência e
sabe como se cuidar, seja individualmente, seja pelo trabalho
da comissão técnica. Espero que não haja lesões por acidentes,
mas qualquer tipo de contusão muscular por desgaste não vai
acontecer. Todo mundo vai estar bem em Pequim”, acredita.
Sérvia na estréia agrada - O adversário do Brasil
neste sábado tem mais um motivo para receber atenção especial.
A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) confirmou esta semana
que brasileiros e sérvios se encontrarão na fase de grupos
das Olimpíadas de Pequim. A coincidência agradou os representantes
nacionais.
“É ótimo que a Sérvia venha com o time titular, pois eles
têm jogadores bem mais novos, mas o levantador, o Nikola Grbic
ganhou as Olimpíadas em 2000 e é o grande líder deste time.
Será uma forma de a gente ver como estamos”, avalia o central
Gustavo. “Por outro lado, eles também verão a gente. Acho
que o fato de estarmos no mesmo grupo em Pequim poderá mudar
um pouco esta partida, já que as duas equipes buscarão estudar
a maneira de jogar do adversário”, explica.
Assistente de Bernardinho, Ricardo Tabach também está satisfeito.
“É bom estrear com um adversário forte, porque estamos encarando
essa primeira fase como uma preparação para as finais da Liga
Mundial, quando vamos estar mais próximos das Olimpíadas”,
lembra o auxiliar. “A Sérvia é uma equipe de jogadores habilidoso,
fortes, que jogam com velocidade e que, apesar de não termos
perdido para eles desde que o Bernardinho assumiu o time,
sempre complicam os jogos”, observou. |