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13/06/2008
Montagem sobre foto Divulgação

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press
Nalbert está de volta à seleção brasileira
Com medo de lesões, Brasil vai estudar a Sérvia na estréia

A possibilidade de uma contusão que ameace sua participação nas Olimpíadas é um fantasma constante que ronda a cabeça dos jogadores da seleção brasileira masculina de vôlei. Um simples lance acidental pode deixar um jogador fora do ápice de todo um trabalho de quatro anos. Foi o que quase ocorreu com Nalbert em Atenas-2004. Na ocasião, uma cirurgia ombro esquerdo, por conta de uma lesão sofrida em uma partida do campeonato italiano, no mês de março, por pouco não o afastou da disputa. E, mesmo convocado, o carioca pouco atuou na Grécia. O drama voltou a ser sentido este ano. Ironicamente no mesmo mês e time (o Macerata) no qual Nalbert se machucara quatro anos antes, o central Rodrigão rompeu o ligamento cruzado do joelho esquerdo. Submetido a uma operação, ele se recupera e luta contra o tempo para voltar às quadras, em condições de estar em Pequim. Já nesta quinta, durante o primeiro treino da seleção em São Paulo, Giba pisou na bola e torceu o tornozelo esquerdo, perdendo os dois primeiros jogos do time na Liga Mundial.

Os atletas da equipe nacional não negam que o risco de contusão será uma preocupação constante durante a competição. “Uma jogada mais séria nessa hora pode tirar alguém das Olimpíadas e ninguém quer isso”, admite o ponteiro Dante. Resignado, André Heller acredita que não há muito o que fazer para evitar este tipo de acidente.

“Não dá nem para tentar contar com sorte ou azar, pois são coisas que acontecem no nosso esporte. Não podemos treinar ou trabalhar tentando prevenir, pois coisas como pisar na bola ou quebrar o dedo acontecem. Somos atletas profissionais e isso faz parte do nosso cotidiano”, avalia o jogador. “O que a gente pode fazer é, dentro da preparação física, tentar estar o melhor possível fisicamente. Nós temos estado sempre muito bem fisicamente ao longo destes oito anos. É se cuidar o máximo possível fora da quadra. Descanso também é muito importante, assim como manter uma vida saudável...”, destaca.

De volta à seleção depois de um ano no qual operou o ombro direito e passou por um estiramento na coxa direita, Nalbert está otimista e acha que o grupo chegará fisicamente muito bem em Pequim. “Todo mundo já tem uma certa experiência e sabe como se cuidar, seja individualmente, seja pelo trabalho da comissão técnica. Espero que não haja lesões por acidentes, mas qualquer tipo de contusão muscular por desgaste não vai acontecer. Todo mundo vai estar bem em Pequim”, acredita.

Sérvia na estréia agrada - O adversário do Brasil neste sábado tem mais um motivo para receber atenção especial. A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) confirmou esta semana que brasileiros e sérvios se encontrarão na fase de grupos das Olimpíadas de Pequim. A coincidência agradou os representantes nacionais.

“É ótimo que a Sérvia venha com o time titular, pois eles têm jogadores bem mais novos, mas o levantador, o Nikola Grbic ganhou as Olimpíadas em 2000 e é o grande líder deste time. Será uma forma de a gente ver como estamos”, avalia o central Gustavo. “Por outro lado, eles também verão a gente. Acho que o fato de estarmos no mesmo grupo em Pequim poderá mudar um pouco esta partida, já que as duas equipes buscarão estudar a maneira de jogar do adversário”, explica.

Assistente de Bernardinho, Ricardo Tabach também está satisfeito. “É bom estrear com um adversário forte, porque estamos encarando essa primeira fase como uma preparação para as finais da Liga Mundial, quando vamos estar mais próximos das Olimpíadas”, lembra o auxiliar. “A Sérvia é uma equipe de jogadores habilidoso, fortes, que jogam com velocidade e que, apesar de não termos perdido para eles desde que o Bernardinho assumiu o time, sempre complicam os jogos”, observou.

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