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| Charme -
O complexo de Roland Garros passou por dezenas de mudanças
em sua história. |
Em setembro de 1927, os "Quatro Mosqueteiros" do tênis francês
tiraram a Copa Davis das mãos norte-americanas. Para defender o
título no ano seguinte, os franceses teriam de construir uma quadra
para abrigar a fanática torcida, que transformou René Lacoste, Henri
Cochet, Jean Borotra e Jacques Brugnon em heróis nacionais. Apesar
de realizar o seu Campeonato Internacional desde 1925, Paris não
tinha um complexo à altura. O prazo era de apenas nove meses para
erguer o estádio. A Prefeitura de Paris cedeu um terreno de três
hectares, pelo prazo de 99 anos, na periferia da cidade.
Menos de um ano depois, surgia o complexo de Roland Garros, nome
de um aviador, herói da Primeira Guerra Mundial, imposto pelas autoridades.
A inauguração oficial foi em maio de 1928, num amistoso entre França
e Grã-Bretanha. Pouco depois, a França manteve a coroa da Davis
numa festa inesquecível, que resultaria em cinco conquistas consecutivas
até 1932. O Internacional também mudou-se para lá e nunca mais saiu.
Em 1968, com o surgimento da era profissional, passaria a ser chamado
de Aberto da França. Ano após ano, o prestígio de Roland Garros
cresceu, assim como o público. Já no final de década de 60, era
evidente a necessidade de ampliações, mas a falta de recursos financeiros
limitou as reformas feitas em 68.
O crescimento do profissionalismo no tênis trouxe inovações constantes
ao complexo. Em 79, surgiu o já famoso "Village", uma mega-estande
de 2 mil metros quadrados, onde os 17 patrocinadores oficiais do
torneio expõem seus produtos e recebem visitantes ilustres e clientes.
Em 80, surgiu a quadra 1, uma arena a apenas 50 metros da quadra
central, onde novos 4.500 assentos foram somados ao complexo. Quatro
anos depois, a injeção de dinheiro foi maior e foram construídas
nove quadras externas, que desocuparam um antigo campo de rúgbi.
Surgiu também a famosa "praça dos Mosqueteiros", bem no centro do
complexo, onde foram erguidas as estátuas de Borotra e Lacoste,
em 89. No ano seguinte, vieram as de Cochet e Brugnon.
A entrada de grandes e fiéis patrocinadores permitiu a construção
da quadra Suzanne Lenglen, em 94, para 10.068 pessoas, o que levou
o torneio a alcançar a marca recorde dos 390 mil espectadores em
99. Por fim, a última etapa das reformas acontece neste ano 2000,
com a reinauguração da quadra central. Foram demolidos alguns terraços
para dar melhor arquitetura ao edifício, que agora conta com bloco
de dois andares e estúdio de TV.
O Nacional da França surgiu pouco depois de Wimbledon, em 1897,
mas só permitia a participação de jogadores residentes no país.
Em 1925, abriu suas portas para os estrangeiros e mudou seu nome
para Campeonatos Internacionais da França, que permanece até hoje.
Roland Garros revelou dezenas de estrelas. Entre seus campeões estiveram
estrelas do porte de Rod Laver, Bjorn Borg, Manuel Santana, Fred
Perry e Ilie Nastase. O maior campeão de todos os tempos foi Borg,
com suas seis conquistas entre 74 e 81, quatro delas consecutivas.
No feminino, Suzanne Lenglen, Helen Wills, Maurren Connolly, Margaret
Court e Billie Jean King brilharam no saibro, mas a era moderna
reservou grandes duelos entre Chris Evert, Martina Navratilova,
Steffi Graf, Arantxa Sanchez e Monica Seles. A maior vencedora e
recordista absoluta é Chris Evert, com sete troféus de simples.
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