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O vôlei não é um esporte que atrai multidões, como é o futebol
no Brasil ou o basquete nos Estados Unidos. No entanto, trata-se
de uma modalidade que ganhou rapidamente adeptos em todo o planeta,
graças à simplicidade de suas regras.
Na atualidade, o modelo do bom voleibol é, sem dúvida alguma, a
Itália. Com uma geração espetacular, formada por atletas como Papi,
Gardini, Corsano e Rosalba, a Azzurra detém, além dos melhores quadros
em suas disputas nacionais, o melhor selecionado do mundo, ainda
que, em toda a história, jamais tenha conseguido a medalha de ouro
olímpica. O melhor desempenho dos italianos foi o segundo lugar
nos Jogos Olímpicos de Atlanta-96. Em 2000, nas Olimpíadas de Sydney,
o time parou nas semifinais diante da Iugoslávia. O resultado foi
tão surpreendente que todo o ginásio calou ao final da partida.
Uma das estrelas italianas, Marco Bracci, não esboçou reação, com
o olhar perdido em algum lugar distante. Corsano e Papi choraram
como crianças.
Já o caso brasileiro é de altos e baixos. O primeiro grande time
surgiu em 1984, numa geração que entrou para a história com a medalha
de prata nas Olimpíadas de Los Angeles. A equipe brasileira, com
atletas do nível de Bernard, Montanaro, Amaury e William, entre
outros, só perdeu para os donos da casa, os norte-americanos, na
grande decisão. Oito anos depois, foi a vez da seleção treinada
por José Roberto Guimarães impressionar o mundo e "baixar a bola"
das grandes potências. O Brasil, formado pelo excepcional sexteto
Maurício, Carlão, Marcelo Negrão, Paulão, Tande e Giovane, conquistou
o ouro nos Jogos de Barcelona-92, quando superou a Holanda na final.
O esporte entrou "na moda" no Brasil e, apesar de algum fôlego inicial,
voltou ao ostracismo, em situação quase amadora, na qual ficam relegados
todos os esportes que dependem, decisivamente, de grandes patrocinadores
para sobreviver – caso, também, do basquete.
No feminino, o Brasil teve participações similares nas Olimpíadas
de Atlanta e de Sydney, quando conquistou a terceira posição em
ambas.
Cuba, com atletas espetaculares como Regla Bell, Izquierdo e Mireya
Luís, é tricampeã olímpica (92/96/2000) e a grande referência mundial.
História recente
O vôlei apareceu em 1895, numa pequena cidade norte-americana localizada
em Massachusetts. Um professor de educação física, William Morgan,
pretendia criar um esporte "relaxante" para que, tanto estudantes
quanto executivos, o praticassem ao final de suas atividades. Morgan
adaptou a rede utilizada no tênis e tratou de arranjar uma bola
que servisse à sua idéia. Nascia, assim, o minonette – o princípio
do que viria a ser o vôlei, tal como o conhecemos hoje – onde os
jogadores eram divididos em dois times, atirando a bola por sobre
a rede.
O termo volleyball também foi adotado por Morgan – morto em dezembro
de 1942 – e sua utilização começou a se dar pelo fato de a bola
ser jogada constantemente em voleio, sobre a rede.
A primeira apresentação oficial da modalidade aconteceria em Springfield,
mesmo local onde apareceu o basquete. O vôlei se tornaria esporte
olímpico em 1964, nos Jogos de Tóquio, no Japão. Nesta primeira
edição, a antiga URSS foi a campeã, com a também extinta Tchecoslováquia
ficando em segundo.
Como se joga
A bola utilizada no vôlei tem de 65 a 67cm de circunferência, pesa
270g, de couro, com uma câmara de borracha em seu interior. Cada
equipe atua com seis jogadores e seis reservas. O jogo é dirigido
por dois juízes: o de cadeira, principal, que fica 50cm acima da
rede; e o segundo juiz, no lado oposto, junto à quadra. Os árbitros
podem ser auxiliados por dois juízes de linha, mas as decisões do
primiro e do segundo juízes prevalecem.
A quadra mede 18m de comprimeiro por 9m de largura. A zona de ataque
abrange a área entre a linha de ataque e a rede. A altura desta
no masculino é de 2,42m, enquanto no feminino é de 2,24m.
Alterações
A Federação Internacional de Vôlei apresentou uma série de mudanças
nas regras, numa convenção em Atenas, em 1994, a fim de tornar o
esporte mais dinâmico. A partir das resoluções, a bola que bater
em qualquer parte do corpo que não as mãos, inclusive nos pés, está
em jogo. A área de saque passa a ter 9m, ao contrário de 3m. Contatos
acidentais na rede deixam de ser consideradas infrações.
Em 1999, novas mudanças para deixar a modalidade mais comercial
para a TV. Entre elas, a eliminação da vantagem, com cada set disputado
em melhor-de-25 pontos diretos (ou diferença de dois, em caso de
empate por 24 a 24, exceto no último set). Aparece também o jogador
de defesa chamado "líbero", que deve usar uniforme de cor diferente
dos demais da equipe. Trata-se de um jogador autorizado a trocar
de posição com qualquer outro da defesa, sem autorização, contudo,
para completar um ataque de qualquer lugar que seja, e também não
pode sacar ou participar de um bloqueio.
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