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Os alunos da Escola Pestalozzi contam com terapias semanais, formação educacional e atendimento médico

O tratamento odontológico é oferecido às crianças do ensino fundamental, da 1ª a 4ª série
 
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Sociedade Pestalozzi
Marcia Rocha - presidente
Av. Morvan Dias de Figueiredo, 2801 - Vila Guilherme
Tel. (11) 2905-3047 / 2905-3045

Informação para deficientes intelectuais

Jacqueline Tiveron Manfrin,
especial para o Cidadania

Grande parte das famílias carentes da zona norte de São Paulo conta com a atuação da Sociedade Pestalozzi de São Paulo. Aproximadamente 500 crianças e adolescentes com deficiência intelectual, entre 0 e 22 anos, são atendidos pela Instituição Beneficente que, além do tratamento com os jovens, também oferece apoio ao adulto. Com 55 anos de existência, a organização vem promovendo oportunidades para o amplo desenvolvimento de seus assistidos. Mês a mês, novos pacientes são avaliados pelo Centro de Diagnóstico e Tratamento, para que possam ingressar na Pestalozzi e iniciar o tratamento adequado.

Os jovens contam com terapias semanais de fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional, fisioterapia, hidroterapia e pedagogia. Durante o período da manhã, os adolescentes ficam na Escola Pestalozzi e, à tarde, participam de cursos profissionalizantes, ou seja, ficam na casa das 8h às 17h. Conscientes de que, muitas vezes, as dificuldades no tratamento de uma pessoa deficiente começam na própria casa, a Instituição dá uma atenção especial para os pais das crianças. “Fazemos um trabalho primordial de acolhimento dos pais. Antes, eles escondiam seus filhos, ficavam desesperados, sem saber como funcionava e do que os filhos estariam precisando. Hoje, eles já recorrem às organizações para tirar as dúvidas”, explica Márcia Rocha, presidente da Sociedade Pestalozzi.

Os cursos de profissionalização são oferecidos aos jovens com mais de 16 anos. Caso algum deles seja chamado para trabalhar numa empresa, a instituição é responsável pelo encaminhamento. Apesar de não concluir o curso, a Pestalozzi continua prestando um serviço de consultoria, acompanhando o desenvolvimento do jovem nas funções do trabalho. “Desta forma, garantimos a permanência do deficiente intelectual, deixando-o menos vulnerável. Queremos proporcionar as condições necessárias para que ele se torne um cidadão produtivo”, esclarece a presidente. As mudanças mais significativas acontecem em relação ao comportamento social de cada indivíduo, que, de uma maneira muito rápida e nítida, começam a se socializar melhor e com mais facilidade.

Cuidado especial: da saúde à educação

As crianças atendidas têm mais de 7 anos de idade e, além do acompanhamento pedagógico, têm à disposição o tratamento odontológico, psiquiátrico, neurológico e ginecológico. O ensino vai desde a 1ª até a 4ª série do ensino fundamental, com algumas adaptações curriculares, como informática, leitura, dança, brinquedoteca, artes, expressão corporal e aulas de Educação Física. O programa de Capacitação Profissional oferece instrumentos para a colocação do deficiente intelectual no mercado de trabalho, com orientações em relação às profissões e desenvolvimento de habilidades pessoais. Muitos jovens estão trabalhando, após o encaminhamento da Sociedade Pestalozzi. Os cursos oferecidos são horticultura, jardinagem e paisagismo, panificação, reciclagem, artesanato, encadernação e rotinas de escritório.

Antes, o trabalho desenvolvido pela instituição se limitava aos 22 anos. Após este período, os assistidos eram enviados a outros centros de atendimentos, mas, devido à carência dos serviços, a Pestalozzi desenvolveu um programa de apoio ao adulto. Desde 2006, as atividades passaram a ser mantidas pelo Cadia (Centro de Apoio ao Deficiente Intelectual Adulto). Atualmente, são 500 famílias atendidas e a maior dificuldade continua sendo a arrecadação financeira. Para fazer o pagamento dos 70 profissionais contratados pela Sociedade Pestalozzi, a despesa salarial é de R$ 100 mil por mês. Os convênios e parcerias mantêm aproximadamente 50% dos gastos da Instituição. A outra metade é arrecadada com doações e realização de eventos.

  EDIÇÃO DE ABRIL 2008

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