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São quase dez anos do Pensamento Positivo e hoje, o objetivo é aumentar a quantidade de voluntários
 
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Pensamento Positivo
Eva Strum – coordenadora do projeto
São Vicente de Paula, 95 – cj. 82
CEP. 01229-010 – Santa Cecília – São Paulo (SP). Tel. 3667-7685
e-mail: evastrum@ig.com.br

Rir continua sendo o melhor remédio

Jacqueline Tiveron Manfrin,
especial para o Cidadania

O objetivo da ONG Projeto Pensamento Positivo é levar entretenimento e bem-estar para os pacientes que enfrentam a rotina diária de uma internação. O trabalho terapêutico é voluntário e contribui muito para a recuperação dos doentes. Cerca de 60 pessoas atendem a 10 hospitais da capital paulista. É utilizada uma terapia lúdica para entreter o internado e ajuda-lo no combate a dor e aos incômodos de ficar por dias no ambiente hospitalar. Os pacientes brincam com o Rummikub, um jogo de análise combinatória, que acalma, relaxa a tensão e interage os indivíduos de diferentes faixas etárias.

A história do Pensamento Positivo começou em 1999, depois de uma experiência pessoal, vivida pela terapeuta Eva Strum. Com o pai internado, Eva trouxe um brinquedo que utilizava nas sessões e isto trouxe ótimos resultados. “O que eu posso fazer pelo meu pai, também posso fazer pelos outros”, pensou Eva Strum e, a partir daí, nasceu o Pensamento Positivo.

Atualmente, a maior necessidade é aumentar a quantidade de voluntários. “Só isto que precisamos. Atenção, carinho e pessoas dedicadas para colaborar com a causa que defendemos”, explica a terapeuta e coordenadora do Pensamento Positivo. A idéia é combater a solidão, o tédio e a depressão que possivelmente irão atingir os enfermos.

Além das pesquisas médicas que comprovam a tese de que a auto-estima interfere de maneira positiva na evolução do paciente, os voluntários do projeto também testemunham a favor da prática, justificando que, ao brincar, o doente esquecer a dor e o sofrimento, permitindo que o tratamento tenha melhores resultados. “Quando entramos no quarto, os pacientes ficam desconfiados, mas depois eles ficam mais tranqüilos. No final, já estão pedindo pra gente voltar”, conta Eva.

Desconfiança, a dificuldade inicial

Logo no início, não eram todos os hospitais que aceitavam a proposta de Eva Strum, pois ainda não conheciam as intenções do projeto. “É uma coisa nova, num lugar novo. Quando aparecemos pela primeira vez nos hospitais, eles queriam saber quem eu era e o que queria”, recorda a coordenadora do Pensamento Positivo. Aos poucos, a desconfiança foi perdendo espaço e muitos hospitais passaram a procuram por este tipo de trabalho. A dificuldade no contato com as redes de saúde é quando muda a diretoria dos hospitais que os voluntários atuam. De uma maneira ou de outra, o foco também acaba mudando e, muitas vezes, eles perdem o espaço.

Em parceria com a Uninove e sob regência de Gabriel Goldman, o coral da faculdade passará a cantar nos hospitais para os pacientes internados. A primeira apresentação será realizada no primeiro domingo de maio. O Pensamento Positivo também tem realiza parceria com a Grow, fabricante de brinquedos infantis.

Hoje, o trabalho já está seguramente consolidado, depois de quase dez anos de luta. “Na verdade, não sei como conseguimos conquistar a confiança dos hospitais e mostrar que estávamos a serviço de um trabalho comprometido com o bem-estar dos pacientes. Fomos com a cara e a coragem”, conta Eva Strum, idealizadora do projeto. Uma outra idéia é levar este projeto para as escolas do ensino médio. “Com estas visitas, eles aprenderiam a lidar com as pessoas, a realizar um trabalho social efetivo”, acredita a terapeuta. Apesar de estar à frente de um grande projeto social, Eva Strum ainda reserva o sonho de estender o Pensamento Positivo a outras regiões do país e do estado, com atuação fora da cidade de São Paulo.

  EDIÇÃO DE ABRIL 2008

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