Há 37 anos, o feito de João Carlos de Oliveira

Foto | Gazeta Press | O atleta João Carlos de Oliveira, o João do Pulo(D)

Faz exatos 37 anos que João Carlos de Oliveira encantou o mundo com um salto de 17,89 m. A prova fazia parte do programa do PAN 1975, na Cidade do México e a marca se constituía em recorde mundial do triplo. A marca anterior era 17,44 m e pertencia havia três anos ao tricampeão olímpico Viktor Saneyev, um soviético da Geórgia.

Brasileiro gosta de apelidar e logo João Carlos de Oliveira ficou conhecido como “João do Pulo”. Mas mundialmente foi sempre o “De Oliveira”. Pouco antes do Meeting de São Paulo, em 1987, numa entrevista, o búlgaro Christo Markov, que acabava de ser campeão mundial em Roma, respondeu a um jornalista brasileiro: “Minha referência no triplo é De Oliveira.”

Presente à coletiva, Saneyev não se conformou: “Não, o Markov é da nossa escola (soviética) de salto.” Markov não discutiu e logo pediu liberação, pois precisava treinar. No entanto, muita gente, no Brasil e no exterior, tinha a opinião de que João Carlos era um triplista especial. O grande treinador Dietrich Gerner, responsável pela carreira de Adhemar Ferreira da Silva, disse que João Carlos era “o maior talento já revelado no atletismo brasileiro”. Um dirigente da antiga Alemanha Oriental protestou contra a arbitragem que invalidou um salto de João Carlos, de 1981, na Tchecoslováquia, que “seria superior a 18 metros”.

Um acidente no final de 1981, na Via Anhanguera, levaria, um ano depois, à amputação da perna direita de João Carlos. Terminava, assim, a carreira do triplista que deu ao Brasil duas medalhas olímpicas, três títulos na Copa do Mundo e quatro medalhas de ouro no PAN.

João Carlos faz parte de um grupo seleto de grandes triplistas brasileiros. Depois da Segunda Guerra Mundial, Geraldo de Oliveira e Hélio Coutinho da Silva foram finalistas nos Jogos de Londres, em 1948. Nos anos 1950, Adhemar Ferreira da Silva foi bicampeão olímpico em Helsinque e Melbourne. Em 1968 e 1972, Nelson Prudêncio ganhou prata e bronze nas Olimpíadas do México e de Munique. Tanto Adhemar (cinco vezes) como Nelson também foram recordistas mundiais.

Depois de João, Anísio Silva foi finalista no Mundial de 1993, em Stuttgart, e marcou 17,32 m, como recorde pessoal. Na primeira década do século 21, Jadel Gregório marcou 17,90 m e ganhou a medalha de prata no Mundial de Osaka em 2007, e também nos Mundiais Indoor de Budapeste em 2004 e de Moscou em 2006.

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