Guerrero está certo

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

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Paolo Guerrero diz que ainda não se acha um ídolo no Corinthians. Antes que me alertem que Guerrero é um jogador inteligente, que “faz o tipo” humilde, já aviso que reconheço ser essa uma possibilidade. Independente disso, porém, vamos convir que o peruano está certo. Para ser ídolo num time, além da qualidade do futebol, o jogador precisa mais que vestir a camisa. É necessário que ele conheça a alma da torcida, no caso, a corintiana.

Para ficar no alvinegro e considerando apenas o tempo que acompanho o futebol, dois jogadores, mais que todos os outros, preenchem esse requisito: Roberto Rivellino, que brilhou de 1965 a 1974, e o já saudoso Sócrates Brasileiro, a partir de 1978. No caso, eram geniais, que até vestiram outras camisas, mas que serão sempre lembrados como jogadores do Corinthians.

Há os que foram reconhecidos como ídolos, pela garra e eficiência com que sempre defenderam a equipe. Aí entram Zé Maria, Vladmir, Biro-Biro, Casagrande e vários outros. Já no final dos anos 1990, as referências eram Marcelinho, Ricardinho, Vampeta…

Mas todos esses jogadores defenderam o Corinthians por vários anos. Acho que aí entra a afirmação de Guerrero, de que ainda não é ídolo da torcida. Mas é claro que se ele continuar no clube por mais algumas temporadas, demonstrando o mesmo empenho, ele entrará na galeria de ídolos do Timão.

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