A lista olímpica ganha mais nomes

Aos poucos vai crescendo a lista de atletas qualificados para os Jogos do Rio 2016. Agora foi Thiago Braz, que marcou 5,75 m no salto com vara, na etapa tcheca do IAAF World Challenge em Ostrava. Thiago, recordista sul-americano com 5,83 m, já havia vencido o Troféu Brasil na Arena Caixa, em São Bernardo do Campo, com 5,65 m.

Assim, Thiago obteve não apenas o índice olímpico, como também as marcas de corte para o Campeonato Mundial de Pequim, em agosto próximo e para os Jogos Pan-Americanos de Toronto, em julho. No feminino, Fabiana Murer já havia alcançado os índices no Troféu Brasil. Dois outros nomes são favoritos a também garantirem vaga na Seleção do Mundial e da Olimpíada entre os homens: Augusto Dutra e Fábio Gomes da Silva.

A comemorar igualmente os bons resultados na velocidade, principalmente com Ana Cláudia Lemos e Rosângela Santos, também qualificadas para Olimpíada Mundial e PAN. Além da grata surpresa que foi Vitória Rosa que obteve seu lugar entre as já garantidas nas listas. E tem ainda Franciela Krasucki, já recuperada da dengue e que proximamente pode obter os índices.

No masculino, Vitor Hugo dos Santos, estabeleceu novo recorde pessoal com 10.22 nos 100 m e, embora ainda juvenil, parece já ter assimilado a nova condição de atleta de ponta entre os velocistas do País e esperança de alcançar nível mundial.

Estes são alguns dos nomes que já estão entre os convocáveis para o Rio 2016. Há outros já qualificados, além daqueles que proximamente também garantiram suas posições entre os nomes com índice. Voltaremos ao assunto em novos posts.

O que é pior para Dudu

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Então, 180 dias de suspensão é um exagero para Dudu? Por quê? Oras, por que é jovem. E depois, ele nem agrediu o árbitro com tanta força assim…

Com as exceções de praxe, o pensamento acima é dominante – ou pelo menos intenso – na imprensa esportiva e vem sendo disseminado pelas várias mídias. Então, tá. E o fato de que houve realmente uma agressão, pelas costas, a denotar uma covardia que espero não ser própria do caráter do jogador?

Em primeira instância, o palmeirense foi condenado à pena de 180 de suspensão. Cabe recurso como em qualquer país democrático, como o Brasil. Mas o que esperar dos advogados do clube? Vão negar a agressão que todo mundo viu?

E as palavras de Dudu, na saída do Tribunal? “O pessoal (do departamento jurídico do clube) vai trabalhar para reverter isso.” Nenhum reconhecimento do erro e nem um pedido de desculpas – pelo menos naquele momento. A mim pareceu que ele não entendeu ainda o que fez. Ou, o que também não é bom, acha que não fez nada de mais.

Numa situação como essa, abrandar a pena talvez seja ruim até para a formação e a história do próprio atleta.

Vamos ver como isso terminará.

Bom desempenho do Brasil no Mundial de Revezamentos

AFP

AFP

Boa participação do Brasil no Mundial de Revezamentos disputado neste fim de semana em Nassau, nas Bahamas. A exemplo do que aconteceu na primeira edição do Mundial em 2014, as quatro equipes dos revezamentos olímpicos na final. Com isso, o País garantiu sua vaga nestas provas na Olimpíada do Rio 2016.

Mais uma vez, a melhor colocação foi do 4×100 m masculino, com o quarto lugar, com 38.63. Outro bom desempenho foi o do 4×400 m masculino, quinto com 3:00.96.

No feminino, o 4×100 ficou em sexto lugar com 42.92, boa marca. No 4×400 m, o oitavo lugar foi normal, com 3:31.30.

No 4×100 m, tanto o time masculino como o feminino podem melhorar muito. Assim como o 4×400 m, que não pôde contar com Anderson Henriques, principal corredor de 400 m do País.

Mediocridade é geral

Houve um tempo em que os jornalistas esportivos eram talvez os únicos que não sofriam censura na imprensa brasileira. Aliás, sofriam às vezes, quando trabalhavam em jornal – ou emissora – eventualmente inimigo de determinado dirigente. Em outras ocasiões o problema era o chefe da redação, que não gostava deste ou daquele jogador ou técnico. No geral, porém, pode-se afirmar que o jornalismo esportivo não sofria a censura que se abatia pesadamente contra o pessoal das editorias de política, economia ou da área cultural.

A introdução acima é para falar de outro problema – além de dificultar a liberdade de expressão – que a ditadura civil-militar, que vigorou no Brasil de 1964 a 1985, provocou: limitou o surgimento de lideranças na sociedade civil, aqui incluído o esporte, importante atividade humana. Especialmente o futebol.

Só isso, me parece, explica a mediocridade geral dos atuais dirigentes do futebol nacional, com as exceções que sempre existem. Vejam o caso da CBF, a mais importante confederação esportiva do País, poderosíssima financeiramente. Está desde ontem na Gazeta Net: sai (José Maria) Marin e entra (Marco Polo) Del Nero na presidência da entidade… Marin há três anos substituiu Ricardo Teixeira, que pegou o lugar de Otavio Pinto Guimarães.

Ora, o último presidente da CBF que tinha, vamos dizer, “nível de seleção”, foi o antecessor de Guimarães: Giulite Coutinho. Depois, deu no que deu. Se os raríssimos leitores destas mal traçadas analisarem, verão que a mediocridade antes referida se repete também nas federações estaduais e nos clubes.

Por sinal, foi da presidência da Federação Paulista que saíram Marin e Del Nero… Federação Paulista que nos anos 1970 teve presidentes como José Ermírio de Morais Filho e Alfredo Metidieri. José Ermírio e Metidieri que, se não eram dirigentes talentosos, ao menos exerciam a atividade por vocação e não por profissão, como parece ser o caso de Marin e Del Nero. Este, aliás, leio que terá salário mensal de 200 mil reais. Aí está, ao que tudo indica, um dirigente com salário de jogador de futebol.

Rio 2016, daqui a 500 dias

murer_300x250_fdNesta terça-feira (dia 24) estaremos a exatos 500 dias para a festa de abertura da Olimpíada do Rio 2016. É inevitável que saiam as listas com possíveis ganhadores de medalhas. O Brasil será a sede dos Jogos e a expectativa é com a capacidade de o País alcançar a meta do COB: ficar entre os 10 primeiros no quadro de medalhas.

Objetivo possível, desde que as coisas aconteçam conforme lógica. Zebras, assim como bruxas, existem. Uma das maiores aconteceu em Barcelona 1992, quando o superastro Sergey Bubka foi eliminado na qualificação do salto com cara.

Mas as análises não podem evidentemente trabalhar com as possibilidades de zebras. A lógica deve nortear o pensamento. E um esporte em que a lógica prepondera este é o Atletismo.

Assim, é natural que nas listas que circularão nos próximos dias Fabiana Murer apareça entre as candidatas a dar ao Brasil um lugar no pódio. Razões não faltam. Em 2014 ela não apenas venceu a Liga Diamante, o principal circuito internacional, como terminou em primeiro lugar no Ranking Mundial com 4,80 m. Ela começou bem 2015, como novo recorde sul-americano indoor, com 4,83 m.

É candidata a obter bons resultados no PAN de Toronto em julho e no Mundial de Pequim em agosto. E candidatíssima a uma medalha olímpica em 2016. Claro que sempre terá adversárias duríssimas, a começar pela russa Elena Isinbayeva, recordista mundial, e a norte-americana Jennifer Shur, ouro olímpico em Londres.

Como Fabiana, entram nas listas naturalmente Arthur Zanetti (ginástica artística), Cesar Cielo (natação), Martine Grael (vela), Mayra Aguiar (judô), as seleções de vôlei e do handebol feminino.

Dia Internacional da Mulher e as grandes atletas do Brasil

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Neste domingo o mundo comemora o “Dia Internacional da Mulher”. Desde a década de 1960, o dia 8 de março se consolidou como aquele em que lembramos as conquistas femininas e o que ainda se deve fazer para que haja maior igualdade entre os gêneros. Em todas as nações e no Brasil isto é eloquente, as mulheres têm obtido grandes conquistas. Em nosso País, por sinal, uma mulher – Dilma Rousseff – ocupa a Presidência da República.

No esporte, as mulheres deram grandes passos. Os Jogos Olímpicos Modernos são uma boa amostra: se na primeira edição, em Atenas-1896, nenhuma mulher participou, em Londres-2012 as mulheres eram cerca de 45 % do total de atletas.

No Atletismo há muito tempo o Brasil revela talentos. Um dos primeiros nomes a alcançar nível internacional foi Elisabeth Clara Muller, que disputou a Olimpíada de Londres-1948. Em 1964, Aída dos Santos foi a quarta colocada no salto em altura, melhor desempenho olímpico de uma brasileira por mais de três décadas. Em Pequim-2008, Maurren Maggi foi campeã do salto em distância e tornou-se a primeira brasileira a conquistar um título olímpico em evento individual. Fabiana Murer foi campeã do salto com vara tanto no Mundial Indoor, em Doha-2010, como no Mundial de Atletismo, em Daegu-2011.

Em 2012, a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) publicou o livro “Mulheres no Pódio”, onde conta a história do esporte feminino no País e das suas principais expoentes.

Nos demais esportes também é grande o número de atletas importantes. Maria Lenk é um símbolo na natação. Paula e Hortência estão entre as maiores do basquete mundial, da mesma forma que Ana Moser no vôlei, Marta no futebol e agora, entre muitas outras, Martine Grael no iatismo e Eduarda Amorim no handebol.

Bom desempenho em 2016 – votos para a esgrima

AFP

AFP

Leio que uma esgrimista desistiu de buscar uma vaga nos Jogos do Rio-2016. A atleta reclama da Confederação do seu esporte que não teria dado o apoio necessário à preparação da equipe.

Não duvido da afirmação da atleta. Também não julgo as ações da Confederação, já que não acompanho o dia a dia da esgrima. Que se esclareça o que houve e se houver algo errado, que se corrija.

Uma coisa é certa, atualmente as entidades dirigentes não vivem na penúria, como ocorria em outros tempos. Nos últimos dez anos, o Governo Federal tem apoiado muito o esporte olímpico.

Aliás, as modalidades olímpicas contam com patrocínio de empresas públicas, além de recursos provenientes da lei Agnelo/Piva. Claro que à medida em que aparecem recursos crescem as demandas.

Mas é fato que há Confederações que fazem os recursos chegarem aos atletas. Tomara que todos os agentes que dão vida à esgrima no País se acertem e que o esporte seja bem representado em 2016.

A morte de uma lenda

A notícia estava no site do UOL neste sábado dia 14. Informava da morte de Franjo Mihalic, aos 95 anos, num hospital militar de Belgrado, capital da Sérvia. Vice-campeão olímpico da maratona nos Jogos de Melbourne em 1956, ídolo do esporte na antiga Iugoslávia, Mihalic é conhecido no Brasil por sua participação na Corrida de São Silvestre, realizada por A Gazeta Esportiva.

Mihalic esteve em São Paulo e venceu a prova em 1952 e 1954. Em 1953, foi vice-campeão – o ganhador no ano foi a “Locomotiva Humana”, o tcheco Emil Zatopek.

A presença de Mihalic, Zatopek e outros astros do esporte mundial prova a importância da corrida, hoje a mais importante da América Latina. Nos anos 1950 a fama da prova era mundial. Medalhistas olímpicos de provas como a maratona e os 10.000 m tinham na agenda participar ao menos uma vez da corrida disputada tradicionalmente em 31 de dezembro na capital paulista.

Mundial de Revezamentos será seletivo para os Jogos do Rio 2016

A mídia não anotou uma novidade anunciada pela IAAF, a Federação Internacional de Atletismo: as equipes que terminarem entre as oito primeiras no Mundial de Revezamentos de maio próximo nas Bahamas estarão automaticamente qualificadas para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no ano que vem. A CBAt enviou comunicado neste sentido à imprensa esportiva, com esta informação.

A decisão é importante para o Brasil, que tem quartetos fortes nas provas olímpicas – 4×100 m e 4×400 m – no masculino e no feminino. Tanto que na primeira edição do Mundial de Revezamentos em 2014 o País foi finalista nas quatro provas.

O 4×100 m feminino do Brasil, por sinal, foi finalista nos dois últimos grandes eventos mundiais: a Olimpíada de Londres em 2012 e o Campeonato Mundial de Moscou em 2013. O 4×400 m masculino também foi finalista em Moscou.

Vale, portanto, acompanhar com atenção os campings de revezamento que a CBAt realiza no Rio de Janeiro com apoio do COB. Antes do 4×400 m masculino, agora reunido na Escola de Educação Física do Exército no bairro da Urca, houve o camping das outras três equipes: 4×100 m masculino e feminino, e 4×400 m feminino.

Revezamentos: Carlos Cavalheiro volta ao Brasil

A temporada atlética começou com a realização dos campings dos revezamentos olímpicos, isto é: 4×100 m e 4×400 m, masculino e feminino. Bom que seja assim, pois 2015 será um ano de competições difíceis, que terá o ápice no Campeonato Mundial de Pequim, em agosto.

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&#8220;Apertado&#8221;, Felip o deixa Thiago Silva iniciar reconhecimento de gramado | GE.Net na Copa</title>
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E depois, as equipes brasileiras dos revezamentos já estão garantidas em Pequim, porque foram finalistas no Mundial de Revezamentos nas Bahamas em 2014.

Junto com os trabalhos das equipes, que acontece no Rio de Janeiro, uma boa notícia: Carlos Alberto Cavalheiro está de volta ao Brasil. Contratado pelo COB, ele será o coordenador das provas de velocidade e revezamentos: 100 m, 200 m e 4×100 m (masculino e feminino).

Cavalheiro tem história no Atletismo nacional. Ele foi o treinador de Robson Caetano da Silva, ganhador da medalha de bronze nos 200 m na Olimpíada de Seul, em 1988. Também foi o técnico de Ronaldo da Costa, que em 1998 estabeleceu o recorde mundial da maratona em Berlim. Nos últimos 10 anos Cavalheiro trabalhou para o Comitê Olímpico do Catar.

O camping do 4×100 m feminino termina neste fim de semana. Paralelamente começam os treinamentos do 4×100 m masculino e do 4×400 m feminino.