São Paulo derruba o Corinthians

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

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A casa corintiana começou a ruir aos 20 minutos do primeiro tempo, graças à irresponsabilidade de Émerson e ao rigor do árbitro Sandro Meira Ricci. O atacante não precisava dar o famoso “totozinho” em Rafael Tolói no lance que originou o vermelho, mas, convenhamos, um cartão amarelo estaria de bom tamanho pelo que aconteceu.

Com um a mais em campo, o São Paulo, que já estava melhor, cresceu ainda mais e chegou aos dois gols de vantagem ainda no primeiro tempo com todos os méritos. O primeiro num lance de oportunismo de Luis Fabiano e o segundo na força do chute de Michel Bastos que ainda contou com o “morrinho artilheiro” pra enganar o goleiro Cássio.

Na segunda etapa, o rigor de Ricci esteve presente novamente na expulsão do colombiano Mendoza por suposta tentativa de agressão a Luis Fabiano, também expulso – recebeu o segundo o amarelo, por simular a tal agressão. Com dez contra nove, o jogo praticamente acabou. Não havia mais tática, só vontade e correria.

Polêmicas à parte, vitória justa do São Paulo que jogou como nunca antes nesta temporada e renasce na luta pela Libertadores. Ao Corinthians, resta descansar, juntar os cacos e reavaliar a rota de um voo ainda tranquilo.

Sem brilho, Corinthians se garante

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

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Não foi uma partida brilhante do ponto de vista técnico, muito longe disso. Por outro lado, pra quem gosta de jogo brigado, não há do que reclamar, apesar do zero não ter saído do placar. Raça, vontade, disposição… Todos esses elementos que boa parte dos torcedores aprecia tanto estiveram presentes na bela arena corintiana em Itaquera. O San Lorenzo se fechou atrás, diminuiu os espaços e levou perigo, eventualmente, no jogo aéreo. Por outro lado, o Corinthians martelou sem muita inspiração; teve volume, mas pouco criou, especialmente no segundo tempo.  O empate, pelo menos, foi o suficiente pra garantir a classificação antecipadamente ao time paulista, enquanto os argentinos ainda se mantêm na briga. Avançam para as oitavas de final se venceram o frágil Danubio na última rodada e o São Paulo perder para o Corinthians. O empate no clássico ainda pode ser interessante ao atual campeão da Libertadores, desde que goleie o saco de pancadas do grupo, quarta que vem em Buenos Aires.

Na bacia das almas

AFP

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O quadro era preocupante para a torcida do São Paulo. O time jogava mal e não conseguia criar as chances necessárias para virar o jogo contra um rival limitado tecnicamente, até que numa bola levantada pra área aos 45 do segundo tempo resultou no gol do argentino Centurión. Gol que deixa o Tricolor vivo na briga pela classificação e, caso o Corinthians vença o San Lorenzo, a um empate na última rodada contra o próprio rival pra seguir em diante.

Classificação à parte, não há muitas razões pra se iludir. Desorganizado, sem pegada no meio e pouco inspirado ofensivamente, o São Paulo não dá sinais de longevidade na competição. Seja sob o comando de Milton Cruz, seja pelas mãos de outro treinador (talvez o argentino Alejandro Sabella), de certo é que há ainda muito a ser feito.

Corinthians encanta em noite de Guerrero

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

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Depois de uma goleada por 4 a 0, com três gols do artilheiro Paolo Guerrero, seria fácil demais e talvez mais lógico destacar o feito do atacante peruano que ainda discute renovação de contrato com o clube.  Não deixaria de ser justo. Ele realmente estava inspirado. Porém, mais justo, considero, é enaltecer a força deste time corintiano.

Muita movimentação, disciplina tática, precisão nos passes e confiança fazem do Corinthians o melhor time neste início de temporada. Não por acaso tem a melhor campanha do Campeonato Paulista e a segunda melhor campanha da Libertadores da América – atrás apenas do Boca Juniors que está num grupo muito mais fácil.

Dá gosto de ver essa equipe atuar. Busca o jogo e se entrega como poucas vezes se vê. Também é agradável aos olhos observar a evolução de um treinador que poderia ter se acomodado nas glórias obtidas com esse mesmo Corinthians quase três anos atrás, mas preferiu se reciclar e buscar novas possibilidades no primeiro mundo do futebol. Resultado: o time mantém a consistência defensiva que o fez campeão da Libertadores e mundial em 2012, entretanto é mais contundente ofensivamente. O tal equilíbrio é notório e mostra que Tite faz sim a diferença.

Os 4 a 0 sobre o Danúbio podem não ter garantido a classificação matematicamente, porém sinalizam que é este um dos maiores, senão o maior, favoritos para a conquista do título.

São Paulo sob risco

O São Paulo vive um momento oposto ao rival. Não inspira confiança e corre risco de não passar da primeira fase da Libertadores. Contra o San Lorenzo até que o time não foi mal como nos outros jogos, ainda assim não fez o suficiente pra superar o atual campeão. Cauteruccio teve méritos na briga com Toloi que resultou no belo gol que garantiu a vitória aos argentinos. Resta ao São Paulo contra o desmotivado Danubio, fora de casa, manter acesa a chama da classificação. A volta será turbulenta.

O melhor Palmeiras na temporada

Fernando Dantas/Gazeta Press

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Uma falha de Rogério Ceni e uma atitude intempestiva de Rafael Tolói , ainda no começo do jogo, abriram caminho para uma bela vitória do Palmeiras sobre o São Paulo na linda arena palmeirense. Foi a primeira em clássicos nesta temporada e de maneira incontestável.  Por mais que as circunstâncias tenham favorecido, se viu muita qualidade na equipe comandada por Oswaldo Oliveira, tanto coletiva como individualmente.  Houve consistência tática e inteligência na criação das jogadas.  Inquestionável a evolução do time. Os 3 a 0 comprovam isso. Destaque pra Dudu – apesar de ter merecido ser expulso junto com o zagueiro são-paulino por desferir uma cotovelada no adversário -, Rafael Marques – autor de dois gols – e principalmente Robinho que, além de um golaço, participou ativamente da partida.

Já o São Paulo novamente padeceu da apatia vista contra corintianos e santistas. O abatimento de Muricy revela certa resignação diante do momento do time. Definitivamente faltam confiança e cabeça fria pra se impor diante das dificuldades. A expulsão do experiente Michel Bastos é outro exemplo de que, desta maneira, o Tricolor não vai longe.  

No sufoco!

 

Fernando Dantas/Gazeta Press

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Que sufoco! Quando o jogo no Morumbi se encaminhava para o zero a zero, Michel Bastos, aos 44 do segundo tempo, apareceu com liberdade pra colocar a cabeça na bola e definir a importantíssima vitória são-paulina. Um prêmio a quem buscou o gol o tempo todo. O próprio Michel Bastos acertara a trave na primeira etapa, enquanto Luis Fabiano fez a bola beijar o poste no segundo. Foram poucas as oportunidades criadas, muito por conta do pragmatismo do atual campeão da Libertadores. O San Lorenzo fez o que se esperava dele. Se fechou lá trás com duas linhas de quatro bem próximas e sólidas, diminuindo os espaços para os avanços do time da casa. Pagou caro pelo conformismo. Agora vai ter que correr atrás, quarta que vem, em Buenos Aires, onde para o São Paulo um empate pode ser o passaporte para as oitavas-de-final.

Santos, o melhor!

Fernando Dantas/Gazeta Press

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O Palmeiras começou o jogo na Vila Belmiro como previu Oswaldo Oliveira na véspera: “não tem porque mudar, vamos jogar no ataque”. E assim os pupilos do professor o fizeram. Povoaram o campo inimigo e depois de uma sequência de quatro escanteios em sete minutos de jogo, Victor Hugo subiu o suficiente pra desferir uma cabeçada certeira. O gol revelava a supremacia palmeirense e criou a expectativa de que a vantagem poderia ser facilmente ampliada. Mera ilusão. Aos poucos, o Santos foi recuperando a confiança, assumiu o comando da segunda parte do primeiro tempo e aos 27, Renato foi à rede pra igualar as coisas na Baixada. Justo pelo que produziram as duas equipes.

Na volta pra etapa complementar, o Santos seguiu melhor e foi premiado com o belo gol de Ricardo Oliveira com direito a cavadinha pra encobrir o gigante Fernando Prass e definir a partida. O Palmeiras não teve forças e cérebro pra mudar o contexto. Já o Santos se mantém com a melhor campanha do Paulistão.

Corinthians é o segundo

A vitória sobre o São Bernardo na Arena Itaquera manteve o Corinthians com a segunda melhor campanha do Campeonato Paulista, mesmo com um jogo a menos. Resultado que mostra a força do elenco sob as ordens do técnico Tite. Com apenas três titulares em campo, o Timão venceu a sétima em oito partidas disputadas. É começo pra ninguém botar defeito. Nem o mais chato dos mortais.

 

No silêncio e na sorte

AFP

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Poucas coisas na vida são tão chatas quanto uma partida de futebol com portões fechados. Parece ensaio e não o show de fato; ou melhor, jogo-treino e não uma partida oficial. Mas se esse é o preço a pagar pelo mau comportamento de uma torcida, que assim seja: azar do San Lorenzo, sorte do Corinthians.

Sorte que não faltou a Elias que errou o passe, porém contou com desvio adversário pra desferir um chute certeiro e, assim, colocar o time corintiano em vantagem. Gol solitário e decisivo. Tão decisivo quanto a sorte do goleiro Cássio, o melhor do jogo, que quando não conseguiu pegar a bola a viu morrer na trave.  O San Lorenzo  foi melhor, criou mais oportunidades e teve chances claras de marcar. Faltou o grito da torcida pra empurrar o time e a bola pra dentro. Também faltou a sorte que nesta noite sorriu para o Corinthians.  A sólida defesa montada pelo técnico Tite, desta vez, deixou a desejar no quase silencioso Nuevo Gasómetro. 

São Paulo sobrevive

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

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Um gol de Alexandre Pato, logo aos quatro minutos de jogo, tratou de já de cara amenizar a pressão sobre os jogadores são-paulinos que entraram em campo com a obrigação de vencer os uruguaios do Danubio. E coube a Pato, em sua melhor fase no São Paulo, aliviar de vez quando o ritmo do time já não era o mesmo do início. Não que o Danubio oferecesse grandes riscos, mas, de repente, numa bola espirrada, num erro qualquer, ou numa bola cruzada poderia chegar. Gol pra matar o jogo? A baixa qualidade de criação do campeão uruguaio indicava que sim. Bastaria ao Tricolor controlar a partida no segundo tempo, tocar a bola e deixar o tempo passar.

O que se viu no começo do segundo tempo, entretanto, foi o Danubio mais avançado, criando e acuando o São Paulo que mal chegava ao meio campo. Só aos 17 minutos, Luis Fabiano chutou com perigo na meta uruguaia. E aos 25, num chute de Reinaldo, que contou com o desvio do zagueiro, o caixão foi fechado de vez. O quarto gol de Jonathan Cafu já nem era necessário. No grupo da morte, o campeão uruguaio já está na UTI, sem atividade cerebral e respirando por aparelhos. O São Paulo, por outro lado, saiu do coma. A alta médica pode receber contra o San Lorenzo em dois jogos de arrepiar. O primeiro dia 18 de março no Morumbi. O importante é que está vivíssimo pra alegria da família são-paulina.

Vitória incontestável

 

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
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O leve favoritismo corintiano no confronto contra o São Paulo pela Libertadores já fora cantado durante a semana. O fator campo e o melhor acerto tático acenavam com maiores possibilidades do clube de Parque São Jorge. O que chamou a atenção, entretanto, foi a enorme superioridade do time comandado por Tite quando a bola rolou de fato na noite desta quarta-feira.

Desde o início, o que se viu foi um Corinthians avassalador.  Avançado, dificultava a saída de bola e criava sérias dificuldades para o rival. E o primeiro gol não tardou. Depois de uma bela troca de passes entre Danilo e Jadson, Elias que começou a jogada, de primeira, abriu o placar. Golaço! Não há como não enxergar o dedo do treinador corintiano nesta trama ofensiva cada vez mais comum neste início de temporada, com troca rápida de passes, envolvente e objetiva.

Mesmo com a vantagem, o Corinthians continuou dominando o meio campo e teve até chance pra ampliar com Gil. O São Paulo, por outro, não criou uma chance sequer. Teve uma bola que bateu na cabeça do Luis Fabiano após escanteio e só. Muito pouco pra quem esperava um time mais combativo e criativo. Ganso ficou preso na forte marcação corintiana e Michel Bastos que seria boa opção para o meio, se viu praticamente encaixotado na lateral esquerda. Faltavam profundidade e velocidade.

No segundo tempo, o quadro se repetiu. O Corinthians marcando saída de bola e pressionando o São Paulo. Muricy tentou mudar a cara do jogo com Reinaldo em lugar de Kardec, mas não deu certo. O time até teve posse de bola, mas criar que é bom, nada. Pra piorar, num erro do árbitro que ignorou um empurrão de Émerson em Denilson, o atacante progrediu e lançou Jadson pra marcar e matar o jogo aos 22 minutos. A interpretação da arbitragem vai render polêmica durante a semana, gerar reclamações, mas a superioridade corintiana não se discute. Fez 2 a 0 de maneira consistente e inquestionável. E poderia ter sido mais. Ficou barato!