Gazeta Esportiva
Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

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O mando era da Portuguesa; mas a casa, corintiana. E assim, como verdadeiro anfitrião, o Corinthians mandou no jogo, especialmente na primeira etapa quando fez um a zero; e poderia ter feito mais, não fosse o goleiro Weverton.

No segundo tempo, o Corinthians se fechou mais, chamou a Portuguesa na esperança de matar o jogo no contra-ataque e conseguiu aos 33 minutos quando Ramirez fez o segundo. Vale destacar que William, o melhor da partida, estava impedido quando recebeu do meia peruano e cruzou pra área.

Liedson também jogou bem. Esteve perto do gol, mas ainda não foi dessa vez. Para o corintiano, o que importa mesmo é a liderança, assegurada pelo menos até o jogo do Palmeiras, logo mais, contra o Oeste.

Show de gols em Bragança

Era um absurdo um time com mais de 70% de posse de bola estar perdendo por dois a zero. Ainda no primeiro tempo, entretanto, o São Paulo tratou de fazer justiça e chegou à igualdade com o Bragantino. Ficou melhor na segunda etapa quando virou o jogo com Cícero, mas num vacilo na saída de bola de Piris, o Braga empatou de novo. E assim ficou: 3 a 3. O empate deixou o Tricolor na quinta posição, agora atrás do Santos.

Foto: AFP

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O Corinthians até que começou bem o jogo. Ditava o ritmo da partida, marcava no campo de ataque… Parecia em casa. Até que Chicão tentou tirar depois de uma cobrança de lateral, a bola bateu em Herrera e entrou. O gol do time venezuelano abalou o time corintiano que pouco produziu na parte final da primeira etapa.

No segundo tempo, o Corinthians recuperou a posse de bola mas não conseguiu transformar esse domínio em jogadas mais agudas. Pior foi o susto quando Chourio, em impedimento, marcou para o Táchira. A jogada, difícil para o auxiliar, já havia sido impugnada antes mesmo do chute. Ainda assim, o Corinthians, mesmo sem criatividade, continuou pressionando na base da vontade e chegou ao empate no último segundo com Ralf, de cabeça.

Estreia com cara de Corinthians!

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Corinthians e São Paulo fizeram no Pacaembu um jogo à altura da rivalidade, a maior do Estado neste momento.

O time dirigido por Émerson Leão começou nervoso. Com menos de dez minutos, Wellington e Cícero, justamente, já haviam recebido cartões amarelos. O conjunto corintiano, mais acertado, foi se impondo aos poucos e abriu o placar com Danilo de cabeça, aos 21 minutos, após cobrança de escanteio de Jorge Henrique.

Apesar do domínio corintiano na maior parte do primeiro tempo, o São Paulo teve a chance de empatar
aos 44, em pênalti que Jadson mandou pra longe.

Na segunda etapa, menos de um minuto depois de Leão fazer três alterações de uma só vez, João Filipe – descontrolado – fez uma falta sem bola no Jorge Henrique, recebeu o vermelho e atrapalhou os planos do treinador.

Do outro lado, em tarde inspirada de Jorge Henrique e de Danilo, o Corinthians só administrou e venceu com mérito.

Barcos: perfil de ídolo

Foto:Sérgio Barzaghi/Gazeta Press

Narrei Palmeiras e Ituano, sábado, para o Mesa Redonda e fiquei surpreso com a atuação de Hernán Barcos. O argentino parecia jogar no time há muito tempo de tão à vontade que ficou.

Marcou gol, reclamou dos colegas que erraram passes, pediu a bola com veemência. Com a bola nos pés,
mostrou habilidade, boa visão de jogo e faro de gol. Tem o perfil do ídolo. O tempo dirá!

Foto: Gaspar Nóbrega/Vipcomm

Foto: Gaspar Nóbrega/Vipcomm

O São Paulo foi o maior vencedor da quinta rodada do Campeonato Paulista. A boa vitória diante da Ponte em Campinas deixou o Tricolor na ponta, graças ao eficiente ataque armado por Émerson Leão. Os 13 gols marcados na competição garantem a vantagem sobre o Paulista, vice-líder, e com o mesmo saldo do São Paulo.

Pior para o Corinthians que tem 13 pontos assim como Paulista e São Paulo, mas caiu para terceiro por causa do baixo saldo de gols. No empate contra o Bragantino o time voltou a jogar mal e não fez por merecer melhor sorte.

Virada inesperada

Em Presidente Prudente, tudo estava encaminhado para uma festa santista. O time vencia por um a zero, gol de Neymar – o centésimo dele pelo clube – até que aos 44 do segundo tempo, como sempre na bola parada de Marcos Assunção, após cobrança de escanteio, Fernandão botou a cabeça na bola pra deixar tudo igual. E aos 46, Juninho contou com a sorte pra garantir a virada. O chute fraco e na direção do goleiro foi desviado por Maranhão e morreu no fundo do gol santista. O Palmeiras já é o quarto colocado.

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

O Palmeiras passou pelo Mogi Mirim com sua mais poderosa arma: a precisão de Marcos Assunção. Dois chutes certeiros, em cobranças de falta, garantiram ao Palestra a segunda vitória no campeonato. Assunção, já há algum tempo, é o melhor cobrador de faltas do país. Trata-se de uma arma e tanto, mas não pode ser a única. Não por acaso, boa parte da torcida palmeirense vaiou o time em alguns momentos do jogo do Pacaembu.

Corinthians 100%
Novamente o Corinthians esteve longe de ser brilhante. Jogou para o gasto em Itu, o suficiente pra manter os 100% de aproveitamento no Paulistão. As quatro vitórias neste inicio servem pra dar confiança à equipe que tem como foco a Libertadores da América.
Está no caminho certo.

Inter e Flamengo avançam
Inter e Flamengo se garantiram, sem grandes dificuldades, na fase de grupos da Libertadores. D`Alessandro se destacou na batalha de Manizales, contra o Once Caldas, enquanto Ronaldinho fez a diferença diante do fraco Real Potosí.
Apesar da classificação, Luxemburgo está deixando o comando técnico da equipe. A direção do Flamengo, inclusive, teria avisado os jogadores, antes da partida, de que Joel Santana será o novo treinador. Atitude que revela a falta de profissionalismo dos dirigentes do clube.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Mesmo não jogando bem, São Paulo e Corinthians mantêm 100% de aproveitamento no Campeonato Paulista graças a dois belíssimos gols.

No sábado, Lucas se encarregou de garantir a vitória são-paulina sobre o São Caetano com uma bomba de longe, forte e cheia de efeito. Um golaço que salvou o time e a jornada do meia-atacante que, até então, não era digna de elogios.

Hoje, domingo, o belo gol salvador saiu dos pés de Émerson no Pacaembu. O Corinthians encontrava dificuldades contra o Linense quando aos 34 minutos, após cruzamento de Alex, Émerson, mesmo sem ângulo, acertou uma bomba. Um tiro tão surpreendente quanto belo.

Palmeiras decepciona

Diante das circunstâncias – o time perdia da Catanduvense até os 38 de segundo tempo – o empate não foi ruim como resultado, mas não apagou a péssima apresentação do time em Catanduva.

Sem o chileno Valdívia, contundido, o Palmeiras mais uma vez ficou dependente da bola parada de Marcos Assunção. E foi graças ao cruzamento do volante que o time de Felipão chegou ao empate com Fernandão.

Mais importante que um título na Copa São Paulo é a revelação de novos talentos. E o Corinthians conseguiu aliar as duas coisas. Sagrou-se campeão com uma campanha impecável: oito vitórias em oito jogos, 30 gols marcados e apenas dois sofridos.

O segundo gol marcado na equipe dirigida pelo ex-zagueiro santista Narciso foi justamente na decisão contra o Fluminense. Gol que poderia tirar o grito de campeão sufocado na garganta do torcedor corintiano. Mas a Fiel não se abalou, soltou a voz e ajudou os garotos a conseguir uma incrível virada com cara de Corinthians. E é aí que aparece o protagonista da final. O jovem Antônio Carlos, zagueiro e capitão do time. O garoto, com dois gols de cabeça, garantiu não só a virada e o título como também, um lugar no coração e na memória do torcedor.

Tite esteve no Pacaembu acompanhando a partida. Deve ter gostado do zagueiro e de outros com potencial para brilhar no time de cima, casos de Matheuzinho e Douglas. O tempo dirá!

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

O Corinthians nem de longe lembrou os melhores momentos da campanha campeã do último Brasileirão. Mas as desculpas são sinceras. Difícil apresentar bom futebol com apenas dez dias de pré-temporada, como bem destacou Émerson ao final da partida. De qualquer forma, o importante é que o time venceu de virada um jogo que se fez mais difícil do que se podia imaginar. Enquanto o Mirassol abriu o placar com Xuxa ainda no primeiro tempo na falha de marcação do lateral Fábio Santos , o Corinthians chegou ao empate a quinze minutos do fim graças ao oportunismo do bom atacante Elton – que acabara de entrar – e virou no gol contra de Dezinho, após chute cruzado de Alex. Pode não ser empolgante, mas não deixa de ser um bom começo.

Decepção foi a Lusa

Não me lembro exatamente quando a Portuguesa iniciou um campeonato entre os favoritos pela última vez. A expectativa de brigar por título em 2012 soa quase como uma novidade, só que a Lusa não fez jus ao favoritismo na estréia do Paulistão. Obviamente a derrota para o Paulista não compromete a temporada, mas deixa um gostinho amargo na boca do sofrido torcedor luso.

O Campeonato Paulista começa neste final de semana, já sem o brilho que teve no passado. A propósito, brilho há muito perdido. O inchado regional é mais um estorvo no calendário dos grandes do que de fato, uma atração, um sonho de consumo. 23 datas em quase quatro meses de disputa? É muita coisa! Não estou entre aqueles que defendem a radical postura de acabar com os regionais. Mas que eles precisam ser revistos, disso eu não tenho a menor dúvida. Podem e devem ser mais enxutos e melhor inseridos no calendário.

Sobre o Paulistão deste ano, com o interior empobrecido – futebolisticamente falando, claro – a aposta continua, como sempre, nos grandes Santos, São Paulo, Corinthians e Palmeiras. Se bem que a Portuguesa tem potencial pra surpreender e voltar a ser campeã estadual depois de 39 anos. Para o campeonato, seria fantástico.

Djalma Vassão//Gazeta Press

LINHA DE CHEGADA

Hoje voltei aos treinos com o objetivo de participar novamente de uma corrida de rua. A última foi em 2004, a Meia Maratona de Buenos Aires. Desde então, o rompimento do ligamento cruzado anterior do joelho direito durante um jogo de futebol, fratura por estresse nas duas tíbias – fruto do excesso de treinamento – e um probleminha na coluna me deixaram fora dos treinos. Já recuperado é hora de retornar.

Assim como fiz no passado, vou utilizar esse espaço para relatar a rotina de treinamentos e a esperada evolução. Nesta segunda-feira, corri 4 Km na esteira sem forçar muito. E é só o começo!