O superfaturamento nas obras dos estádios para a Copa do Mundo; a falta de atenção com o legado que – teoricamente – a realização de um evento deste porte deveria ser deixado para a população; a falta de investimento adequado na saúde e na educação; a corrupção, a má gestão… Enfim, todos esses problemas entraram também na pauta de manifestantes que iniciaram protestos, primeiramente, contra o aumento nas passagens de ônibus.
Os gastos com a Copa do Mundo motivaram manifestações no final de semana em Brasília, no Rio de Janeiro; protestos prontamente reprimidos pela Polícia Militar. O que chama a atenção são as respostas dos dirigentes do futebol brasileiro e mundial para o que está ocorrendo no Brasil. As informações revelam o que há de mais anacrônico e ultrapassado; como se estivéssemos parados no tempo, nos anos 70.
Repriso aqui o que eles disseram sobre as manifestações contra os gastos com a Copa do Mundo (Fonte: Estadão):
Joseph Blatter – Presidente da Fifa: “O futebol é mais forte que a insatisfação das pessoas.”
Marco Polo Del Nero – Presidente da FPF: “Foram quantos? Mil? Tem 199 milhões trabalhando e esses querendo atrapalhar.”
José Maria Marin – Presidente da CBF: “Seria preferível que toda a atenção estivesse voltada para o futebol e acho que essa é a preocupação de grande parte do povo brasileiro.”
Jerome Valcke – Secretário geral da Fifa: “Tenho certeza de que, se o Brasil ganhar a Copa, essas críticas vão desaparecer.”
O tempo dirá!









