Golaços salvam a rodada!

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Mesmo não jogando bem, São Paulo e Corinthians mantêm 100% de aproveitamento no Campeonato Paulista graças a dois belíssimos gols.

No sábado, Lucas se encarregou de garantir a vitória são-paulina sobre o São Caetano com uma bomba de longe, forte e cheia de efeito. Um golaço que salvou o time e a jornada do meia-atacante que, até então, não era digna de elogios.

Hoje, domingo, o belo gol salvador saiu dos pés de Émerson no Pacaembu. O Corinthians encontrava dificuldades contra o Linense quando aos 34 minutos, após cruzamento de Alex, Émerson, mesmo sem ângulo, acertou uma bomba. Um tiro tão surpreendente quanto belo.

Palmeiras decepciona

Diante das circunstâncias – o time perdia da Catanduvense até os 38 de segundo tempo – o empate não foi ruim como resultado, mas não apagou a péssima apresentação do time em Catanduva.

Sem o chileno Valdívia, contundido, o Palmeiras mais uma vez ficou dependente da bola parada de Marcos Assunção. E foi graças ao cruzamento do volante que o time de Felipão chegou ao empate com Fernandão.

Capitão tem futuro

Mais importante que um título na Copa São Paulo é a revelação de novos talentos. E o Corinthians conseguiu aliar as duas coisas. Sagrou-se campeão com uma campanha impecável: oito vitórias em oito jogos, 30 gols marcados e apenas dois sofridos.

O segundo gol marcado na equipe dirigida pelo ex-zagueiro santista Narciso foi justamente na decisão contra o Fluminense. Gol que poderia tirar o grito de campeão sufocado na garganta do torcedor corintiano. Mas a Fiel não se abalou, soltou a voz e ajudou os garotos a conseguir uma incrível virada com cara de Corinthians. E é aí que aparece o protagonista da final. O jovem Antônio Carlos, zagueiro e capitão do time. O garoto, com dois gols de cabeça, garantiu não só a virada e o título como também, um lugar no coração e na memória do torcedor.

Tite esteve no Pacaembu acompanhando a partida. Deve ter gostado do zagueiro e de outros com potencial para brilhar no time de cima, casos de Matheuzinho e Douglas. O tempo dirá!

Bom começo!

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

O Corinthians nem de longe lembrou os melhores momentos da campanha campeã do último Brasileirão. Mas as desculpas são sinceras. Difícil apresentar bom futebol com apenas dez dias de pré-temporada, como bem destacou Émerson ao final da partida. De qualquer forma, o importante é que o time venceu de virada um jogo que se fez mais difícil do que se podia imaginar. Enquanto o Mirassol abriu o placar com Xuxa ainda no primeiro tempo na falha de marcação do lateral Fábio Santos , o Corinthians chegou ao empate a quinze minutos do fim graças ao oportunismo do bom atacante Elton – que acabara de entrar – e virou no gol contra de Dezinho, após chute cruzado de Alex. Pode não ser empolgante, mas não deixa de ser um bom começo.

Decepção foi a Lusa

Não me lembro exatamente quando a Portuguesa iniciou um campeonato entre os favoritos pela última vez. A expectativa de brigar por título em 2012 soa quase como uma novidade, só que a Lusa não fez jus ao favoritismo na estréia do Paulistão. Obviamente a derrota para o Paulista não compromete a temporada, mas deixa um gostinho amargo na boca do sofrido torcedor luso.

Enfim, o Paulistão!

O Campeonato Paulista começa neste final de semana, já sem o brilho que teve no passado. A propósito, brilho há muito perdido. O inchado regional é mais um estorvo no calendário dos grandes do que de fato, uma atração, um sonho de consumo. 23 datas em quase quatro meses de disputa? É muita coisa! Não estou entre aqueles que defendem a radical postura de acabar com os regionais. Mas que eles precisam ser revistos, disso eu não tenho a menor dúvida. Podem e devem ser mais enxutos e melhor inseridos no calendário.

Sobre o Paulistão deste ano, com o interior empobrecido – futebolisticamente falando, claro – a aposta continua, como sempre, nos grandes Santos, São Paulo, Corinthians e Palmeiras. Se bem que a Portuguesa tem potencial pra surpreender e voltar a ser campeã estadual depois de 39 anos. Para o campeonato, seria fantástico.

Djalma Vassão//Gazeta Press

De volta aos treinos

LINHA DE CHEGADA

Hoje voltei aos treinos com o objetivo de participar novamente de uma corrida de rua. A última foi em 2004, a Meia Maratona de Buenos Aires. Desde então, o rompimento do ligamento cruzado anterior do joelho direito durante um jogo de futebol, fratura por estresse nas duas tíbias – fruto do excesso de treinamento – e um probleminha na coluna me deixaram fora dos treinos. Já recuperado é hora de retornar.

Assim como fiz no passado, vou utilizar esse espaço para relatar a rotina de treinamentos e a esperada evolução. Nesta segunda-feira, corri 4 Km na esteira sem forçar muito. E é só o começo!

O último dos moicanos

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Marcos é mais um que se vai, neste momento tão carente de ídolos. O goleiro palmeirense é o último dos moicanos no Palestra Itália. E um dos últimos do futebol brasileiro. Com mesmo brilho restam pouquíssimos: Rogério Ceni no São Paulo, também perto da aposentadoria, e Neymar do Santos, com uma carreira inteira pela frente, mas reservada para os gramados europeus.

Assim como Ronaldo, maior ídolo dos últimos tempos no país, Marcos não resistiu às dores resultantes do esporte em alta performance e de um calendário irracional. Parar é uma difícil decisão, que traz tristeza pra quem joga e não menos pra quem admira o ídolo. Mas o “santo” como é apelidado fez o certo. Tem uma história rica, ainda viva na memória de palmeirenses e dos amantes do futebol, e que deve ser preservada.

Agora é esperar por Marcos como dirigente. Por tudo o que já viveu, ainda tem muito a nos oferecer.