Nada é fácil para o Corinthians. No último lance do jogo, aos 48 minutos do segundo tempo, o volante Ralf meteu a cabeça na bola e deixou tudo igual no placar, 1 a 1, em São Cristobal, na Venezuela. O gol da equipe da casa foi de Herrera, depois de uma bobeira geral do zagueiro Chicão com goleiro Júlio César. Timão, porém, sentiu a estreia e o fantasma da Libertadores incomodou bastante. Do técnico Tite ao massagista, sem dúvida.
Tite, por exemplo, entrou em campo com o mesmo time que venceu o São Paulo, domingo passado, pelo Paulistão. Só que a fidelidade do treinador ao grupo acabou sendo danosa. Jorge Henrique e Danilo não renderam a mesma coisa e produção caiu demais.
Na etapa final, valeu o esforço, a pegada, a raça e a garra do Alvinegro Paulista. Várias chances de gol foram criadas. Leandro Castan, por exemplo, perdeu gol certo diante do goleiro venezuelano. Elton (que entrou no lugar de Liedson e jogou bem melhor) também arriscou. Alex, substituto de Emerson Sheik, deu outra movimentação ao meio-campo e tentou finalizações.
O Tachira ainda teve um gol anulado, aliás, corretamente. Atacante estava à frente da linha bola no momento do segundo toque. Mas Júlio César não deixou de falhar. Primeiro defendeu com o pé. E novamente rebateu para dentro da área. No final, Ralf fez o gol salvador e tudo ficou zen de novo. Começo duro, suado, rasgado. Bem ao estilo do Timão.
E tenho dito!


Uma velha fábula serve de alerta para o novo presidente do Corinthians, o delegado Mário Gobbi. Reza a lenda que uma tempestade provocou grande enchente no reino animal. Vários bichos se afogaram quando tentaram atravessar um rio. Ali, em uma das margens, uma velha e boa tartaruga prestes a se aventurar. O mergulho seria difícil, mas para ela, com mais de 120 anos nas costas, não haveria maiores problemas.





