Timão garante primeiro lugar no Grupo da Morte da Libertadores

Emerson Sheik se esforçou, mas faltou um companheiro de área. Djalma Vassão/Gazeta Press

O primeiro desafio do ano está superado pelo Corinthians. O empate sem gols diante do San Lorenzo, da Argentina, nesta quinta-feira, na Arena de Itaquera, garantiram ao Timão o primeiro lugar do temido Grupo da Morte da cobiçada Libertadores. Diante de 41 mil pessoas, faltou ao ataque alvinegro maior objetividade. Guerrero nunca fez tanta falta quanto neste jogo. Afinal, Vágner Love tem um estilo diferente está desentrosado com os companheiros e faz muito mal o trabalho de pivô. Mesmo assim, o goleiro hermano teve trabalho em chutes de fora da área de Renato Augusto.

Agora, o São Paulo soma 9 pontos ganhos contra 7 do San Lorenzo. E vai pegar o Corinthians na próxima quarta-feira, no Morumbi. Uma derrota pode complicar a classificação tricolor. É que o San Lorenzo encara o fraquíssimo Danúbio e deve vencer com tremenda facilidade e até ultrapassar a equipe são-paulina em saldo de gols. Mas isso não é problema do técnico Tite. Pode não ter sido uma jornada dos sonhos. Todos esperavam um espetáculo, um show de bola. Mas os adversários vieram cautelosos. Sabiam ser uma derrota o fim da linha na competição.

Partida truncada, sem violência é verdade, porém careceu de jogadas de efeito, com poucas chances de gol criadas de ambos os lados. Timão esteve melhor na etapa final. Quando todos perceberam a intenção do San Lorenzo (empatar e deixar para decidir vaga com São Paulo na última rodada), tocaram a bola de lado e administraram o resultado. Agora, outro desafio pela frente: domingo, 16h, semifinal com o Palmeiras na mesma Arena Itaquera, desta vez pelo Paulistão.

E tenho dito!

Aos trancos e barrancos, São Paulo vivo na Libertadores

AFP

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Foi o tipo de jogo onde pouco importa se o futebol teve qualidade ou não. Valeu mesmo a vitória, suada e rasgada. O São Paulo enfrentou o fraco Danúbio, em Montevidéu, no Uruguai, e ganhou por 2 a 1, de virada. Os uruguaios saíram na frente em uma tremenda falha do goleiro Rogério Ceni, aceitando um chute de fora da área. Resultado deixaria o Tricolor em péssima situação na Libertadores. Aí, então, entrou em ação a estrela de Pato. Cabeçada certeira do ainda corintiano para deixar tudo igual. O gol do alívio geral veio na prorrogação, em cruzamento de Michel Bastos para outra testada firme de Centurion.

O técnico Mílton Cruz entrou com um esquema defensivo em campo. Apostou em uma linha formada por três volante (Hudson, Rodrigo Caio e Souza), com Ganso armando jogadas e Pato enfiado entre os zagueiros. Uruguaios, mesmo com um futebol abaixo da crítica, neutralizaram fácil as raras iniciativas ofensivas e saíram na frente no placar. Mílton, então, soltou o lacre são-paulino. Sacou Rodrigo Caio e colocou Luís Fabiano. Só essa alteração dobrou a atenção dos beques adversários, já que o Favela tem ótima presença de área. Bola cruzada da esquerda, atacante distraiu os zagueiros, Pato entrou por de trás e fez o dele.

A equipe da casa teve boas oportunidades de pular na frente no placar, mas Rogério Ceni estava atento. Mílton sentiu uma queda de rendimento do Danúbio (não conseguia mais atacar) e promoveu a entrada de Centurion no lugar de Paulo Miranda. Bastou Michel Bastos cruzar e o argentino testar firme, sem defesa para o goleiro uruguaio. Agora, o Tricolor torce por uma derrota ou empate do San Lorenzo frente ao Corinthians, nesta quinta-feira, em Itaquera, deixando para última rodada a hora da verdade.

São Paulo fez a lição de casa. Não poderia perder de jeito nenhum e venceu, na bacia das almas, é verdade, mas venceu.

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Agora é briga de cachorro grande nas semifinais do Paulistão

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

O campeonato paulista começou neste final de semana. Quer dizer, a fase de classificação não passou de um tremendo engana trouxa. Valeram mesmo as quartas de final. E irão valer mais ainda as semifinais: Santos x São Paulo (provavelmente na Vila Belmiro) e Corinthians x Palmeiras (em Itaquera). Os clubes do Interior se mostraram fracos, com poucos recursos técnicos e financeiros, enfraquecendo a disputa. Tudo indica uma final entre Corinthians e Santos. São as duas melhores equipes da competição sem dúvida. No entanto, como diria o velho e bom Dino Sani, “o futebol é uma caixinha de surpresas”; completando o filósofo Jardel, “clássico é clássico e vice-versa”.

Triste apenas o fato de não serem jogos de ida e de volta. Isto é, nada de “mata-mata” e sim somente “mata”. Corinthians e Palmeiras assim como Santos e São Paulo iriam arrecadar milhões de reais, fazendo valer à pena chegar bem na reta final de um torneio regional. Infelizmente, a Federação Paulista de Futebol ainda privilegia muito o Interior como visíveis pretensões políticas. Daí vem a garantia da manutenção de uma “casta de dirigentes” há muito soberanos no comando da entidade. Como se joga dinheiro fora no futebol brasileiro por pura vaidade…

E assim caminham a política burra da bola e a mediocridade…

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

Santos faz gato e sapato do 15 na Vila Belmiro

O Santos nem tomou conhecimento do 15 de Piracicaba e goleou por 3 a 0, ficando com a última vaga para a semifinal, neste domingo, na Vila Belmiro. Foram dois gols de pênalti (Robinho e Ricardo Oliveira) e um de Lucas Lima. No entanto, o placar não retratou a diferença técnica e tática das duas equipes. O Peixe, infinitamente superior ao adversário, mandou duas bolas na trave (Geuvânio e o próprio Lucas Lima) e obrigou o experiente goleiro Roberto a praticar defesas difíceis.

O 15, do técnico Toninho Cecílio, tocou bem a bola, dando a impressão de domínio das ações no começo da partida. Bastou o Santos apertar um pouco e a zaga de Piracicaba “confessou” numa boa. A única preocupação santista durante o encontro ficou por conta da contusão de Robinho. Aos 31 anos, a “Robinho dependência” existe sim em relação ao restante da equipe, aliás, formada por jovens e alguns veteranos (Elano e Renato, por exemplo). O atacante sentiu uma fisgada no músculo posterior da coxa esquerda e passou a ser dúvida contra o Tricolor. Com uma semana de folga, o astro santista deverá se recuperar a tempo. Já o São Paulo enfrenta o Danúbio, na quarta-feira, pela Libertadores precisando vencer.

Que dureza!

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Palmeiras vence apito e despacha o fraco Botafogo

Canela de Leandro Banana funcionou e salvou Verdão contra adversário ruim. Fernando Dantas/Gazeta Press

É mais difícil aceitar uma péssima arbitragem no futebol do que vencer um adversário fraco. Foi exatamente isso que ocorreu na vitória de 1 a 0, do Palmeiras sobre o Botafogo de Ribeirão (gol de Leandro Banana de canela), na matinê de domingo, se classificando para a semifinal do Paulistão. O árbitro Marcelo Rogério deixou de marcar dois pênaltis claríssimos a favor do Verdão e ignorou um impedimento escandaloso de Zé Roberto Cachaça que, por ruindade pura, mandou a bola nas piscinas do clube.

O Palmeiras esteve durante toda a partida no comando do espetáculo. Embora ainda tenha muita pressa com a bola nos pés, afobado demais sem necessidade, o time esmeraldino merecia ter aberto a contagem ainda no primeiro tempo. Depois de uma cobrança de escanteio, a bola sobrou para Dudu. Era só tocar para o fundo do gol de Renan. Apavorado, perdeu o passo e acertou a trave. Adversário, por sua vez, veio para não jogar. Faltas desleais e grosseiras paravam o ataque palmeirense.

Juizão, mais banana do que o Leandro, deixou evidente a preocupação de que poderiam julgá-lo “a favor” do mandante. Explica-se: a tal Crefisa, patrocinadora do Palmeiras, resolveu bancar os uniformes do árbitros na finais do campeonato paulista. Está errado? Não, afinal, o mercado exige que se aproveite qualquer boa oportunidade de exposição de uma marca. No entanto, faltou ética por parte da Federação Paulista de Futebol em aceitar o negócio, sendo o cliente compromissado com um clube classificado para finais da competição. Marcelo Rogério sentiu a responsabilidade e prejudicou o Palestra.

Lado positivo da matinê: Valdívia entrou e iniciou a jogada do gol de Banana. Cleiton Xavier, finalmente, estreou e agradou. Classificação complicada por fatores extra-campo, porém merecida do Palmeiras.

E tenho dito!

São Paulo despreza saída de Muricy e goleia sem dó

Pato fez o segundo gol e mandou torcida ficar quieta no Morumbi. Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O São Paulo passou pelo Red Bull Brasil como uma faca quente por uma manteiga. Meteu 3 a 0 e poderia ter feito muitos mais gols, indo com extrema facilidade para a semifinal do Paulistão. Sem falar em um toque de bola primoroso, de pé para pé, sufocando o adversário. Rogério Ceni fechou o gol (dono de ótimas defesas) e ainda abriu a contagem com um golaço de falta. E Ganso, então? Vaiado ao entrar em campo, abaixou-se na barreira para ajudar abrir o placar. Depois, deixou Pato livre para marcar o segundo. E ainda por cima aproveitou cruzamento de Michel Bastos e meteu a cabeça na bola. Ou seja, foi o melhor do jogo.

Bem, estaria tudo ótimo se não fosse pela saída melancólica do técnico Muricy Ramalho no começo da semana. Quer dizer, tudo aquilo que o ex-treinador pedia para os jogadores fazerem na época dele, e ninguém conseguia, diante do RB Brasil as coisas aconteceram. Das duas uma: ou Muricy atrapalhava o desempenho da equipe e o elenco resolveu boicotá-lo; ou o interino Mílton Cruz é um gênio que, mudando uma e outra peça, ajeitou a equipe de vez.

Aliás, Wesley estreou de forma magnífica. Deu um “up” no meio-campo tricolor inegávelmente, liberando Michel Bastos para atuar como se fosse um ala ou mesmo o velho e bom ponta-direita de priscas eras da bola nacional. A torcida não parou de gritar o nome de “Muricy”, mas teve de aplaudir Ganso por uma questão de justiça. Um excelente aperitivo para a próxima quarta-feira, pela Libertadores, quando precisa golear o Danúbio (no Uruguai) e torcer para o Corinthians vencer o San Lorenzo, na quinta-feira.

Depois do passeio de bola no RB Brasil, não duvido de mais nada.

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Grandeza do Corinthians elimina a Ponte

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

O Corinthians, desta vez, não venceu com a costumeira raça, garra, espírito de luta. Neste sábado, na Arena de Itaquera, a grandeza do Timão o levou para a próxima fase do Paulistão, ao vencer e desclassificar a Ponte Preta por 1 a 0, gol de Renato Augusto. E por quê pesou somente a grandeza? Simples: na primeira etapa, a Macaca deu um show de bola. Teve até um gol anulado de forma polêmica. No entanto, no intervalo, jogadores se deram por felizes com a bela atuação e relaxaram. Coisa de time pequeno. Já os do Timão foram para cima, típico ato de equipe grande. Com o placar favorável, Alvinegro apenas administrou e passou para as semifinais.

Nada deu certo para o técnico Tite. Horas antes da partida, Guerrero teve de ser hospitalizado às pressas. Estava com suspeita de dengue. Na substituição, o treinador errou. Afinal, Vágner Love tem outras características e não sabe fazer muito bem o “pivô” como o padrão de jogo corintiano exige. O certo era começar com Danilo. Por isso, pouca penetração ofensiva aconteceu por parte dos donos da casa. A Ponte, pelo contrário, tomou conta do meio-campo e teve dois lances capitais para decidir a vaga.

No primeiro deles, Juninho tabelou com Biro e chutou da entrada da grande área. Cássio espalmou para o lado. Renato Cajá entrou por trás e tocou para as redes. O bandeirinha anulou alegando impedimento. Lance polêmico. No outro, Cássio tocou para escanteio gol certo de cabeça de Cajá, o melhor em campo sem dúvida. No retorno, triangulação corintiana valeu entre Renato Augusto, Jádson e Vágner Love, com conclusão apertada de Renato. Bola passou pelo goleiro e entrou de mansinho.

Macaca do bom técnico Guto Pereira ainda tentou ir para cima, mas não conseguiu passar pela “muralha” alvinegra e teve de amargar a desclassificação prematura na competição. Restaram apenas o gol duvidoso de Cajá e o ótimo futebol da etapa inicial para consolarem a equipe campineira. Ponte apequenou-se diante do Todo Poderoso e deixou de vencer uma partida onde teve excelente performance.

E tenho dito!

 

Só um milagre tira o título de um Grande no Paulistão

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Futebol não tem lá muita lógica. No entanto, neste ano de 2015, Corinthians, Santos, São Paulo e Palmeiras estão absolutos no Paulistão. Perdem o título em caso de um “milagre” de uma equipe do Interior, no caso, Ponte Preta, 15 de Piracicaba, Red Bull e Botafogo. Pêsames mesmo para a ex-gloriosa Portuguesa, rebaixada para a Série B do campeonato paulista (já está na C do Brasileirão). Foram com a Lusa ladeira abaixo, a Penapolense, o Bragantino e o Marília. Na manhã desta segunda-feira, a Federação Paulista de Futebol e a Polícia Militar decidem datas e locais das partidas entre Corinthians x Ponte; Santos x 15 Piracicaba; São Paulo x Red Bull; e Palmeiras x Botafogo. Motivo: domingo está programada manifestação na avenida Paulista e a PM alega estar sem contingente suficiente para cuidar de eventos simultâneos na cidade.

Na fase de classificação, o Corinthians foi a equipe mais entrosada, encantando no começo de temporada. Curioso que, por disputar a Libertadores ao mesmo tempo, utilizou-se mais de reservas e manteve um bom nível técnico mesmo assim. O Santos também não decepcionou. Ajeitou-se com Renato, Elano, Ricardo Oliveira e principalmente Robinho. O Palmeiras, totalmente reformulado, é uma incógnita. De todos o classificados é o mais irregular e ainda tem alguns reforços para estrear, como Cleiton Xavier e Egídio.

Complicado mesmo está para o São Paulo. Perdeu o técnico Muricy Ramalho na hora errada. O interino Mílton Cruz mostra esforço e dedicação, porém todos sabem estar ele de passagem no cargo. Será que o elenco irá mostrar disposição de lutar por um título nessas condições? Sem contar a situação delicada na Libertadores, onde se encontra no Grupo da Morte e ocupa a segunda colocação no saldo de gols. Coração tricolor terá de ser forte nas próximas semanas.

Sem dúvida nenhuma, porém, o Paulistão começa agora, com mata-mata de um jogo apenas e favoritismos relativos. Em caso de empate no tempo normal, pênaltis. Vitórias somam pontos na classificação geral. Por isso mesmo, Santos ainda pode encostar e passar o Corinthians, garantindo disputa do título na Vila Belmiro.

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Muricy, leão ferido atacado pelas hienas do Morumbi

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Muricy Ramalho e São Paulo chegaram a um acordo. Doente, cansado, fisicamente limitado, o treinador deixou o clube depois de sentir-se mal na manhã desta segunda-feira. Nessa semana ainda deve fazer uma cirurgia e pediu um tempo maior para recuperar-se. Termina de forma melancólica a segunda passagem de Muricy pelo Tricolor. Não é uma simples coincidência o “reinado” do Mojica ter terminado meses depois da saída de Juvenal Juvêncio. O chamado Juju era o sustentáculo do ex-técnic0. Era o homem de confiança dele no futebol profissional.

A entrada de Carlos Miguel Aidar, turbulenta por sinal, minou aos poucos a autoconfiança de Muricy. Sem falar de outras más influências, tipo Leco e João Paulo de Jesus. O último, por sinal, almoçando quase todo dia no CT da Barra Funda e “marcando em cima” os passos da comissão técnica. Em outras palavras, a política da bola impediu o bom trabalho do querido Mojica, excelente profissional e apaixonado pelo clube.

Por outro lado, tem o aspecto humano. Muricy realmente ficou doente. Não estava 100% para resistir às pressões, críticas, desaforos, cutucões maldosos, armações na calada da noite, quer de dirigentes ou mesmo de jogadores. Afinal, cabe muito bem aqui a metáfora do “leão ferido”, atacado pelas hienas oportunistas e desleais da “savana” são paulina.

E assim caminham a selva da bola e a mediocridade…

Ataque do Corinthians para nas defesas de Vladimir

Emerson Sheik encara o menino Geuvanio em momento tenso do classico. Djalma Vassão/Gazeta Press

Um dos clássicos mais equilibrados disputados até agora no Paulistão. Corinthians e Santos empataram em 1 a 1, em Itaquera, e fizeram uma partida de igual para igual. Até os dois gols foram marcados de cabeça, Felipe (Timão) e Ricardo Oliveira (Peixe). O goleiro Vladimir leva a honra de ser o melhor em campo. Afinal, graças a defesas sensacionais garantiu o resultado. Guerrero, por sua vez, se mostrou desatento em alguns lances decisivos, deixando de garantir uma boa sequência de vitórias. Placar dá ao Alvinegro Paulista a liderança geral do campeonato. Disputará todo resto da competição na Arena. Se chegar na final, o pega de ida será fora.

Vladimir transformou-se em uma barreira. O santista esteve sempre na hora certa, no lugar exato. Renato Augusto bateu com efeito de fora da área. A bola tocou a trave. No rebote, Guerrero mandou no travessão de cabeça. Em outra sobra, Guerrero girou no ângulo e Vladimir espalmou. Era o primeiro gol desenhado do Timão. Depois, o peruano ainda ficaria cara a cara com o goleiro peixeiro, carimbando o corpo do adversário. A equipe de comando duplo (Marcelo Fernandes/Serginho Chulapa) levou sufoco por ter entrado com Elano. Veterano atuou mais recuado e os corintianos tomaram conta do meio-campo.

Na etapa final, Geuvânio veio no lugar de Elano. Mal entrou em campo e saiu o gol de empate. Robinho trabalhou a pelota e rolou para Chiquinho. Lateral cruzou na cabeça de Ricardo Oliveira. Uendel cobriu mal a descida de Felipe ao ataque e deixou o artilheiro santista desmarcado. Garoto Geuvânio veio visivelmente para provocar. Primeiro Ralf, depois Emerson Sheik. Esse, porém, encarou o menino bom de bola e o intimidou. O Corinthians ainda teve uma boa oportunidade em cobrança de falta de Jadson que, aliás, o herói do jogo espalmou para fora.

Era tarde de Vladimir.

E tenho dito!

 

São Paulo e San Lorenzo nas mãos do soberbo Corinthians

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O tal do Grupo da Morte ainda não ficou definido matematicamente. O Corinthians, porém, goleou o Danúbio (Uruguai) por 4 a 0, exibindo um futebol objetivo, bonito, vistoso, eficiente e encantador. Agora, soma 12 pontos na liderança. Na Argentina, no estádio El Nuevo Gasómetro, mais uma decepção para a coleção do São Paulo. Derrota para o San Lorenzo, 1 a 0, em falha gritante do zagueiro Tolói. O Tricolor empatou em pontos com os hermanos e leva vantagem no saldo de gols. E, por incrível que pareça, o Timão virou uma espécie de “fiel da balança”. Encara o San Lorenzo e depois do São Paulo. Quem conseguir derrotar o Alvinegro, classificará.

Não será uma tarefa fácil. Na Arena Corinthians, mais de 38 mil pagantes viram um futebol moderno, ofensivo e gols sensacionais. Parecia até uma partida do badalado futebol espanhol ou uma daquelas exibições marcantes do Bayer de Munique. Os donos do espetáculo foram Jádson (belíssimo gol de falta, ao melhor estilo Zico) e Guerrero (autor de três gols de raro oportunismo, no melhor estilo “matador”). O pobre Danúbio correu, bateu, “caçou” Emerson Sheik (irreverente e provocador) e não conseguiu dar um chute contra o gol de Cássio.

Uruguaios, desesperados, apelaram. O zagueiro Cristian Gonzalez ofendeu Elias. Chamou o corintiano de “macaco”. Imagens da TV Globo captaram bem a cena. O técnico Tite contornou a situação do banco de reservas e ninguém saiu no tapa. O volante, outra figura de destaque da partida, evitou confirmar a ofensa racial. Porém, o goleiro Cássio confirmou o incidente. A resposta veio dentro de campo, onde jogadores mostraram superioridade técnica gritante em relação aos uruguaios, obrigados a levar para Montevidéu um grito de “olé” goela abaixo.

Tolói leva chapéu inacreditável e afunda Tricolor

Cauteruccio aplicou um chapéu em Tolói e fez um golaço. Foto AP

Se o Timão sobrou em campo em Itaquera, o São Paulo ficou devendo na Argentina. Estava até com a partida controlada e poderia ter conseguido um empate pelo menos, que seria um bom resultado. No entanto, em um lance isolado, Tolói pôs tudo a perder. Estabanado, perdeu o tempo da bola, levou um chapéu do argentino Cauteruccio, autor de um gol antológico. Faltou espírito de luta e vergonha na cara para Pato, Ganso e companhia bela de ídolos de pés de barro. Somente depois da saída de Alan Kardec (por contusão) e a entrada de Centurion, que a equipe agitou em campo.

O técnico Muricy Ramalho, por sua vez, esteve infeliz na escalação de Reinado na lateral-esquerda. Atleta esteve apático, fraquíssimo no apoio e péssimo na defesa. Um peso morto para Michel Bastos e Denílson carregarem nas costas. San Lorenzo mostrou um futebol ruim, tenso, repleto de passes errados e o Tricolor não soube aproveitar a situação. Paciência.

Agora, tanto São Paulo quanto San Lorenzo (com seis pontos cada) estão nas mãos do Corinthians.

E tenho dito!