Timão lembra Ferrari 450 e faz Mogi comer poeira

Quem já dirigiu uma  Ferrari 450 garante ter o carro velocidade progressiva. Isto é, conforme o sujeito muda de marcha (são sete ao todo), o carro tem um “up” a mais. O Corinthians do técnico Tite está mais ou menos do mesmo jeito. Diante do Mogi Mirim, 3 a 0, na Arena de Itaquera, a equipe fez o resultado na medida que trocava de jogadores. Depois de um primeiro tempo horrível, bastou a entrada de Danilo (a 5ª da  Ferrari 450), para sair o gol de Jadson. Veio Luciano (a 6ª) e tocou para fazer o segundo. Para atingir os 350 km por hora, Luciano passou e Guerrero (a 7ª) encaixou, dando números finais ao placar.Ferrari F450

A comparação, a bem da verdade, não é minha e sim do meu filho Paulinho (aquele ainda são paulino). Ele teve a impressão de estar vendo um teste na pista de provas da famosa marca italiana de automóveis, que embala o sonho consumista de qualquer pessoa que aprecia carros. E o Timão, do técnico Tite, começa a ter o mesmo efeito para quem gosta de um futebol bem jogado, sem conversinha fiada, em sentido vertical à meta adversária, como uma flecha certeira bem no meio do alvo.

Teve até um improvisação interessante. O queridinho da Fiel, Speed Mendoza, atuou de lateral-esquerdo. Afinal, Tite está sem Fábio Santos (recuperando-se de cirurgia) e poupou Uendel para a partida de quarta-feira, contra o San Lorenzo, em Buenos Aires, válida pela Libertadores. O colombiano atrapalhou-se de início com a marcação, no entanto, na etapa final com a equipe se soltando mais, triangulou bonito com Danilo e Jadson pelo setor esquerdo.

Placar poderia ter sido maior. Vágner Love e Edu Dracena acertaram o travessão do Mogi por duas vezes. Equipe do Interior excelente, aliás, com bom toque de bola e sem dar um pontapé. Afinal, comer poeira da Ferrari da Fiel não é um castigo e sim uma honra.

E tenho dito!

E Robinho rouba a festa de Arouca…

O camisa 27 foi o dono da festa, autor de dois golaços. Foto de Fernando Dantas/Gazeta Press

Era uma das estreias mais esperadas do ano. Afinal, Arouca veio do Santos com fama de quem iria acertar o meio-campo do Palmeiras, além de ser um jogador técnico, toque de bola refinado e elegante. Faltou combinar com o Capivariano. Time do Interior endureceu demais. Aí, então, brilhou a estrela de Robinho. O camisa 27 marcou dois golaços. O primeiro de falta, já no segundo tempo; o outro, de fora da área, pegando de primeira uma bola rolada da esquerda. O Verdão derrotou um adversário difícil por 2 a 0, para alegria de mais de 30 mil palmeirenses (público recorde do Allianza Parque).

E Arouca? Sem dúvida agradou. Mostrou visível desentrosamento com os companheiros. Mostrou-se meio perdido no meio-campo. Atuou praticamente de cabeça de área, muito recuado. Talvez o técnico Oswaldo Oliveira tenha de repensar melhor o posicionamento do craque. Avançado, como atuava no Peixe, ele rende o triplo. Arouca tem tudo para ser a tal cereja do bolo alviverde, em uma equipe ainda em formação e já rendendo um futebol aguerrido e vibrante.

E Robinho? Bem, esse mostrou que se Valdívia quiser uma vaga de titular na equipe o treinador terá de pensar em outro para sair. De novo fez uma ótima exibição, dedicando-se integralmente ao grupo, buscando encaixar-se no esquema tático com enorme aplicação. Aliás, não é de hoje. Desde a sua chegada nunca faltaram esforço e boa vontade. Menção honrosa para Zé Roberto. Como sempre uma “formiguinha” em campo, correndo como se tivesse 18 anos a menos.

E tenho dito!

Corintiano Pato destrói Danúbio e São Paulo goleia

Dois golaços aliviaram a pressão da torcida e Tricolor goleou fácil. Fotos Djalma Vassão/Gazeta Esportiva

Por ironia do destino, o São Paulo venceu o Danúbio (Uruguai) por 4 a 0 com uma atuação sensacional de Alexandre Pato. No entanto, o dito cujo não é jogador tricolor. Ainda pertence ao Corinthians. O polêmico atacante fez dois. O primeiro muito bonito, aproveitando um cruzamento de Reinaldo. O segundo, cruzamento de Bruno. Ou seja, o apoio dos laterais foi crucial para a primeira vitória são-paulina na competição.

Já o meio-campo ficou devendo. Nem Ganso e muito menos Michel Bastos chegaram a entusiasmar. Bastos ainda meteu um calcanhar no passe para Reinaldo, um lance antes de sair o primeiro gol. E foi só. Faltou marcação, pegada mais forte por parte de Denílson e Souza, ambos de uma violência ineficiente e arriscada. O Danúbio, por sua vez, cooperou. Afinal, tem limitações técnicas em todos setores da equipe, do goleiro ao último atacante.

O placar foi completado por gols de Reinaldo (chutou de fora da área a bola desviou no zagueiro, enganando o goleiro) e por Cafú (pegou rebote livre de marcação quase na marca de pênalti). Para ajudar, os uruguaios tiveram um jogador expulso. Xingou Michel Bastos e na sequência o árbitro da partida. Um Zé Mané! Cartão vermelho foi pouco.

E tenho dito!

“The Mendoza Flash” desencanta e comanda vitória do Timão

Daniel Augusto Jr/Ag Corinthians

Daniel Augusto Jr/Ag Corinthians

O Corinthians apresenta um novo herói a cada partida. Pelo Paulistão, contra o Linense, o colombiano Mendoza resolveu dar o ar da graça. Fez um gol, criou boas jogadas e correu, correu muito. Lembrou o velho e bom “The Flash” (O Raio) das antigas histórias em quadrinhos. Petros marcou após rebote dado pelo goleiro. O resultado, 2 a 0, deixou claro a superioridade da equipe corintiana, apesar do esforço da equipe local.

A equipe do técnico Tite entrou em campo com cara de quem estava a fim de somar mais três pontos. Não apenas pela atitude ofensiva, com Mendoza e Vágner Love muito velozes e dribladores. Mais ainda pelas presenças da zaga titular (Fágner, Felipe, Gil e Uendel); além de Ralf, Elias e Renato Augusto no meio-campo. Ou seja, time estava quase completo, levando a sério o Paulistão, apesar de as más línguas insistirem ser a Libertadores a prioridade do clube.

Bastou um erro da defesa linense e Mendoza roubou a bola, disparou (25 km/h conforme marcação da SPORTV) para o gol adversário, fintou o goleiro com o corpo e finalizou de maneira implacável: 1 a 0. O adversário, até então na retranca e utilizando a bola aérea em lançamentos longos, mudou a tática e começou a tocar a bola. Como o Alvinegro estava apenas com Ralf de volante marcador, o goleiro Cássio teve de fazer duas ótimas defesas para evitar o empate. Aliás, Petros atuou praticamente de ponta-direita, deixando evidente tentativa de postura tática do treinador atual.

Felipe (levou cabeçada na nuca) saiu para entrada de Edu Dracena. O Linense partiu para cima. Apertou na marcação e impediu com eficácia a saída de bola corintiana. Elias e Renato Augusto estavam nada inspirados no meio-campo, criando pouco ou quase nada para Love e Mendoza. Equipe de Tite travou de repente. Cansaço físico, talvez.  Aí, então, valeu a explosão de Petros.

Baixou o “Vaguinho” no dito cujo. Rolou a bola para Love. Atacante virou o corpo e bateu. Goleiro rebateu nos pés de Petros, que rolou para o fundo do gol: 2 a 0. De fora da área, Mendoza arriscou e obrigou Anderson a fazer defesa difícil. Maicon e Guerrero substituíram Elias e Love.  Corinthians, então, administrou a vantagem e levou a partida até o fim numa boa.

E tenho dito!

Apito péssimo, jogo ruim e reservas do Timão empatam

Cristian marcou gol de pênalti, o primeiro dele no retorno

O Corinthians, com uma equipe reserva, não foi além de um empate de 1 a 1 contra o Ituano, neste domingo, no estádio Novelli Junior, em Itú. Prevaleceram a violência e a deslealdade entre os jogadores, além de uma péssima arbitragem de Márcio Henrique de Góis. Ele deixou a partida correr, perdeu a noção dos critérios adotados e prejudicou o Timão. No gol do Ituano, de Jheyme, Petros foi agredido no meio-campo, na cara do juizão. Ele nada marcou e na sequência o empate. Cristian, de pênalti, fez o primeiro dele no retorno ao Todo Poderoso.

Desta vez, os reservas alvinegros ficaram devendo. O técnico Tite armou uma equipe ofensiva no papel. Mandou um 4-3-3, dando a entender que Maicon, Guerrero e Mendoza iriam deitar e rolar na zaga adversária. No entanto, não tinha um homem de armação, o chamado “arco” para disparar as “flechas”. Petros, Bruno Henrique e Cristian ficaram longe disso. Danilo até entrou no lugar de Bruno Henrique (sofreu luxação no cotovelo) e deixou o torcedor esperançoso em uma boa atuação. Ledo engano. Ficou longe de ser aquele jogador encantador da última partida diante do São Paulo (2 a 0) pela Libertadores.

Os jogadores, por outro lado, trocaram tapas e pontapés a partida inteira. Entradas duras, com visível intensão de parar o lance ou até de machucar o adversário. O lateral-direito Edílson, por exemplo, deu um cotovelada no rosto do atacante de Itú. Do outro lado, os becões “massacraram” Guerrero. O peruano deixou o gramado contundido de tanto apanhar (e ainda levou um cartão amarelo por reclamar!). Vágner Love entrou, se esforçou, mas ficou perdido entre os companheiros, ainda sem ritmo e desentrosado.

Milagre alguém não ter se contundido com mais gravidade.

E assim caminham o apito fraco, a violência e a mediocridade…

São Paulo goleia em treino de luxo para pegar Danúbio

Pato fez dois gols, porém foi um desastre em termos técnicos. Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Mais fácil do que golear o Audax por 4 a 0, neste sábado, no Morumbi, talvez seja tirar algodão doce da boca de uma criança. O São Paulo não tomou conhecimento do adversário e praticamente fez um treino de luxo, pelo Paulistão, para encarar o Danúbio, do Uruguai, na próxima quarta-feira, no mesmo Morumbi valendo pela Libertadores. Pato marcou dois e Michel Bastos os outros dois. No entanto, o camisa 7 encantou com um futebol rápido, objetivo e com finalizações precisas. Sem dúvida um dos principais reforços dos últimos tempos do tricolor.

O ainda corintiano Pato, embora tenha feito gols, não atuou de maneira satisfatória. O técnico Muricy Ramalho, depois de broncas e mais broncas, mandou a campo o hermano Centurion. Certas horas dá impressão de Pato desligar-se do jogo, estar com a cabeça em outro lugar, enquanto o pau come solto. Muricy deu a ele uma função de segundo atacante, voltando mais para buscar a bola no meio-campo, o que não deu muito resultado. Na área, Luís Fabiano sempre.

O adversário, ao contrário do ano passado, nem de longe apresenta aquele toque de bola esperado, tão decantando pelo treinador Fernando Diniz. Por enquanto, não passa de um “Barcelona sem grife” e pode ser considerado sério candidato ao rebaixamento para a Série B do campeonato paulista de 2016. Já do São Paulo a torcida espera muito mais do que viu na estreia, frente ao Corinthians (derrota por 2 a 0). Uma vitória em casa e o Tricolor soma os três primeiros pontos na competição sul americana. Uma derrota e a casa cai no Morumbi.

E tenho dito!

Corinthians dá olé no São Paulo em noite de vingança de Jadson

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

Um passeio de bola. Forte marcação. O São Paulo nem conseguiu chutar a gol, muito menos articular jogadas. Por isso mesmo perdeu de 2 a 0 do Corinthians no primeiro jogo entre eles no chamado “Grupo da Morte” na Libertadores, nesta quarta-feira, na Arena de Itaquera. Mesmo com Emerson Sheik fazendo falta no começo da jogada do segundo gol sobre Bruno, mesmo assim, a vitória do Timão precisa ser decantada e exaltada. Principalmente pela belíssima atuação de Jadson, autor do segundo gol no placar de 2 a 0 (o primeiro foi de Elias, aliás belíssimo).

A Fiel torcida, impiedosa com o rival, gritava “olé” nas arquibancadas. Em campo, deve ter passado um filme na cabeça de Jadson. Ano passado, ele foi trocado praticamente por Pato. Corinthians adquiriu diretos federativos do jogador. Ele, no Morumbi, perdeu espaço e prestígio para Ganso, na época chegado do Santos. Foi para o Parque São Jorge como se fosse um grande favor, prestigiado pelo então treinador alvinegro Mano Menezes.

Com a chegada de Tite e a saída de Lodeiro (foi para o Boca Juniors), Jadson teve nova oportunidade e a agarrou com unhas e dentes. Fagner tocou para Elias. Esse rolou para Danilo. Jadson recebeu, percebeu a entrada de Elias pelas costas de Tolói e lançou de três dedos. Elias nem esperou a bola pingar e executou o goleiro Rogério Ceni. Golaço que saiu também de um toque genial do camisa 10. Depois, na etapa final, a vingança: recebeu na grande área, driblou o beque (que caiu de bunda no chão) e executou Rogério Ceni, meio falhando no lance (bola foi em cima dele).

Jadson estava redimido. Garantiu a vitória corintiana sobre o clube que o escorraçou, o humilhou, o tocou para o olho da rua sem dó e nem piedade. Pelo São Paulo, o técnico Muricy Ramalho armou mal a equipe. Isolou Luís Fabiano na frente. Colocou Michel Bastos de lateral-esquerdo, congestionando o meio-campo com Souza, Maicon e Denílson. Ninguém marcou, ninguém criou e ninguém chutou. Nota zero para o treinador, que teve tempo e não soube ainda montar uma equipe.

E tenho dito!

Agonia, êxtase e estreia de Love na vitória suada do Timão

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Não existe jogo fácil para o Corinthians. Em meio a erros de arbitragem, entradas duras e incríveis gols perdidos, a Fiel vibrou com mais uma vitória suada, rasgada e obtida na marra na Arena Itaquera, 2 a 1, sobre o Botafogo SP, pelo Paulistão. A partida em si mesma nada significou. No entanto, o empenho dos corintianos lembrou bem o que deve ocorrer na próxima quarta-feira, no mesmo local, contra o São Paulo, pela Libertadores.

O Corinthians teve vários jogadores poupados. A viagem para Manizales, para o compromisso diante do Once Caldas (1 a 1 na Colômbia) e o susto passado no avião, desgastaram principalmente quem viajou. Mesmo com muitos reservas, o Timão tomou logo as rédeas da partida. O colombiano Mendoza, por exemplo, perdeu dois gols na cara do goleiro. Petros deu uma de zagueiro em chute de Edílson. Guerrero e Edu Dracena mandaram duas bolas no travessão. Estava à mostra o “Calcanhar de Aquiles” do Alvinegro: o ataque é realmente ineficiente.

Mesmo frente a um adversário técnicamente inferior (o que não será o caso do São Paulo), a defesa falhou também. O juiz deu lateral para o Timão. O bandeira, para o Bota. Na sequência, gol de empate. Daí em diante, uma “guerra” em campo. Arbitragem complicada e insegura, por sua vez, influiu para “esquentar” a partida. O gol de empate do Timão, de Fábio Santos, aconteceu de um lance diferente. O zagueiro adversário, além de empurrar Guerrero, colocou o braço na bola. No entanto, botafoguenses não engoliram a marcação.

No último minuto da prorrogação, becão agarrou e puxou a camisa de Guerrero. Pênalti. Desta vez, incontestável. Fábio Santos bateu e converteu. Fim de partida, jogadores do Bota para cima, reclamando e gerando protestos. Ou seja, qualquer partida para o Timão passa a ser uma decisão. Árbitros engolem o apito e haja coração, como diria o finado e inesquecível narrador Fiori Gigliotti.

Cristian, por outro lado, atuou no meio-campo ao lado de Petros e Bruno Henrique e teve uma boa performance durante 90 minutos. Começou armando e depois ficou mais plantado. Vágner Love estreou, por sua vez. Chegou a chutar para o gol, mas zagueiro salvou em cima da linha. Falta rítmo de jogo embora sobre vontade. Maicon, que estava na seleção sub-20, entrou no lugar de Mendoza. Se movimentou bem e deixou boa impressão. Uma coisa ficou clara: Guerrero e Vágner Love podem jogar juntos sim, o que será a médio prazo um trunfo para o técnico Tite.

E tenho dito!

Tranquilos, reservas do São Paulo arrasam Bragantino

Ao contrário do Corinthians, próximo adversário da Libertadores, o São Paulo passou com tremenda facilidade pelo Bragantino. Neste sábado, 5 a 0, em Bragança Paulista. Convenhamos ser o adversário tricolor um sério candidato ao rebaixamento para Série B do Paulistão. Isso, porém, não conta. A postura são-paulina no gramado impressionou a todos. Afinal, Já na primeira etapa, o placar chegou a 3 a 0. Gols de Boschilla, Alan Kardec e Pato, sempre em toques rápidos, triangulações precisas.

Logo no início do segundo tempo, aos 20 segundos, tabela de Pato e Boschilla, gol do garoto de novo. Mas o destaque mesmo foi o hermano Centurion. Aliás, ele marcou o quinto gol. Cafu cruzou, o argentino meteu a cabeça na bola e carimbou o resultado final. Centurion não pode ser escalado contra o Timão, diga-se. Ele está suspenso dois jogos pela Conmebol, a exemplo de Guerrero. Punição trazida da temporada anterior. Pato, por sua vez, também está fora do clássico do século na Arena Itaquera, por força de contratato (passe ainda é do Timão).

Resumo da ópera: Tricolor chega mais tranquilo no primeiro pega com o Timão pela Libertadores.

E tenho dito!

Estaria o Allianz Parque amaldiçoado?

O Palmeiras fez o primeiro jogo fora de casa, contra o São Bento, em Sorocaba, e venceu por 1 a 0, gol de Dudu. Lance foi lindo. Zé Roberto, em jogada pelo meio-campo, lançou Cristaldo pela direita. O gringo cruzou e Dudu tocou fácil, fácil para o fundo do gol. Ficou evidente que atuar longe do Allianz Parque é muito mais tranquilo. Longe da pressão da torcida, dos dirigentes, o Verdão conseguiu quebrar a invencibilidade do São Bento. Time errou menos passes, acertou a marcação e teve chances para ampliar o placar. Daí a questão que não quer calar: existe mesmo um macaco enterrado no ex-Palestra Itália, como pregam os mais supersticiosos?

Bati três vezes na madeira, pé de coelho (ou seria de porco?) na mão e sai pra lá.

E assim caminha a espiritualidade…

Corinthians x São Paulo: segurem os corações e as emoções

Djalma Vassão/Gazeta Press

Djalma Vassão/Gazeta Press

Temporada 2015 começa a mil por hora para o futebol paulista. Principalmente na Libertadores. O Corinthians empatou com o Once Caldas, em Manizales em 1 a 1, classificou-se para a próxima fase da competição e caiu no Grupo da Morte, com São Paulo, San Lorenzo (atual campeão e clube hermano do coração do Papa Francisco) e o Danúbio, do Uruguai. Pior: o Tribunal da Conmebol puniu o atacante Guerrero por três partidas. No jogo de ida contra os colombianos ele foi expulso e, na súmula, o árbitro colocou a palavra maldita, ou seja “agressão”. Prejuízo enorme para a equipe do técnico Tite.

Do lado tricolor, o desfalque será Pato. Passe do jogador ainda é do Timão. São Paulo, porém, pode escalá-lo se pagar R$ 1 milhão de multa de indenização, por força contratual. A primeira partida será na próxima quarta-feira, na Arena Itaquera. Pelas últimas exibições, não dá para falar muita coisa. Afinal, os goleiros Rogério Ceni e Cássio trabalharam três ou quatro vezes mais do que os outros. Ceni salvou o Tricolor de ser goleado na Vila Belmiro contra o Santos. Autor de pelo menos cinco defesas sensacionais, segurou com as mãos um 0 a 0. Cássio tomou duas bolas na trave e fez dois “milagres”, um em cada tempo.

Engraçado: se o ataque continua sendo o grande problema do Corinthians, a defesa incomoda demais o São Paulo. Laterais se perdem no apoio e duplas de área deixam o técnico Muricy Ramalho cada vez mais sem cabelos. Já Tite fez uma experiência com Danilo de pivô, no lugar de Guerrero. Meia adaptou bem à função, porém, não finalizou uma vez sequer. Tem gente rezando para Vágner Love, recém-contratado, ter condições de enfrentar o Tricolor.

Mas podem ter certeza: pela rivalidade Corinthians x São Paulo será um grande espetáculo, uma atração especial. Segurem as emoções e os corações.

E tenho dito!

Corinthians vence Palmeiras e o apito trapalhão

(Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

Palmeiras caiu aos pés do veterano Danilo e do jovem Mendonza

Já tornou-se uma rotina. Nos últimos dois jogos do Corinthians, além de vencer os adversários (Once Caldas e Palmeiras) de forma brilhante e incontestável, teve de passar por arbitragens duvidosas e tendenciosas. Contra os colombianos, 4 a 0 e dois expulsos de campo (Fábio Santos e Guerrero, pela Pré Libertadores). Diante do Palmeiras, 1 a 0, o goleiro Cássio expulso por “fazer cêra” (clássico pelo Paulistão).  Raphael Claus (o mesmo armou aquela confusão imbecil com o Petros por eles se chocarem em campo) primeiro amarelou o goleiro por amarrar as chuteiras sem luvas. Ou seja, para isso tinha de tirá-las. Por que o amarelo então?

Depois, Cássio não percebeu a bola atirada pelo gandula. Estava discutindo com companheiros de zaga. Ao virar-se de frente, viu duas gorduchinhas. Claus entendeu como pressão contra o apito e deu vermelho para o santo Cássio. Mesmo assim, com um time reserva e desfalcado, o Timão fez um gol (Danilo) e venceu em pleno Allianz Parque. Falha infantil do becão Vitor Hugo. Atrasou errado (lento) para o goleiro Fernando Prass; Petros entrou entre os dois e tocou para Danilo marcar. Bruno Henrique acertou a trave (Prass tocou ainda com a ponta dos dedos).

E o Palmeiras? Bem, o técnico Oswaldo Oliveira fez uma opção errada. Preferiu sair jogando com Maycon Leite, deixando Dudu na reserva. Preferiu exigir da equipe toque de bola e tranquilidade, mesmo faltando poucos minutos para o jogo terminar (árbitro deu 6 minutos de tempo extra). Vitor Hugo até que tentou redimir-se. Em quatro cobranças de escanteio, subiu mais que Edu Dracena e Gil mas cabeciou para fora. Faltou pegada, espírito de luta. Afinal, estava em casa, com torcida a favor. O.O. bobeou.

O Timão ainda poderia ter dilatado o placar. Danilo de cabeça (primeiro tempo) e Mendonza cara a cara com Prass (etapa final) perderam gols certos. Para encerrar o show de ingerências do apito, Raphael Claus deu amarelo para Alan Patriic por entrar violentamente em Petros. Quase no final do jogo, o palmeirense meteu a mão na bola para evitar um “chapéu” de Fábio Santos. Lance intencional. Logo, expulsão imediata. Juizão fingiu não ser com ele, esperou um pouco e terminou o clássico.

E tenho dito!