Quem você mandaria embora Michel Bastos ou Osório?

Wesley correu, marcou e errou pouco. Esforço de nada valeu e veio outro empate. Fernando Dantas/Gazeta Press

O empate de 0 a 0 entre São Paulo e Fluminense, neste domingo, no Morumbi, teve um destaque negativo. Ao ser substituído por Centurión, Michel Bastos xingou bastante (filho da p…do cara…) o técnico Juan Carlos Osório. Ficou bastante insatisfeito ao ver a equipe desperdiçar muitos gols (inclusive um certo com o próprio Centurión). Então, diante do impasse, fica a pergunta: se você fosse Carlos Miguel Aidar, presidente do Tricolor, quem mandaria embora, o craque do time (Michel Bastos) ou o treinador revolucionário (Osório)?

Em tempos de vacas gordas, sobraria para o jogador. Ele seria apenas mais um no elenco que,então, estaria recheado de craques. No entanto, o tempo agora é de vacas magras. Ou seja, a grande revelação do São Paulo é Lucão (dono de atuações desastrosas) e Rodrigo Caio (tentaram vendê-lo para Espanha e não deu certo). Se bobear, corda vai arrebentar para o lado fraco, no caso Osório. Seria uma repetição da mesma situação deprimente vivida por Muricy Ramalho no começo da temporada. Treinador chegou a ficar doente e pedir licença para se tratar.

Aidar já privilegiou o grupo. Teve de “engolir” a permanência do goleiro Rogério Ceni (já era para estar aposentado). Como os resultados estão sendo ruins demais, técnico colombiano que se cuide. Alguém avise a ele que “el gato se subió a la azotea” (o gato subiu no telhado).

E tenho dito!

Ataque incompetente do Corinthians

Vágner Love parou nas boas defesas do goleiro Renan. Célio Messias/Gazeta Press

O Corinthians ficou no 0 a 0 com o Goiás, no estádio Serra Dourada, neste domingo, no Brasileirão. Faltou competência ofensiva para a equipe paulista, afinal o adversário luta para não cair. Durante toda a partida, todas bolas finalizadas foram fracas, de fácil defesa para o goleiro Renan, sempre bem colocado. Desta vez, nem Renato Augusto e muito menos Jadson deram um jeito. Danilo e Rodriguinho até tentaram, mas ficaram no meio do caminho. Era uma ótima oportunidade para o Timão encostar no pelotão da frente do campeonato, o que fica para outra ocasião.

O gramado do Serra Dourada, por sua vez, acabou levando a culpa. As dimensões são bem maiores do que as normais. Por isso mesmo, jogadores se vêem obrigados a correr bem mais. O técnico Tite, então, resolveu atrasar a marcação corintiana. O Goiás, assim, ficou com bastante espaço para evoluir, tocar a bola e armar-se no meio-campo. Treinador alvinegro insistiu nos lançamentos para as corridas de Malcom e Vágner Love, facilmente neutralizadas pela zaga local.

No final, Gil enroscou-se com atacante. Árbitro mandou partida seguir de forma correta.

E tenho dito!

Estava escrito nas estrelas: chupa, Messi!

Aránguiz fez 4 a 1 nos pênaltis e não viu mais nada, sufocado pelos companheiros. AFP

A solitária estrela da bandeira chilena finalmente brilha no céu da glória do futebol sul americano. A conquista da Copa América veio suada, rasgada, nos pênaltis, diante da badalada seleção argentina, com Messi e companhia bela. Feito histórico depois de empates seguidos no tempo normal e na prorrogação (0 a 0). Da marca fatal bateram e marcaram Matías Fernández, Vidal, Aránguiz e Sánchez para o Chile. Do lado hermano, somente Messi balançou as redes. E a sina continua: o melhor jogador do mundo não consegue ganhar um título com a camisa do próprio País. Messi, em 2014, alcançou o vice diante da Alemanha, na Copa disputada no Brasil.

Os donos da casa foram mais organizados e aguerridos durante todo jogo. Tramavam muito bem o ataque, evoluíram com perfeição no meio-campo. Faltava apenas um homem de finalização, alguém posicionado entre os beques argentinos para aproveitar a bola cruzada ou colocar para dentro uma sobra do goleiro. Já os hermanos mostraram bom futebol apenas nos primeiros 20 minutos, quando a seleção chilena deu espaço para tocar a bola de pé para pé. Depois, marcação fechou em cima de Messi e já era.

Duro vai ser explicar para o torcedor fanático portenho que “tatu não é galinha”. Afinal, essa foi uma das piores partidas da Argentina nos últimos tempos. O técnico Tata Martinez também deixou Carlitos Tévez no banco de reservas e viu, de novo, o tal de Higuain perder gol certo no último minuto de partida. Valdívia, depois de treinar cinco anos no Palmeiras, teve uma participação excelente na Copa América. Claro que reclamou muito ao deixar o gramado substituído por Matías Fernàndez. Mas chorou e vibrou bastante com o filhinho no colo na festa chilena. Agora, vai tarde para os Emirados Árabes.

Chupa, Messi.

E tenho dito!

 

Timão soma mais três preciosos pontos

Jadson, para variar, fez o primeiro gol com muita categoria e ainda participou de outro. Djalma Vassão/Gazeta Press

Pelo resultado, 2 a 0 em cima da Ponte Preta, nesta quinta-feira, na Arena de Itaquera, o Corinthians mereceu nota mil. Afinal fez a lição de casa, somou mais três preciosos pontinhos e continuou no bloco de frente do Brasileirão, agora com seis vitória em dez rodadas. E o futebol? Pois é. Ficou devendo de novo, principalmente no segundo tempo, quando a Macaca tentou e não conseguiu empatar graças à duas defesas do goleiro Cássio muito difíceis. Os gols corintianos foram de Jadson e Vágner Love, sempre presentes na artilheira da equipe nos últimos jogos.

A partida começou cadenciada, com boa pegada no meio-campo. E quem desequilibrou foi Malcom. O garoto pouco intimidou-se com a cara feia dos zagueiros da Ponte e nem ligou para botinadas. Buscando tabelar ora com Uendel, ora com Love, Malcom arrancava aplausos e suspiros de quase 27 mil fiéis presentes ao estádio. O gol, porém, saiu do outro lado, o direito. Em contra-ataque comandado por Elias, cruzamento veio da direita. Jadson entrou e deu um toquinho sutil no canto: 1 a 0.

O goleiro Marcelo Lomba já tinha feito bos defesas em chutes de Malcom, outra testada firme de Renato Augusto. O camisa 8, aliás, teve o gol à disposição. Porém, na hora da conclusão, beque jogou-se na frente e salvou gol certo. Na etapa final, o técnico Tite mudou errado. Sacou Malcom e colocou Mendoza. Desatento, o colombiano perdeu bolas fáceis e armou contra-ataques para o adversário. Só dava Macaca, quando Renato Cajá arriscou um gol olímpico em cobrança de escanteio. Cássio fez defesa milagrosa (bola tocou no travessão ainda) e depois bateu cotovelo no chão, em cima do ferro que estica a rede.

Ainda bem que não saiu. Já na prorrogação, com dores no braço e tudo, tocou para escanteio arremate preciso. O gol de Love, se não foi uma pintura, teve preparação bonita de se ver. Mendoza roubou a bola na intermediária corintiana. Tocou para Jadson. Esse devolveu para Mendoza na corrida. Jadson recebeu de novo e tocou para Love. O becão Fernando atrapalhou-se no corte. Bola sobrou limpinha para Love “matar” a partida de vez.

E tenho dito!

Virou 2 e terminou 4 para o Verdão, pelada de rua

Leandro Banana abriu a porteira e São Paulo caiu de 4 em pleno Allianz Parque. Gazeta Press

O Palmeiras impôs uma goleada histórica ao São Paulo, 4 a 0, nesse domingo, no Allianz Parque, pelo Brasileirão. Um chocolate. Um massacre. Um baile, ao som de uma alegre tarantella napolitana. A equipe do técnico Marcelo Oliveira deixou o adversário tonto, nocauteado, virado do avesso. Lembrou pelada de rua: virou 2 e acabou 4. Gols foram marcados por Leandro Banana, Victor, Rafael Marques e Cristaldo. Verdão sobrou em campo. São-paulinos devem dar graças aos céus. Placar poderia ter sido bem maior.

Afinal, o Palmeiras jogou bem ou o São Paulo atuou mal? Um pouco de cada coisa. Verdão apostou nos erros do Tricolor que, aliás, passaram até da conta. Don Osório mandou Bruno (pela direita) e Carlinhos (pela esquerda) descerem à vontade. Também colocou Pato e Michel Bastos abertos pelas pontas. Com isso abriu duas grandes avenidas para a penetração alviverde. Para complicar, Hudson e Souza (principalmente o último) ainda estão bastante desentrosados e não sabem quem fica ou deixa a cabeça de área. Em outras palavras, bagunça tática geral, muito bem explorada pelo esperto e tático Marcelo Oliveira.

Dudu e Egídio fizeram ótima inversão, veio o cruzamento e Leandro Banana bateu forte. Bola desviou em Souza (mal colocado) e enganou Rogério Ceni (reflexo péssimo): 1 a 0. Vitor (que mandou no travessão momentos antes) meteu cabeça para marcar o segundo. No intervalo, Don Osório perdeu a cabeça. Arbitragem mostrou cartão vermelho. Alegou ter o colombiano ofendido o apito. O incansável Mílton Cruz ficou em seu lugar. Desesperado, São Paulo se mandou em busca do primeiro gol e abriu-se mais ainda.

Em lance de contra-ataque rápido, Rafael Marques deslocou Rogério. Do mesmo jeito, Cristaldo fez de cabeça. Jogo terminou aí. São Paulo não encontrou forças para reagir. Sinal vermelho para Don Osório. Time desorganizado demais. Já perdeu a liderança e perspectivas futuras são nebulosas. Por outro lado, sinal verde para Marcelo Oliveira. Estadia em Atibaia fez bem. Técnico e jogadores começam a falar a mesma língua.

E tenho dito!

Gosto de vingança na vitória do Corinthians

Malcom quase marcou um golaço e levou o terror para a zaga do Figueira. Luís Moura/Gazeta Press

O Corinthians perdeu apenas três partidas na Arena de Itaquera: para o Figuerense na inauguração do estádio (ano passado, com Mano Menezes de técnico), para o Palmeiras (semanas atrás) e Guarani do Paraguai (Libertadores). Era uma questão de honra devolver a “gentileza” para o adversário indigesto. Mesmo em plena reformulação depois da saída de Fábio Santos, Guerrero, Emerson Sheik e Petros, o Timão ganhou de 2 a 1 e obteve a tão sonhada vitória. Teve sabor de vingança sim senhor. Gols de Vágner Love e Jadson, de pênalti, com Tiago Caça Rato descontando para o Figueira. Timão chega assim a 16 pontos, sem perder partidas bobas em casa.

O técnico Tite transformou o Brasileirão em um grande laboratório. Abandonou de vez o 4-1-4-1, que encantou o planeta no começo do ano, por absoluta falta de peças para colocar o esquema em prática. Já utilizou o 4-2-2-2, o 4-2-3-1 e diante do Figueirense apostou no velho e bom 4-3-3, com apenas Bruno Henrique atuando de cabeça de área. Ao lado dele, Jadson e Renato Augusto. Na frente, Malcom, Vágner Love e Luciano, esse voltando para ajudar na armação e marcação do meio-campo.

Funcionou? Bem, não muito. Jogadores em fase de adaptação, ainda desentrosados bateram de frente com a tática e pouco ameaçaram a equipe do treinador Argel.

Na etapa final, Tite abriu mais pelas pontas, soltando Edílson e Uendel. Ai sim!

Na primeira arrancada de Uendel, trocando passes com Renato Augusto, lateral cruzou e Vágner Love abriu o placar dando um carrinho na bola. E diga-se: Love aos poucos encontra os espaços dentro de campo. Sempre de frente para o gol, atacou os zagueiros com drible ousado. Derrubado dentro da área, arbitragem deu pênalti. Jadson cobrou e mandou no ângulo, 2 a 0.

Figueira ainda fez um gol, em grande jogada de Tiago Caça Rato. E só. Tite deu um jeito de segurar a onda e garantir mais três pontos. Além de Love, Malcom teve um excelente desempenho e o volante Marciel, saído da base, deixou boa impressão. Tem estilo, toca bola com classe e combate numa boa. Mais um reforço para o Bando de Loucos, sem dúvida.

E tenho dito!

Perder da Alemanha tudo bem. Mas do Paraguai, não!

Robinho abriu o placar, Gonzales empatou no tempo normal. Nos pênaltis, 4 a 3 para o Paraguai. Reuters

Perder de 7 a 1 da Alemanha e 3 a 0 da Holanda na Copa 2014 magoou demais o coração da torcida brasileira. Caiu Felipão veio Dunga. E com ele novo vexame. Desta vez, seleção terminou desclassificada pelo Paraguai, uma das piores equipes da Copa América. No tempo normal, 1 a 1. Na cobrança de pênaltis, 4 a 3 para os “genéricos” hermanos. Com ex-presidente da CBF, José Maria Marin preso na Suíça e Marco Polo Del Nero se escondendo debaixo da mesa, crise brava pegou de vez o futebol nacional, mal administrado e pessimamente jogado. Um desastre.

Os paraguaios bateram demais. Do começo ao fim. Afinal, um time com média de 28 anos de idade encontrou grandes dificuldades para acompanhar o rápido ataque brasileiro. Phelippe Coutinho e Robinho deitaram e rolaram pela esquerda.  Nesse setor, até o estranho Felipe Luís saiu-se bem. Apoiou com aplicação e voltou de imediato para marcar. Do lado direito, William tinha problemas. O tal de Pires só faltou dar um soco no ex-corintiano. Por isso mesmo, a arbitragem distribuiu cartões amarelos à vontade para os hermanos.

Brasil saiu na frente com méritos. Phelippe Coutinho arriscou de longe e quase surpreendeu. Mas veio uma belíssima jogada coletiva do ataque. Phelippe trocou bola com Felipe Luís; Robinho recebeu e tocou para Elias; o alvinegro rolou para Daniel Alves; cruzamento perfeito encontrou o santista Robinho, que tocou sorrindo para o fundo das redes paraguaias. Na sequência, seleção brasileira tirou a chuteira do acelerador e deu espaço para o desesperado time oponente. Bem postada, defesa segurou a onda.

Na etapa final, a casa caiu. Jefferson salvou fazendo defesa sensacional em cabeçada de Paulo Silva. Tiago Silva, então, fez um pênalti infantil e desnecessário. Em bola alta, meteu a mão na bola. Gonzales bateu e deixou tudo igual no placar. Paraguaios cresceram, se animaram e foram para cima. Queriam o gol da virada, da classificação. De novo Gonzales aproveitou contra-ataque e obrigou Jefferson a defender para escanteio. William saiu e veio Douglas Costa. Depois, Tardelli substituiu Firmino. Robinho deixou o gramado para a entrada de Éverton Ribeiro. Alterações nada influenciaram. E decisão da vaga foi para os pênaltis.

Fernandinho fez o dele. Martinez deixou tudo igual. Éverton Ribeiro mandou para fora. Péssima cobrança. Cáceres manteve vantagem paraguaia. Miranda tocou no cantinho, com classe. Bobadila deu no ângulo, idefensável. Douglas Costa chutou por cima. Isolou a bola. Ridículo. Roque Santa Cruz também mandou para nuvens. Phelippe Coutinho aproveitou. Decisão nos pés de Gonzales.Golaço. Paraguai desclassificou seleção de Dunga sem dó nem piedade.

E assim caminha a mediocridade…

Subversivos de ontem são os dominantes de hoje no Timão

No twitter de André Negão, ele entre Andrés Sanchez e Alberto Dualib. Reprodução

Sou fã do professor de Ética e Filosofia da USP, o são-paulino Clóvis de Barros Filho. O intelectual, o melhor palestrante do Brasil aliás, jornalista e advogado também, fez curso de mestrado e doutorado na França, com o sociólogo Pierre Bordieu. Polêmico e irreverente, o “provance” (caipira em português) criou um método sensacional que talvez explique o que está acontecendo no Corinthians. Afinal da noite para o dia, o Timão embicou o nariz do avião para baixo e está prestes a dar o chamado “mergulho fatal”, atolado em dívidas e agora suspeitas de sonegação de impostos.

Bordieu divide a sociedade em Campos, por exemplo, Direito, Filosofia, Mídia, Divertimento, Mercado, Medicina e assim por diante. O Esporte, claro, também cabe aqui. Nesse espaço determinado existem os Dominantes, os Dominados e os Pretendentes. Os primeiros são os detentores de “Troféus” específicos de cada área. No Direito, o magistrado é o top. Na mídia, o jornalista de maior destaque. Na medicina, o cirurgião plástico rico e famoso. No Esporte, o grande jogador, o gênio. O “Troféu”, no caso, não significa necessariamente uma taça e sim o reconhecimento da maioria.

Já os Dominados seriam os “subversivos”, aqueles que querem alcançar o topo e, para isso, entram em conflito com os Dominantes em um combate simbólico, evidente, porém de “vida ou morte”. O Pretendente, por sua vez, é o novato, o estagiário, o jogador recém promovido da base que luta por um lugar ao sol no “Campo”. Muito bem. Hoje a turma que comanda o Corinthians (os Dominates) antes eram o quê? Dominados (subversivos). Lembram do movimento “Fora Dualib”, dizem as más línguas bancado por André Sanchez e André Negão? Pressão da torcida foi tanta que ex-cartola não aguentou e abdicou do cargo.

Dualib caiu e o que aconteceu? Como prevê o francês Bordieu, os ex subversivos (dominados) tomaram a presidência do clube de assalto primeiro com Sanchez, depois com Mário Gobbi e agora com Roberto Andrade. Ganharam títulos, um estádio foi construído, criou-se o programa sócio torcedor (Troféus da área). No fundo, porém, mudou o quê? Com o tempo, os Dominantes (antes subversivos de carteirinha) acomodaram-se no poder e hoje lutam para conservá-lo, mesmo que tenham para isso de cometer os mesmos erros do dirigente destronado, no caso Dualib.

Ou seja, uma coisa mudou aqui e ali e o Corinthians está volta às manchetes policiais. Dívidas do clube com a União serão julgadas no Supremo Tribunal Federal de Brasília, a pedidos do Ministério Público e da Polícia Federal. O processo tem quase 600 páginas. Sanchez, André Negão, o atual presidente Roberto Andrade e o ex-diretor financeiro Raul Correa estão sendo acusados de crimes contra o patrimônio e apropriação indébita previdenciária. Já houve um acordo entre o clube e a União. Mesmo assim, os quatro irão responder pelas acusações. A pena pode chegar a dois anos de cadeia e pagamento de multa.

Ou seja, quem está fora faz de tudo para entrar e quem entra não quer sair nem a pau.

E assim caminha a mediocridade…

Robinho resolve, Dunga complica e Brasil classifica

Muita festa para Tiago Silva, autor do primeiro gol brasileiro contra a Venezuela. AFP

Neymar fez falta contra a Venezuela, em partida pela Copa América? Nesse jogo, não. Robinho comandou a classificação brasileira de cabeça erguida, toques de bola primorosos e consciência na hora do passe. O resultado de 2 a 1 não refletiu o domínio da seleção de Dunga. Os gols foram de Tiago Silva e de Firmino, com Miku marcando o de honra para os venezuelanos. Os próximos adversários serão os paraguaios, pelas Quartas de Final.

Por um triz, Dunga não colocou tudo a perder. Time chegou aos 2 a 0, com ótimas chances de aumentar o placar. Aí, então, o treinador da Canarinho resolveu segurar o resultado. Sacou Robinho e colocou Marquinhos; abriu mão de Firmino para a entrada de David Luiz. Ou seja, atuou por 20 minutos com Miranda, Tiago Silva, David Luiz e Marquinhos. Soltou Dani Alves no ataque, formando dupla de área com Tardelli (na posição de Philippe Coutinho).

Marquinhos deveria ter atuado de lateral-direito e David Luiz como volante, aliás como fazem no Paris Saint German, da França. Deu tudo errado. O treinador da Venezuela, Noel Sanvicente, mandou a equipe para cima. Após cobrança de falta e com boa defesa de Jefferson (bola ainda bateu na trave), Miku aproveitou rebote e marcou. Até o final da partida, um sufoco desnecessário. Não era para Dunga ter recuado tanto assim.

Que dureza.

E tenho dito!

 

 

Modesto Avaí tira São Paulo de Osório da liderança

Michel Bastos correu muito, arriscou chutes a gol e perdeu outro de cabeça. Gazeta Press

O modesto e esforçado Avaí do técnico Gílson Kleina veio ao Morumbi e arrancou um belíssimo empate, 1 a 1, tirando a liderança do Brasileirão do São Paulo. Resultado surpreendente? No papel sim. No entanto, no decorrer da partida se explica o quase desastre tricolor. Simples: o técnico colombiano armou a equipe com três zagueiros logo após o gol de Souza, optando por contra-ataques. Kleina, esperto, colocou o velho e bom André Lima de centroavante e “matou” o jogo. O Camisa 99 deixou tudo igual no placar, deixando claro ser na maioria das vez a defesa o melhor ataque.

E os são-paulinos devem dar graças a Deus. Afinal, o goleiro Renan, substituto de Rogério Ceni, fez três defesas seguidas na etapa final de grande reflexo e categoria. Certo também dizer o quanto errou a arbitragem contra o São Paulo. Pato fez um gol legítimo, anulado pelo bandeirinha alegando impedimento. Mesmo assim, faltou mais organização e cabeça fria para o São Paulo na hora da definição das jogadas e dos arremates a gol. Ficou claro, por outro lado, que a melhor posição para Hudson no time é primeiro volante, à frente de Tolói e Dória, bons na marcação porém péssimos para sair jogando com a bola nos pés.

E tenho dito!