Corinthians não soube golear a Penapolense…

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

Dom João 6º, rei de Portugal, dizia sabiamente: “O que eu sei eu faço. O que eu não sei, não faço”. E, definitivamente, uma das coisas que o Corinthians do técnico Tite desconhece é golear. Nesta quinta-feira, na maratona do Paulistão, sobrou para a Penapolense, 5 a 3. Placar elástico, oito gols, até raro de se ver no futebol brasileiro. São 27 jogos invictos na Arena de Itaquera e 32 pontos somados no Paulistão.  A história da partida, porém, pintou outro quadro. O Timão chegou a fazer 5 a 0, sem dó e nem piedade. Mas tropeçou na reação da equipe adversária e mostrou clara desconcentração diante do resultado positivo até demais e levou três gols na corcova.

De novo, o ataque salvou a defesa. Aliás, Emerson Sheik, Guerrero (2), Petros e Iago foram os artilheiros alvinegros. Para Penapolense marcaram Crislan (2) e Luis Gustavo. Em dois gols, falhou o garoto Iago sem dúvida. Tropeçou nas próprias pernas no primeiro e subiu marcando a bola no segundo, deixando o tal de Crisan à vontade para tocar para as redes do goleiro Cássio. Uma lição para o jovem valor corintiano. Malícia vem com o tempo. Paciência. Fica evidente, porém, não ser essa a melhor dupla de zagueiros (Iago e Edu Dracena) à disposição do treinador.

Já em termos ofensivos, Emerson Sheik e Guerrero estão encaixados e entrosados. Trabalham bem a bola, tabelam, invertem posições e estão em paz com o gol inimigo. Outro destaque ficou por conta de Petros no lugar de Elias (seleção brasileira). Jadson , de novo, armou, lançou, cruzou e tudo dentro de uma precisão matemática. Resumo da ópera: time está ajeitado mas ainda não está pronto.

E tenho dito!

 

Geração Neymar faz gato e sapato da França e vinga Brasil

Djalma Vassão/Gazeta Press

Djalma Vassão/Gazeta Press

Aquele 12 de julho de 1998 estava mesmo engasgado na garganta. O Brasil perdeu na final daquela Copa por 3 a 0 da França, no Stade de France, em Saint-Denis. Quis o destino, porém, que 17 anos depois viesse a vingança. A geração Neymar, fracassada na Copa 2014, ascendeu de vez a tocha da esperança e meteu 3 a 1 nos prepotentes francêses, de virada, fora o show de bola. Prevaleceu a criatividade, o talento do jogador brasileiro, sobre a rígida tática do futebol europeu.

O técnico Didier Deschamps deu o chamado nó tático em Dunga na etapa inicial. O técnico surpreendeu com uma França de ótimo toque de bola, ofensiva, tendo como diferenciais o jogo aéreo, a marcação sob pressão e um perigoso jogo aéreo para cima da dupla de área formada por Thiago e Miranda. O goleiro Jefferson praticou fez defesa sensacional logo de cara. Benzema testou cara a cara, no ângulo, obrigando o botafoguense a se esticar todo no ar, espalmando para escanteio. No entanto, nada pode fazer com a testada precisa do becão Varane, 1 a 0. Neymar, sempre cercado por três adversários, esteve omisso e apagado.

Elias (escalado de última hora) entrou e ditou o ritmo do meio-campo, ao lado de William. Quem encantou com boa movimentação de ataque foi Firmino. Arriscou um chute firme, de fora da área, com Mandanda, tocando para fora. O empate surgiu quando brilharam a habilidade e o improviso dos jogadores brasileiros. Oscar tabelou com Firmino e bateu para o fundo do gol francês com o biquinho da chuteira do pé esquerdo, 1 a 1.

O Brasil, na etapa final, voltou com a “faca nos dentes”. Elias recuperou a bola no meio-campo, tocou para Luís Gustavo que, por sua vez, deu a William. Esse viu Neymar livre, sem marcação, pela esquerda. O atacante não deixou por menos e fez o dele: 2 a 1. De brios feridos e empurrada pela torcida, a França se mandou. Benzema isolou a bola dentro da pequena área. Jefferson salvou a pátria nacional outra vez em batida de Schneiderlin.

Diante do sufoco, o contra-ataque foi a melhor opção brasileira. Mandanda evitou gol de Oscar, mas não de Luís Gustavo, em cobrança de escanteio, de cabeça, 3 a 1. Daí pra frente, várias substituições e a equipe do rabugento Dunga administrou a vantagem até o fim, com a malícia e a graça do velho e bom futebol brasileiro.

E tenho dito!

Palmeiras tira a barriga da miséria e arrasa São Paulo

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

O Palmeiras finalmente desencantou no Allianz Parque e fez o jogo dos sonhos do torcedor. Pegou um São Paulo mal armado, sem atitude, apático pela frente e não teve dúvida. Tirou a barriga da miséria e goleou por 3 a 0, um resultado histórico pelas circunstâncias. Afinal, o Verdão procurava um marco, um porto seguro para lançar âncora e projetar um futuro melhor. Não foi fácil a vida palmeirense até a chegada do técnico Oswaldo de Oliveira. Em 2014 faltou pouco para ser rebaixado pela terceira vez para a Série B. Mas uma vitória gigante, soberba, magnífica como essa abre novas perspectivas.

O árbitro Vinícius Furlan, aqui entre nós, deu uma mãozinha. Robinho marcou um gol de placa em Rogério Ceni logo no primeiro minuto. Mas ainda prevalecia o equilíbrio. As equipes estavam em fase de estudo, quando o zagueiro Tolói, que perdeu a paciência com Dudu, acabou expulso. Ué, antes não foi provocado? Então o esmeraldino também deveria ter levado uma boa punição. Outro juiz teria agido da mesma forma? Creio que não. A ausência do becão obrigou o treinador Muricy Ramalho a mexer na estrutura da equipe. Saiu Pato e veio Edson Silva. E começou um pesadelo sem fim.

O São Paulo desmoronou. Quebrou-se em mil pedacinhos, como se fosse um objeto de cristal. Daí para a falência geral foi um passo: Rafael Marques, livre e solto, aproveitou desatenção na marcação e fez logo 2 a 0. No segundo tempo, Muricy tentou mexer de forma “mágica”, sem sucesso. Ganso (figura inútil) deu lugar a Centurion. Outra bobeada, gol de Rafael Marques, 3 a 0. Michel Bastos, então, aplicou carrinho lateral em Arouca. O palmeirense nem foi tocado. Pulou antes de ser atingido. Outra vez o tal de Furlan soprou a latinha “caseira” e mostrou vermelho para o são-paulino.

Aí, então, ficou fácil demais e o Verdão, se tivesse mais capricho, teria ampliado a goleada. Se o placar enche de confiança o dono da casa, manda o visitante para um Inferno Astral. Agora, a preocupação tricolor é com o desempenho da equipe contra o San Lorenzo, da Argentina, pela Libertadores. Só uma vitória importa para os hermanos, o que seria um desastre total para o time do Morumbi. Pressão para cima de Muricy deve aumentar nas próximas horas.

E tenho dito!

Um show de bola do Corinthians para cima da pobre Lusa…

Fernando Dantas/Gazeta Press

Fernando Dantas/Gazeta Press

O Corinthians do técnico Tite caminha firme e forte no Paulistão. Mesmo com uma equipe considerada reserva, deu um show de bola em cima da Portuguesa, 2 a 0, nesta terça-feira, na Arena de Itaquera.  O garoto Malcom marcou dois golaços. Aos poucos, vai conquistando uma posição no ataque e garantindo ainda mais o eterno carinho da Fiel. E saiu barato para a Lusa, uma equipe completamente desestruturada e séria candidata ao rebaixamento também no campeonato regional (já está na Série C do Brasileirão). Vágner Love passou em branco, no entanto, deixou o campo aplaudido pela torcida. Resultado classificou o Timão para a próxima fase da competição.

Toques de primeira. Bola de pé para pé. Jogadas de efeito. Dribles bonitos e ofensivos. Tudo isso contando com uma marcação rígida, firme, pegada. Dessa forma o Timão sufocou o adversário durante toda partida. Nem parecia, a bem da verdade, um time reserva. Para se ter uma idéia, a Lusa levou perigo ao gol defendido por Walter somente aos 39 minutos da etapa final. Os dois gols de Mailcon foram de bela feitura. No primeiro, testou firme no canto oposto de Rafael Santos, sem apelação, após cruzamento de Danilo. No segundo, Danilo deu passe com efeito; zaga rebateu e o garoto entrou batendo de primeira, sem deixar a bola cair.

Luciano e Vágner Love ainda acertaram a trave lusa, sem falar nos gols perdidos. Love passou em branco de novo. No entanto, foi o mais esforçado em campo. O primeiro gol dele com a camisa do Timão está zicado mesmo. Se Deus quiser, vai sair quando a equipe mais precisar.

E tenho dito!

Ataque salva defesa e Corinthians vence apertado

Fernando Dantas/Gazeta Press

Jadson comeu a bola de novo. Fernando Dantas/Gazeta Press

Apesar do campo precário, Timão mostrou ótimo do toque de bola (quase não errou passes) e triangulações no melhor estilo “Barcelona”. Os três gols saíram dessa forma. No primeiro, Renato Augusto percebeu Sheik entrando por de trás da zaga e rolou. Atacante tocou para redes com categoria. Depois, Sheik, Uendel e Guerrero tabelaram rápido e o peruano finalizou. Bola bateu em Oliveira e desviou. No terceiro, Danilo deu para Jadson. O excelente camisa 10, de três dedos, lançou Guerrero. Artilheiro bateu forte, cruzado, sem defesa.

Mesmo diante da maior posse de bola corintiana, equipe da casa reclamou da arbitragem. Renato Augusto e Oliveira se agarraram no grande círculo. O corintiano levou a melhor. Disparou sozinho para o gol defendido por Douglas. Ao driblar de lado, o goleiro tocou com a mão na bola fora da área. Juizão Guilherme Ceretta mostrou cartão vermelho. Bronca ficou por conta de uma falta de Renato Augusto em Oliveira que, diga-se, bateu até na própria sombra.

Fiel deve ficar feliz e tranquila. Afinal, Gil está defendendo a seleção brasileira ao lado de Elias. Na defesa alvinegra Gil é rei. Edu Dracena e Felipe ainda estão se entrosando. Com o ataque conseguindo gols, aí sim a coisa irá clarear de vez para o Corinthians na temporada.

E tenho dito!

MP da Dilma 1 x Bancada da Bola 0, por enquanto

Mowa Press

Mowa Press

Imaginem o Senado e a Câmara dos Deputados como se fosse um grande campo de futebol. De um lado, a tal Bancada da Bola. Do outro, a Medida Provisória oficializada pela presidenta Dilma Rousseff, obrigando os clubes a honrarem suas dívidas com a União. Existem lá sete determinações e quem não cumprir cai para divisão abaixo daquela em que se encontra. Postura moralizadora, sem dúvida, para acabar com a corrupta relação entre jogadores, clubes e agora também empresários. No placar, 1 a 0 a favor da Turma do Bem, puxada pelo time do Bom Senso.

Mas calma aí! A Bancada da Bola tem ainda 89 minutos, fora a prorrogação, para reverter a desvantagem infelizmente. O clima político negativo para Dilma em todo País, com certeza, será aproveitado, usado mesmo pelos políticos de Brasília a favor da Turma do Mal, ou seja, a cartolagem. O que fazer, então? Sentar no sofá e assistir de camarote a “partida”, esperando um dos lados ser beneficiado pelo acaso?

Não, amigos, de jeito nenhum. As recentes manifestações de rua apontam em outra direção: a hora é essa. Vamos mudar para melhor em todos os sentidos. Na Saúde, na Educação, na Justiça, na Agricultura, no Transporte e também no Esporte. Neste jogo, somos os árbitros.

Sejamos justos. Cartão vermelho para quem jogar sujo.

Que tal?

E tenho dito!

Corinthians na cabeça e com a mão na vaga

Guerrero desencanta e marca o primeiro do Timão no Uruguai. Foto de Daniel Augusto Jr, Agência Corinthians

Aconteceu de tudo na vitória sensacional do Corinthians por 2 a 1 sobre o Danúbio, no Uruguai, válido pelo Grupo da Morte da Libertadores. Primeiro, o estádio parecia um galinheiro e nem os chuveiros funcionavam. O árbitro não marcou um pênalti claro em Guerrero, mas deu outro em Elias. Renato Augusto cobrou e mandou para fora. Aí, então, veio a mostra de que esse elenco do técnico Tite está mesmo fechado. Jogadores correram atrás do prejuízo e fizeram 2 a 0, gols de Guerrero de voleio e Felipe, de cabeça.

Quando todo mundo já se preparava para festejar a sétima partida alvinegra sem levar um golzinho, o tal de Gonzalo Barreto pegou a bola antes do meio de campo passou por cinco jogadores adversários e tocou no canto do goleiro Cássio. Gol dígno de Pelé, Messi, Maradona, Zico, Neymar e de quem você lembrar na história da bola mundial com nome e sobrenome de craque. O resultado teve sabor de classificação para o Timão, que somou 9 pontos, com 5 gols a favor, 1 contra, e dois jogos fora de casa.

Agora, no returno do grupo, recebe o Danúbio e o San Lorenzo na Arena de Itaquera, encerrando a participação no Morumbi, diante do São Paulo. A bem da verdade, o primeiro tempo foi ruim. Comandados de Tite arriscaram pouco, optando por administrar o empate. Principalmente por Renato Augusto estar em um jornada bastante infeliz. Jadson, por sua vez, correu pelos dois. Defendeu, armou e deu passe para o gol de Felipe, com um cruzamento certeiro, quase uma cesta de três pontos como no basquete. Com a entrada de Danilo a equipe ganhou mais consistência e o fraco Danúbio desmoronou diante do infinitamente melhor time do Corinthians.

E que São Paulo e San Lorenzo disputem o segundo lugar. Por que a liderança da chave é do Todo Poderoso.

E tenho dito!

Reservas do São Paulo viram na raça contra a Ponte

Mauro Horita/SPFC

Mauro Horita/SPFC

A vitória de 2 a 1 do São Paulo sobre a Ponte Preta, neste domingo, no estádio Moisés Lucarelli, deixou claro a tese do futebol competição: quando não vai na bola, dá-lhe raça. Com bravura e muita dedicação, os reservas do Tricolor venceram uma partida difícil e muito disputada contra o melhor time do Interior sem dúvida. A superação valeu. Afinal, apenas Rogério Ceni e Alan Kardec estavam em campo. Técnico Muricy Ramalho poupou vários titulares para a partida de “vida ou morte” diante do San Lorenzo, da Argentina, na próxima quarta-feira, no Morumbi, válida pela Libertadores.

Roni abriu o placar para a Macaca, depois de uma falha coletiva da zaga são-paulina. Esse mesmo jogador, aliás, poderia ter definido a partida. Esteve por mais duas vezes cara a cara com o goleiro Rogério Ceni que, desta vez, salvou a pátria. O veterano estava em tarde inspiradíssima. O São Paulo virou mesmo na etapa final. Paulo Miranda, de pé esquerdo praticamente de voleio no ar, deixou tudo igual. Um golaço. E Alan Kardec, após cruzamento certeiro da esquerda e Ewandro, meteu a cabeça na bola e decretou números finais: 2 a 1.

O resultado positivo terá efeito de um resgate, de uma reabilitação, pelo menos psicológica nos bastidores tricolores. Depois de perder para o Corinthians, pelo Paulistão, o treinador balançou no cargo. Deixou visível um racha com a diretoria. Vencer a Ponte, com quatro garotos (Lucão, Auro, Hudson e Boschilla) e promover o retorno de Rodrigo Caio, vai somar pontos para Muricy, acusado de aproveitar pouco a base de Cotia e apostar só em medalhões.

Futuro tricolor, agora, fica por conta da performance na Libertadores.

E tenho dito!

 

Palmeiras arriscou e petiscou na matinê de domingo

Zé Roberto ficou devendo diante do 15 de Piracicaba. Foto de Fernando Dantas/Gazeta Press

As equipes do Interior entraram em desespero total. Por isso mesmo, jogam retrancadas, bicando bola para tudo quanto é lado, pouco se importando em praticar um bom futebol pelo menos. Técnicos querem garantir emprego e atletas, que o salário não atrase no final do mês. Daí, o 15 de Piracicaba (assim como todos ameaçados de rebaixamento) ter estragado o espetáculo da manhã deste domingo, no Alllianz Parque, diante do Palmeiras. No entanto, o time da casa insistiu, arriscou e petiscou. Com um “canhão” de fora da área, Gabriel garantiu a vitória esmeraldina para a alegria de 28 mil pessoas presentes ao estádio.

O campeonato paulista, aliás, entra em uma fase meio chata. O desespero dos ameaçados ao rebaixamento se junta à esperança de quem ainda tem chance de classificação para a fase final, onde começará de fato o torneio. Como Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos (esse matematicamente) já estão bem adiantados, os outros correm atrás do prejuízo. Fica a certeza de que essa fórmula de disputa precisa ser repensada, sob pena de um prejuízo irreversível para a já problemática e complicada bola nacional.

Destaque para Gabriel sim. Não apenas pelo belo gol, mas também por sua boa marcação, coragem e persistência. O goleiro Fernando Prass, por sua vez, quando exigido estava lá para salvar a pátria (completou 100 jogos pelo Verdão em grande estilo) e, de novo, menção honrosa para Gabriel Jesus. Garoto está se sentindo à vontade em campo. Criou e teve oportunidade de fazer o primeiro gol como profissional. E tem uma qualidade essencial: não erra passe.

E tenho dito!

Feijoada de sábado fez mal ao Corinthians…

Emerson Sheik derruba juiz no melhor lance da partida. Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

No cardápio nacional, aos sábados, é dia de feijoada. Quarta-feira também. Mas no final de semana ninguém consegue desprezar a culinária genuinamente brasileira, com direito a caipirinha, torresmo e uma cervejinha gelada. Só assim mesmo para explicar o péssimo futebol do Corinthians diante do Red Bull Brasil, na Arena de Itaquera, pelo campeonato paulista, em um arrastado 0 a 0. Passes errados, jogadas sem pé nem cabeça, chutes a gol raríssimos, sem falar dos jogadores visivelmente desligados. Pareciam todos terem engordado 20 quilos no “belo” almoço. Devem ter comido feijoada, na certa.

Alguns lembrarão que o foco está todo voltado para a próxima apresentação, em Montevidéu, contra o Danúbio, terça-feira, pela Libertadores. Afinal, uma vitória coloca o Timão na beira da classificação antes mesmo do returno dessa competição. Como pegará Danúbio e San Lorenzo na Arena, a hora seria essa. Pode ser. Mas precisa ir tão mal diante de uma das piores defesas do Paulistão? Fágner acertou o travessão ainda no primeiro tempo. Tentou cruzar, bola pegou efeito e quase engana o goleiro adversário.

Na etapa final, Vágner Love criou duas ótimas chances de gols. Faltou calibrar melhor o potente chute de pé esquerdo. Emerson Sheik correu muito e merece as honras de menos pior em campo. No primeiro tempo, deu um encontrão no árbitro, arrancando risos e aplausos das 31 mil pessoas presentes ao estádio alvinegro. Na verdade, muito dinheiro, ótimo público e futebol que é bom, oh! (como diria o finado Chico Anysio no papel de Professor Raimundo).

E assim caminham a preguiça e a mediocridade..