Gazeta Esportiva

Postados por: chicolang

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

O Santos não precisava disso. Mas, pelo sim pelo não, o árbitro Paulo César de Oliveira resolveu dar uma mãozinha e influenciou direto no placar de 4 a 2 sobre o Guarani, favorável ao Santos, que garantiu o tricampeonato paulista. Primeiro, deu um pênalti a favor do Peixe não existente. Bola bateu no braço do zagueiro do Bugre. Daí, nasceria o segundo gol.

Depois, no quarto, ignorou por completo um impedimento de Alan Kardec. Um vergonha. Placar moral seria 2 a 2, no mínimo. Sem contar fazer de conta que não via faltas gritantes contra o Santos e um pênalti em cobrança de falta para o Guarani (bola bateu no braço de Edu Dracena, um dos homens da barreira).

Santos deslanchou nessa final e levou o título mais fácil dos últimos tempos. Graças também a incompetência do trio de ferro: Corinthians, São Paulo e Palmeiras.

E tenho dito!

Quando Andrés Sanchez deixou o clube em dezembro de 2011, jurou ter fechado todos patrocínios possíveis para o Corinthians em 2012. Das duas uma: ou atual Diretor de Seleções da CBF mentiu ou deixou tudo engatilhado e alguém comeu bola. Não tem uma terceira opção. Na hora de fechar a conta do final do mês a dura realidade: R$ 50 milhões a menos no caixa. E sem nenhuma estrela no time, quem será o ponto de atração? Antes era Ronaldo. Adriano Imperador alimentou esperanças. E agora? Contra o Vasco, na próxima quarta-feira, camisas vão estar em branco.

A tática foi errada. Patrocinador deveria ter sido garantido na saída de Sanchez. Esperar pelo sucesso no Paulistão ou na Libertadores é dar muita sopa para o azar. Talvez a história tivesse sido outra caso clube fizesse a final contra o Santos. Ou não desse tanto azar ao passar pela Oitava de Final e pegar o Vasco logo de cara nas Quartas. Pior: pode ter Santos ou Velez na semifinal e Fluminense na decisão ou talvez o Boca.

Nada de moleza para o Timão. É uma das Libertadores mais difíceis dos últimos tempos. Todos favoritos estão vencendo, passando por etapas importantes e no afunilamento tudo pode acontecer na competição. Quem for investir R$ 50 milhões, vai esperar um pouco. Faltou planejamento e execução para Gobbi e Rosenberg.

E assim caminha a mediocridade…

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

O Corinthians passou tranquilo pelo Emelec, nesta quarta-feira, na disputa de uma vaga nas Quartas de Final da Libertadores, por 3 a 0. A tensão, tão decantada pela imprensa anti-corintiana, ficou do alambrado para trás, ou seja, nervosismo sobrou para torcedores e jornalistas tendenciosos apenas. Time tocou a bola com maturidade. E quando foi apertado pelo adversário, se defendeu bem até demais. Próximo adversário será o Vasco, que passou pelo Lanús nos pênaltis.

É verdade que o goleiro Cássio manteve o padrão do primeiro jogo lá em Emelec. Quer dizer, mostrou-se sempre seguro no encaixe de bola, saiu muito bem do gol, cortanto quase todos cruzamentos e teve reflexo quando precisou. Paulinho outro monstro. Fez um gol, mandou uma bola na trave (de cabeça) e obrigou o goleiro adversário a um milagre.

Alex, desta vez, armou o time. Chicão e Leandro Cástan não brincaram em serviço, assim como o valente Ralf e o esforçado Fábio Santos. O Timão foi um todo. Passou pela primeira prova de fogo: quebrou um tabu de 12 anos. Fazia todo esse tempo que não chegava às Quartas de Fiel de uma Libertadores. Que venham os vascaínos, vice-campeões brasileiros.

Valeu demais.

E tenho dito!

O presidente do Corinthians, Mário Gobbi, é dono de uma estilo teatral. Para onde vai, arrasta o jeitão de delegado de polícia. No entanto, no episódio das críticas ao árbitro da partida contra o Emelec e sobre os bastidores da Libertadores, reagiu de forma intempestiva corretamente.

Se no Brasil, depois de mais de 20 anos no poder, Ricardo Teixeira foi afastado da CBF (precisou a presidenta Dilma intervir para que isso fosse possível), na Conmebol o eterno Nícola Leóz manda e desmanda, solta e prende quem quiser na hora que bem entender. Entre Teixeira e Leóz, cartolas clássicos sul americanos, quase não existe diferença. São farinha do mesmo saco.

E se a Conmebol, por isso, retaliar o Corinthians? Me desculpem, mas quando um clube brasileiro foi ajudado por essa entidade? Não me lembro de nenhum que tenha vencido um campeonato com apito amigo. Na dúvida, os gringos sempre dão um jeito de prejudicar o Brasil. E, como diz o Conselheiro Acácio, perdido por perdido, truco.

Alguém precisa peitar esses caras, como a Dilma derrubou Teixeira.

E tenho dito!

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Quem temia por uma estreia desastrosa do goleiro Cássio no Corinthians, quebrou a cara. O grandalhão (1m95, com 87 quilos) pegou tudo. Bola baixa, alta e saiu muito bem do gol. Graças a intervenções dele, o Timão arrancou um empate suado do Emelec, em Guayaquil, pela Libertadores.

Quer dizer, se Cássio já tivesse entrado antes na equipe, talvez o Timão estivesse na final do Paulistão contra o Santos, por exemplo. Júlio César é raçudo, corintiano desde criancinha, mas não é melhor goleiro do que Cássio. Espero que o técnico Tite não venha com conversa fiada e faça média com jogadores, escalando Júlio no jogo de volta contra equatorianos no Pacaembu.

Nada contra o Júlio, mas tudo a favor de Cássio, o gigante da Fiel.

E tenho dito!

Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

O que Neymar fez com o São Paulo foi sacanagem. Na verdade, teve uma bela mãozinha de Paulo Miranda (no pênalti e no segundo gol), sem contar com outra mão, a de alface, do goleiro Dênis. Mesmo assim, brilhou como nunca e no Morumbi. Conseguiu fazer três gols fora do berço, ele que já se transformava no “Neymar só da Vila”.

Talento à parte, que finalzinha sem vergonha essa do Paulistão, hein? Não me venham dizer que o time do Santos é grande. Pode até ser. Mas leva o nome de uma cidade litorânea, distante a 100 quilômetros da megalópole paulistana. Se Santo André, São Caetano, Jundiaí e Valinhos formam distritos distintos, Santos também, ora bolas.

Decisão caipira sim senhor.

E tenho dito!

Foto: AFP

Foto: AFP

Está na hora de virar o jogo de vez. Ricardo Teixeira, até então intocável, caiu na CBF. Menos de dois anos para a Copa 2014, cadê a Seleção Brasileira? O técnico Mano Menezes gira, gira e não acerta o passo. Parece um peru bêbado. Não está encontrando um denominador comum para dar confiança de que realmente o Brasil entrará com um espírito competitivo na tão sonhada competição.

Na minha opinião, seria uma boa apostar em Pep Guardiola. Jovem ainda, coberto de glórias nos últimos tempos por dirigir o Barcelona, da Espanha, poderia significar um marco para a bola nacional. Dia desses, o veterano Pepe (eterno camisa 11 do Santos) esteve no Mesa Redonda, da TV Gazeta, e contou ter feito um estágio junto com Guardiola.

Na conversa, o ex-santista deixou claro que Pep é astuto, estudioso e profundo admirador do futebol brasileiro. Conhecia as escalações dos principais clubes na ponta da língua, além de apontar os pontos fortes e fracos de Santos, Botafogo, Flamengo e outros. Guardiola poderia dar certo sim, principalmente diante da frescura que Muricy Ramalho, Tite, Felipão e até Abel Braga estão fazendo para dizer se aceitam ou não o cargo até 2014.

Que venha Guardiola!

E tenho dito!

A zebra anda solta mesmo pelo mundo. O todo poderoso Barcelona está fora da Champions Ligue. Perdeu, em casa, para o Chelsea, da Inglaterra, a classificação para a final. O empate de 2 a 2 deu esse direito ao clube da Terra da Raínha, uma espécie de Portuguesa de Londres.

Resultado, bem ou mal, serve de consolo para nós, corintianos, que vergonhosamente caímos diante da Ponte Preta, domingo, no Paulistão. Futebol é assim mesmo: o único esporte onde o mais fraco vence o mais forte. Barça mandou bolas na trave, Messi perdeu pênalti e deu no que deu.

Esperança para o Corinthians, então, na Libertadores. Afinal, tragédias acontencem. E, aqui entre nós, derrota para Macaca foi uma hecatombe, como diria Celso Cardoso.

E tenho dito!

O placar moral da partida era para ser Corinthians 2, Ponte Preta 1, no máximo. No entanto, o goleiro Júlio César se incumbiu de fazer “dois gols contra”. O Timão foi eliminado do Paulistão 2012, em pleno Pacaembu, ao ser derrotado pela Macaca por 3 a 2. No primeiro da Ponte, William Magrão bateu falta até de maneira fraca. Júlio pulou torto e a bola passou debaixo dele.

Depois, em contra-ataque rápido pela esquerda, Roger estava livre da marcação de Marquinhos e fez o segundo. Daí para frente, um sufoco. Quando ainda estava 2 a 1, Júlio cobrou tiro de meta de maneira estabanada. Bola bateu nas costas de Leandro Castán e sobrou para Renato Cajá. Esse lançou Rodrigo Pimpão que matou o jogo.

Mistura de desespero e inconformismo. Resultado mostra que o grande problema do Timão é mesmo disputar mata-mata e não campeonato de pontos corridos. Ocorre que a Libertadores é um torneio eliminatório a partir das Oitavas de Final. Ou seja, daqui pra frente, salve-se quem puder.

Gols de William e Alex poderiam ter definido jogo e aplacado a crise. Talvez a primeira providência, neste instante, seja a ida de Júlio César para a reserva. Afinal, é difícil a bola chegar no gol do Timão. Mas quando isso acontece, ele não passa segurança. Técnico Tite se vangloria de escalar sempre quem está bem. Já colocou no banco Sheik, Jorge Henrique, Alex, Chicão e o demitido Adriano. O mesmo deveria servir para Liedson. Machucado ou não, nem de longe lembra o Levezinho do passado. Corinthians não pode e nem deve disputar Libertadores correndo riscos.

E tenho dito!

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Em todo prognóstico que faço para jogos do Timão, sempre digo os famosos 7 a 0. Embora o Timão do técnico Tite tenha encontrado grandes dificuldades para ganhar de 2 a 0, contra o Deportivo Táchira a equipe desabrochou. Alvinegro atropelaram com um sonoro 6 a 0. Seria melhor, para meu ego mediúnico, que aquela bola do Liedson no travessão tivesse entrado.

Tudo bem. Vou me conformar. O interessante é lembrar a todos que o Timão vem se soltando devagar, aos poucos, jogo após jogo. Foi assim no ano passado. Quer dizer, equipe cresce durante as competições e isso é importante para quem quer levar, finalmente, o sonhado título da Libertadores.

E tenho dito!