Tinha que acontecer. Não dava mais para o São Paulo ficar pensando que podia obter títulos com o tipo de futebol que vinha jogando.
Ficou marcada para mim aquela partida contra o Penapolense. Quanta luta, quanta dificuldade para, no fim, só conseguir ganhar graças a um gol contra de um zagueiro adversário. O pouco que os torcedores viram não era suficiente para sonhar muito.
Depois, nada de surpreendente na derrota em pleno Morumbi para Atlético Mineiro. Estranho comportamento nos primeiros minutos – meia hora, nada mais – do primeiro tempo, correndo e nem deixando o adversário jogar para, de repente, mudar de atitude, permitir a virada e sair pensando que na volta, em BH, tinha condição de devolver.
Já contra um Corinthians mais preocupado em não se desgastar para estar inteiro na partida de volta contra o Boca, um empate sem gols, de novo, alimentou a ilusão. Ilusão que morreu nas batidas mais importantes da série de tiros da marca do pênalti, justamente quando chutaram contra Cássio duas referências tricolores.
Em Belo Horizonte, adeus às esperanças de uma fase melhor. Da goleada ao “strike” desta sexta feira foi um pulo.
De repente, Juvenal sentiu que era preciso fazer alguma coisa.
No contra-ponto do afastamento de sete jogadores virá, agora, a fase de caras novas no elenco. Hora em que, do treinador ao mais distante torcedor, a conduta será ter paciência, muita, até, no aguardo do entrosamento a que a equipe precisa chegar.