Já chegando ao Pacaembu se percebia um clima de extrema confiança. Velhos conselheiros caminhavam entre garotos e garotas da jovem geração palmeirense e se abraçavam aos gritos de vitória. Eu ví eufóricos nônos e empolgados jovens trazendo na face risonha uma dose farta de energia para oferecer aos craques no gramado.
Creiam, foi essa fôrça que rolou pelos degraus e foi, com certeza, incendiar o time palestrino na sua arrancada rumo a uma vitória marcada por extrema aplicação.
Derrotar o Sport foi um trabalho nada fácil. Até os 7 do segundo tempo, a procura do gol encontrava grande resistência do time pernambucano. A dificuldade prosseguiu mesmo após o golaço de Correa. Ainda soavam os bordões nas arquibancadas quando Rivaldo igualou.
Incrível como o empate caiu mais como estímulo do que choque. Nem aí, o povão seguiu fazendo jorrar para seus craques a força que cada fanático tinha para oferecer.
Não podia acontecer nada diferente. Impossível – nessa mistura de calor humano, raça e futebol com generosa aplicação – não alcançar os tres pontos que fariam o Palmeiras saltar sobre dois concorrentes diretos desta hora – Figueirense e o próprio Sport.
Agora, com tamanho apôio partindo de sua torcida, não dá para interromper uma reação em alta dose.
O povão palmeirense decidiu que era hora de reagir. O Verdão entendeu e ganhou a primeira. Precisa continuar.

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