Gazeta Esportiva
Djalma Vassão/Gazeta Press

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Contratado por uma fortuna, Ganso chegou para, primeiro, tratar-se e, depois, voltar a jogar futebol. Ao investir tudo aquilo que o Santos exigiu, o São Paulo deu provas de uma enorme certeza na total recuperação do atleta. Além do que, sua diretoria revelou-se prudente ao dar ao departamento médico o tempo que precisasse e tantos recursos quantos necessários para ter em campo sua mais cara estrela.

O tricolor foi um investidor corajoso, apostou alto, convicto de que o retorno será certo ( e grande ) na medida em que tiver paciência para aguardar pela hora certa.

Surpreende que, hoje, já se fale que Ganso pode, de repente, entrar com o time em campo, daqui a dois domingos. Chama a atenção que a previsão de estreia em 2013 possa ser antecipada em uns dois meses. Será possível que o tratamento já permita reduzir o prazo inicialmente anunciado?

Prefiro imaginar que, prudente e inteligentemente, se trabalhe na direção de um pré-condicionamento do atleta naquilo que seria seu reencontro com o público, vivência do clima de jogo, até no seu aquecimento emocional. Talvez seja só isso, sem a intençao real de lança-lo numa partida pra valer? Pode ser, afinal, ele entraria para o banco de reservas e isso seria também capaz de aumentar – digamos – sua fome de bola. Nada para participar, apenas para que veja bem de perto seu time em tempo real, levando-o a conhecer melhor o jeito de seus companheiros numa disputa de tres pontos.

Prefiro achar que é isso. Clube nenhum precipitaria um evento dessa importância. Afinal, faltando só tres jogos do time são-paulino no ano, por que ir com tanta sêde à fonte deixando de dar ao tempo o tempo certo?





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